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segunda-feira, 11 de abril de 2011


“Exageros da Imprensa”!

Excessos “demasiados” podem se tornar perigosos e estimular agressões, atos criminoso, tragédias sociais, enfim, é indispensável cuidados para não exagerar.

Ricardo Martins
É evidente que informar e esclarecer, orientar e propor o real conhecimento dos fatos e acontecimentos que ocorrem no Brasil e no Mundo é missão absoluta da Imprensa em todas as suas formas e formatos, e como integrante desta atividade, é evidente que considero isso inquestionável, porém me dou o direito e os cuidados de discutir e questionar os excessos, exageros e a busca desenfreada pela audiência e venda de publicidade, tudo isso à custa do sofrimento alheio a partir da divulgação excessiva de situações, atos criminosos ou tragédias sociais de qualquer natureza!

Desde muito cedo, apenas como telespectador, leitor ou ouvinte, discordei desta linha maciça e formato de “bater na mesma tecla”, durante dias e a todo o momento, fazer caras tristonhas e perguntas imbecis às vítimas,  parentes ou próximos à situação de alguma forma. E isso, que não é de hoje, evidenciou-se por estímulos de diretores e editores de telejornalismo, no Rádio e até na mídia impressa, que buscam os pontos de audiência ou venda de anúncio a qualquer preço ou custo.

Exageram na exposição do meliante, do assassino ou infrator, dando-lhe mais espaço do que merecem, inclusive nos escândalos financeiros, políticos e assemelhados que refletem no cotidiano das pessoas.  É holofote demais!

Óbvio que é importante a informação, o detalhe, a discussão, porém a meu ver, somente para qualificar, identificar e caracterizar o ato ou o infrator. É fundamental evidenciar um erro, a omissão ou a falta de interesse de alguém. É isso ou destacar o mérito da polícia e da justiça, fato raro nos dias de hoje, exaltar atos positivos da justiça brasileira, mas enfim, isso é importante, o espaço para o bandido deve ser mínimo.

Gostaria de ressaltar outro aspecto que abomino: a excessiva exposição do sofrimento alheio, normalmente recheado de entrevistas e perguntas dispensáveis e sem nenhuma importância, por exemplo, diante desta tragédia em Realengo/RJ, o repórter chega para uma mãe e pergunta: “está muito triste com a perda de seu filho?” Ou então:” a senhora está muito emocionada?” O que ele merecia de reposta se não algo impublicável. Culpa do editor que não treina e nem aprimora o repórter. Fazem por fazer e em busca do resultado comercial ou estatístico.

Outro aspecto a observar, com o devido cuidado, é quando acontecem as análises, os depoimentos de “especialistas” ou estudiosos sobre aquele fato ou situação. Claro que o detalhe é importante e o debate saudável, porém toda cautela é pouca diante das conclusões absolutas e dos donos da verdade, pois o que mais existe hoje por aí é ”técnico em alguma coisa”,  é um tal de personal isso ou aquilo, ou doutor sabichão daquilo e daquilo outro que impressiona. O fundamental sempre é acrescentar, ajudar a elucidar, contribuir positivamente para que em situações semelhantes possa existir a prevenção ou uma solução rápida e imediata.

Concluindo, sob meu ponto de vista, a TV brasileira e os veículos de comunicação em geral, que tem um papel importantíssimo neste contexto,  portanto sua responsabilidade é tão ou mais grandiosa e nobre que sua relevante posição e representatividade, têm exagerado e indiretamente propondo estímulo à infração, ao ato criminoso, ao crime, a fraude, ao ilícito, e repito e reitero,  evidenciado por demais o transgressor, o delinqüente, o infrator, e isto em todos os tipos de crimes contra a pessoa, a família, ao patrimônio ou ao erário público.

