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terça-feira, 2 de novembro de 2010

É MENTIRA TÉRTA?

Ricardo Martins

O bordão do Pantaleão, personagem consagrado de Chico Anysio, cabe bem na situação dos preços ao consumidor, embalagens, pesos, enfim, e a Térta responderia: SIM! É mentira!
Quando se transfere apenas para o Governo a responsabilidade sobre a inflação que cresce muito neste país, é mentira, pois o setor empresarial de um modo geral, a se destacar o setor industrial alimentício, em todos os seus segmentos, é um dos maiores vilões da dita economia estável. É mentira quando se diz que a economia está sob controle e estabilizada, pois diariamente os preços sofrem reajustes, que percentualmente falando não são pequenos, pelo contrário, são enormes, em sua proporção.
Além disso, existem ainda os chamados fatos que modificam e influenciam a ciranda de preços, que fatalmente estoura no bolso do consumidor: safra, entressafra, queda ou aumento do dólar, chuva ou estiagem, crise no exterior. Na real, tudo mentira, é certo que o tempo pode influenciar sim, apenas isso, o resto é conto da carochinha e opção do mercado, exporta mais ou menos, porque quer, enfim.
De verdade! O que determina o crescimento exagerado dos preços sem critérios ou nenhuma vergonha na cara é o caráter do empresário brasileiro! Este não possui nenhum escrúpulo quanto a aumentar preços, maquiar embalagens, alterar rótulos e pesos dos produtos, e mais ainda, seus preços. Qualquer situação é uma desculpa deslavada para que isso aconteça, e sob os olhos fechados convenientemente, de qualquer tipo de fiscalização.
Quem pode mudar isso? Apenas o consumidor, pois se depender de ação de fiscalização, de legislação ou de qualquer órgão governamental, pode esquecer. Apenas o cidadão pode mudar, mas como? DEIXANDO de consumir! Deixe de comprar carne neste período para ver se os preços não voltam a patamares inferiores, de meses atrás, onde já estava alto, porém mais baixos.
Se o consumidor agir assim pode mudar isso! Quanto aos vários tipos de “maquiagem” é denunciar, inclusive a Imprensa!
Se esperar por ação de governo, puxe uma cadeira confortável, sente e pague a conta, inclusive da cadeira!

4 comentários:

Heleny Galati disse...

O empresário brasileiro tem visão curta, ganância imediatista e conta com a falta de conhecimento e passividade do consumidor.

Ele prefere adulterar pesos alterar informações a investir em melhor produtividade com qualidade.

Maria Amora disse...

O consumidor brasileiro ainda não sabe nem votar (votaram Lulla que não era candidato).
Ainda não sabemos ser consumidores com direitos, olhar rótulos, conferir pesagem, validade... em geral causa até embaraço aos demais, qdo alguém se manifesta.
Aqui, sou rodeada por uma rede de supermercados que literalmente domina Ipanema. Concorrência ZERO. Mandam nos preços, e são caríssimos.

Ester Eloisa disse...

Olha Ricardo, concordo em parte. É também muito difícil para o empresário brasileiro sério sobreviver neste mercado em que os produtos chineses ingressam com preços difíceis de competir, porque são produzidos por lá sem o menor respeito aos direitos dos trabalhadores.

Patricia Mendonça disse...

Concordo, uma reaçãopopular modificaria as coisas