Os veículos de comunicação devem, a meu juízo, gritar por justiça com rigor, por segurança pública adequada e um sistema prisional digno, humanizado, que separe o joio do trigo, por opções efetivas e decentes de possível recuperação de quem quer se recuperar, por clínicas e unidades de saúde pública para o tratamento do desequilíbrio mental e emocional porque passa o ser humano, além das drogas e outros malefícios à pessoa.

Este para mim é o real papel da Imprensa e da comunicação social em geral e sua grande responsabilidade. Eu penso assim!

domingo, 10 de abril de 2011


Ei! Pessoas, é por Aqui!

Ricardo Martins

Resolvi reeditar este texto, por considerar oportuno e pertinente. Cada dia fica mais difícil encontrar as coisas comuns e simples de outrora, alguns sinais, pelo menos, de respeito, educação, companheirismo, compartilhamento, amizade, sinceridade, caráter, decência, amor ao próximo, o amor de verdade entre as pessoas.

Que terá acontecido? Onde anda a essência?  As pessoas mudaram ou mudou o Mundo? Pergunto-me freqüentemente.

Sem querer exagerar, isso é assombroso e real, chega a ser assustador. Individualidade, egoísmo, egocentrismo, esperteza exagerada é o que mais se vê, nos últimos 30/40 anos. No Brasil então!

Certamente as pessoas mudaram e mudou o Mundo, ambos, infelizmente e a meu ver, para pior. Isso ocorreu entre todos independente de camada social, etnia, religião, partido político e como conseqüência arrastou outros sentimentos, atitudes e posturas, indispensáveis à Vida, enxurrada abaixo.

Observem! “Ontem” o prazer mesmo mercantilizado, vendido, existia, era uma excitação natural, espontânea, vigorosa, onipresente e onipotente, a imaginação fluía de forma mágica a fantasiar momentos, caricias e abraços. Nestes tempos de hoje, após uma explicitude banalizada, o prazer se tornou artificial, mecanizado e enlatado. Sem viço! Embaçado!

Na realidade o artificial tornou-se “ordem do dia”, inclusive no quesito “beleza”. O natural, que é a expressão mais definitiva do belo, perdeu espaço para as agulhas e bisturis.

“Fabricam” agora mulheres “plastificadas ou emborrachadas”, que quando passam, caminhando, até causam maravilhosa sensação, mas quando se pega ou toca é profunda a decepção. Nada contra quem se cuida ou quem se preserva! Isso é outra coisa. Tem uma agora que quer colocar o 3o. seio. pode?

Que pena! Nem mulheres naturalmente bonitas se fazem como antigamente. Na real, um triste exemplo de que tudo mudou.

Por tudo e por todo o canto, o natural, espontâneo e o artesanal cedeu lugar à industrialização, a mecanização ou ao artificial. Como obter ou manter qualidade, em produtos e serviços, se quem está por trás disso, quem produz ou administra, são pessoas desprovidas de valores e sentimentos voltados ao coletivo. Sem qualidade de caráter, de formação, de conceitos morais é éticos.

Qualidade de vida é viver em paz, junto a Natureza? É verdade, mas é muito mais que isso: é ter amigos sinceros, alimentação saudável e conviver com atitudes, em geral, decentes e éticas, obter facilidades decentes e não juntar problemas ou complicações.

Viver bem é contribuir para ver as pessoas alegres e felizes, cheias de prazer por tudo, principalmente pelo outro e pela Vida. Compartilhando, convivendo, proporcionado e interagindo entres  e com todos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011


Uma tragédia sem precedentes!
Infelizmente e lamentavelmente esperada!
Ricardo Martins
Por quê? Pensas assim depois do acontecido, no Rio de Janeiro! Não! Pior que não, de verdade. Já tivemos algumas situações parecidas, aquela do cara no cinema, em 1999 em São Paulo, além de inúmeros exemplos amplamente divulgados pela chamada mídia ocorridos nos EUA e em outros países, onde o radicalismo, o desequilíbrio e o exacerbado envolvimento com religiões extremadas acabam influenciando transloucados e psicopatas a cometer este tipo de crime. Além de outras tragédias de vertentes diferentes, enchentes, enfim!

O Brasil, independente da impunidade, do estado de ampla corrupção e da desmoralização e degradação dos 03 poderes da República, é um produtor de violência gratuita e cotidiana, do tipo bullyng, homofobia,  racismo,  entre outros tipos de agressão e preconceito e isso deve ser enfrentado, sem máscaras nem hipocrisia.

Existe ainda outros focos de violência ou que a propiciam, um altíssimo consumo de drogas de todos os tipos, em todas as classes sociais, torcidas organizadas infestadas por vagabundos, gangues da meia-noite e outras, de toda espécie violentas, covardes e cruéis, acesso fácil às armas e ao treinamento com elas, que são compradas, via de regra, direto da fonte, da própria polícia, forças armadas ou de dentro do judiciário. Tudo isso certamente contribui para esta onde de violência banal e diária com que estamos sendo obrigados a conviver.

Jamais se matou tanto por nada neste país como nos últimos 10 anos, ou pior, nos últimos 05 anos. Crianças, mulheres e velhos agredidos e mortos dentro de casa por parentes ou pessoas próximas, ex- namorados, maridos ou ex - companheiros, que não aceitam a separação, ou ver a ex nos braços de outro. Como corrigir isso?

A meu ver, são 03 os fatores que mais contribuem para este estado de coisas: A impunidade, e aí se inclui o excesso de benefícios e privilégios concedidos pela Lei Penal e aplicados sem critério por magistrados omissos,  o desinteresse e a má gestão pública e por último, o excesso de sensacionalismo e estímulo aos casos polêmicos promovidos pela chamada grande mídia.

Atendo-nos a esta tragédia do Rio de Janeiro, conclui-se, do mesmo modo, de forma concreta, que os colégios não têm gente especializada cuidando da disciplina e da segurança dos alunos, quer sejam particulares ou públicos, portões abertos a qualquer um, alunos gazeteando aula próximo dos muros das escolas, entrada fácil de drogas e armas nos estabelecimentos de ensino, enfim, tudo muito a vontade.
A liberalidade excessiva e a falta de interesse da direção das escolas pesam e muito neste estado de coisas e nessas situações indesejáveis e violentas. Coibir isso é obrigação do Estado nas escolas públicas, nas particulares, não!

É ainda obrigação do Estado manter a segurança pública como um todo, protegendo o cidadão, a vítima e seus familiares e não o bandido, o criminoso, o infrator.

Também é obrigação do Estado manter um Código Penal e um sistema prisional condigno com a modernidade e de acordo com o requisitado pelos dias de hoje, humanitário, porém rigoroso e por fim é obrigação do Estado dar exemplos de decência e dignidade, manter um serviço público em favor do povo e resolver definitivamente suas carências e necessidades.

È indispensável ações efetivas e urgentes a fim de se acabar com isso, seja por parte das instituições públicas ou privadas, corrigindo e colocando ordem nas coisas.

Agora, enquanto prevalecer o descaso e o desinteresse público e além disso, grande parte da sociedade organizada e esclarecida usufruir de algum benefício destas situações, nada se resolverá e a tendência é piorar dia a dia e o povo cada vez mais ficar exposto e refém da violência banal e de agressões criminosas generalizadas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


“Brasil, que envergonha!”
A Saúde Pública no Brasil é desumana!
Ricardo Martins
Uma vez mais retorno ao tema, assim como a TV , em um excelente trabalho da equipe de produção do programa Globo Repórter, apresentou e destacou na última sexta- feira, 1º de abril de 2011, o mesmo ocorrendo com a TV Record , no domingo, dia 03 de abril.
A Saúde Pública no Brasil é um retrato do desinteresse público e político, da falta de gestão, da irresponsabilidade governamental e de desumanidade. Sua situação é deplorável, deprimente e cruel.

O que foi retratado é a pura realidade! É o que acontece em todos os estados do país e na esmagadora maioria de hospitais e postos de saúde, nos grandes, médios e pequenos municípios. Um crime sem precedentes!

Desde o atendimento truculento e agressivo nas recepções, passando pelos  “agentes de segurança”, em sua grande maioria covardes e ignorantes, merecedores de uma boa e dolorida camaçada de pau, e também por  enfermeiros, médicos e administradores apáticos, indiferentes, brutos e omissos.

São todos cúmplices dos governos insensíveis e insensatos, que são os responsáveis pelo estado em que se encontra os serviços relativos a saúde pública oferecido aos brasileiros, aos cidadãos, a quem paga a conta. Isso, infelizmente não é diferente do INSS, da segurança pública, do estado lamentável das estradas, do sistema prisional e outros serviços públicos, também pagos pelo contribuinte, que são de péssima qualidade.

Em um país sério, com gente responsável e digna no comando, seria bem diferente, isso certamente não aconteceria, porém se assim fosse, diante do que foi retratado, muitos já estariam na cadeia.

Agora, aqui no Brasil,  recorrer a quem? Ao judiciário? Rsrsrsrsr! Desculpem, mas soa como brincadeira, não?

Corporativo, desinteressado e oportunista (agora querem esvaziar o CNJ) este judiciário que aí está não deve nem ter “assistido aos programas” e certamente desconhece o estado de coisas, a realidade Brasil afora, pois não entram nas filas, seus familiares idem, não necessitam de remédios e exames gratuitos, enfim, vivem em outro mundo.

Diante disso,  o que me causa espanto é o Ministério Público Federal e Estadual,  onde existem muitos promotores sérios e dedicados, não se manifestar publicamente, se bem que, coitados, sozinhos, fica difícil, pouco ou nada é possível fazer.

O que é fato, porém, é que as pessoas são maltratadas, tem que esperar por horas a fio, por um atendimento, meses por medicamentos ou exames, enfim, continuam morrendo nas filas do SUS. Um absurdo, uma vergonha, mais que isso, um crime! Alguém tem que fazer alguma coisa.

De nossa parte, o que nos resta  fazer? Explicitar e cobrar com veemência soluções e nas eleições escolher com melhor critério em quem votar.

domingo, 3 de abril de 2011


Juntos, porém separados!
Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa!

Ricardo Martins

A meu ver não existe nada mais repugnante e hipócrita que este tal “Politicamente Correto”, inclusive já dediquei um artigo sobre isso. Vou dar um exemplo simples e poético: Favela! Agora eles a chamam de “comunidade”. Ora bolas! Favela sempre foi uma denominação que em nada diminui aquelas “comunidades”, pelo contrário, todos sempre se referiram a elas desta forma, inclusive os poetas, pensadores, educadores, e o termo foi universalizado, e jamais alguém questionou, agora é politicamente incorreto. Ora! “Vão catar coquinho, lá onde a Morasia perdeu a virgindade”, atrás do muro do cemitério. Vamos sair de cima do muro e falar sério!
 
Esta introdução justifica outros exemplos cansativos que soam como discursos decorados para os cínicos e politicamente corretos. Por exemplo? Quando se fala em mais rigor na Lei Penal, suprimindo benefícios e privilégios ao meliante, ao infrator, protegendo e propondo mais direitos de defesa e ressarcimento de prejuízos às vitimas e seus familiares. Outro caso? Os menores infratores que devem, sob o ponto de vista da maioria, sofrer punição rigorosa independente de sua idade. Observem: Basta falar sobre isso e aparecem as frases e expressões feitas: “Temos que investir na educação” ou “temos que continuar trabalhando para ressocializar os apenados reintegrando-os à sociedade”.

Ora! Isso é evidente, porém para isso ocorrer deve haver inicialmente a separação do   “JOIO do TRIGO”, quem pode e quem não pode ser reintegrado à sociedade, quem apresenta reais sinais de interesse e condições para isso ou não. Além disso, é indispensável uma gestão adequada e competente que inicialmente prepare unidades prisionais para cada caso, com equipe especializada, bem equipada e em condições de propor a recuperação ou não, do indivíduo. Tanto aquelas que devam ser apenas prisionais assim como aquelas que se propõe a recuperar os que assim desejam, devem ser ambas modernas, adequadas e dignas, acima de tudo.

O que precisa ficar claro para aqueles que defendem o discurso politicamente correto é que TODOS desejam a educação e reintegração daqueles que efetivamente se interessem por fazê-lo, porém que se puna sem distinção e com rigor todos aqueles que agridam a sociedade, o cidadão, suas famílias e seu patrimônio.

Educar, ressocializar, reintegrar, enfim é um passo importante e um direito de todos que desejam isso para si, “punir com rigor” é parte integrante de um ato de justiça apropriado a cada caso, de acordo com a crueldade, periculosidade, freqüência, vida pregressa do infrator e outros quesitos a serem analisados.

Eles andam juntos, porém separados, assim como deve ser o joio do trigo!
“Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa”, será que ficou be

quarta-feira, 30 de março de 2011


Serviço Público! Ineficiente?
Esta qualificação no titulo é para ser delicado e bem educado, porque na real, hipocrisia a parte, a coisa é muito pior, séria e grave!

Gerir é gerenciar, decidir, aplicar, investir, adequar, corrigir! Gerir é planejar, priorizar, levantar dados e informações, analisar, avaliar e decidir! Ajustar ou não, racionalizar ou não, remanejar ou não, substituir ou não, enfim gerir é administrar com coerência, eficácia, eficiência, competência, interesse, visão, boa vontade, e por aí vai
.
Definitivamente, GERIR é: Decidir, programar, agir!

Sinceramente, algum de vocês, amigos que me prestigiam, encontra este perfil no Gestor Público, dentro do serviço público de forma geral,  em todos os níveis, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, em todos os setores e segmentos do Executivo, Judiciário e Legislativo? Raríssimas vezes, com toda a certeza.

E a oportunidade faz o monstro, diz o ditado popular, inúmeros incompetentes e aproveitadores são colocados lá politicamente, ou através de voto negociado ou vendido, pelo eleitor ignorante ou daquele que está levando alguma vantagem nisso, e aprontam de tudo, óbvio contra o povo, a sociedade, o cidadão, o contribuinte e o usuário. Este é o ambiente e o quadro propício para a corrupção, a chantagem, as negociatas, acordos e falcatruas de todos os tipos e finalidades. Um favorece a alguém, que favorece o outro, e por vai! 

O que se troca de “bilhetinhos” dentro do serviço público é uma festa.

E quem morre nas filas do SUS? O povo! Quem morre nas ruas ou dentro de casa por falta de segurança? O cidadão! E por aí a fila segue.

“Na real o bandido está livre e o Povo preso atrás de grades em sua residência, e o pior é que isso não lhe assegura nenhuma segurança”.

Finalizando, por que o serviço público no Brasil é de péssima qualidade, em geral e com pouquíssimas ou raras exceções?

Por falta de gestão de qualidade, eficiente e interessada, por conta de má gestão e de maus exemplos, em efeito “cascata”, de cima para baixo, hierarquicamente.

Além disso, excessiva concentração de poder, influência política negativa, disparidade entre salários e condições de trabalho em todos os níveis e setores, pastas ou poderes, interesses outros que não o melhor resultado para o contribuinte e outros inúmeros que dariam uma lista de mais de 100 itens, infelizmente ruins ou péssimos!

Dentre eles: POR FALTA DE AVALIAÇÔES E ANÁLISES DE DESEMPENHO PROFISSIONAL, que deveriam ser constantes, regulares, freqüentes e sistemáticas, visando o melhor aprimoramento técnico profissional. E a meu ver o mais grave de tudo: FALTA DE HUMANIDADE!

Portanto, se você é um “chefe” dentro do serviço público, reflita comigo e repense freqüentemente seu dia a dia e antes de ser “chefe” seja um GRANDE, competente, interessado e confiável Líder!

sexta-feira, 25 de março de 2011


“Sonhos de um menino”
Decepcionante realidade!
Ricardo Martins

Sou da geração dos anos 50, para ser exato de 1952, gênesis privilegiado, chamado de “anos dourados, prateados, luminosos, revolucionários, transgressores, enfim, transformadores. Creio que sim, na real, pós a chamada era moderna, tudo aconteceu a partir daí: Elvis Presley e o Rock and Roll, antes dele, Bill Halley e seus Cometas, Little Richard e tantos outros, The Beatles, Frank Sinatra, Nat King Cole, Bossa Nova, Jovem Guarda, Roberto Carlos, Tim Maia, Ellis Regina, Woodstock, amor livre e os Hippies, Martin Luther King, Pelé e Garrincha, e tantas outras figuras e movimentos culturais e até mesmo estruturais, ditaduras militares, no Brasil e pelo Mundo afora, conquista da Lua e outros grandes feitos, avanços na medicina e nas pesquisas em geral, na tecnologia de processos, procedimentos e equipamentos, e evolução dos estudos científicos em todas as áreas da Vida e do que lhe cerca.

Foram realmente anos de Ouro, que a meu ver duraram 30 anos (décadas de 50/60/70).

Menino, no Rio de Janeiro, Zona Norte, outra realidade em relação à chamada Zona Sul, via as coisas acontecerem, mas a informação na época, se comparada aos dias de hoje, andava a passos de um cágado e o pior, faltava conhecimento e esclarecimento mais detalhando, observações, comentários, discussões, enfim, falava-se pouco em casa sobre assuntos extremamente importantes, e a meninada então vivia embalada por sonhos e por seus heróis que serviriam de exemplo para um futuro ainda distante, “infelizmente não tão distante assim, a Vida passou como um Cometa, daqueles que não retornam”, (saudades daquela época que deveria ter sido eterna! Ufa!)

Pois então, hoje o sonho dos meninos é jogar futebol e das meninas é ser modelo, no meu tempo queríamos ser “polícia”, advogado ou Juiz!

Sabem aquele lance da Lei, Ordem e Justiça para todos?

 “Os Paladinos da Lei”, Os Intocáveis, O Patrulheiro Rodoviário, Brubacker e outros tantos que influenciaram gerações em busca destas profissões que para muitos eram mais sagradas que a de um Padre. Eram incorruptíveis, duros e justos! Para eles a Lei, a Ordem e a Justiça estavam acima de tudo, tementes a DEUS lutavam em proteger os mais fracos e oprimidos, além disso, havia revistas, livros, filmes e documentários sobre o Direito, casos de justiça e policiais que proliferavam por aqui.

Infelizmente 30 anos depois, nas décadas marcadas pela busca incessante pelo poder, status e representatividade financeira a qualquer custo, os sonhos na realidade se tornaram pesadelos. Tudo se inverteu, a ordem das coisas e seus valores, para uma grande maioria de profissionais, decepcionantemente, tomaram outro rumo, outra cara, outro objetivo, exatamente o oposto do que os sonhos de menino nos propunham! Muito triste isso!

Eu não me formei em nenhuma daquelas profissões e atividades, derivei para a psicologia humana, o comportamento e o cotidiano, além do marketing e a comunicação, onde também estão abrigados bons e maus profissionais, porém a decepção é muito grande.
Nos meus sonhos de menino a TOGA e a figura de um magistrado, um Juiz era inquestionável, a farda ou a missão de um policial ou de um advogado, além de admirável era algo sagrado, imaculado, digno e ético.

Hoje, por qualquer preço, vantagem ou mínima exposição na mídia, um grande número de profissionais inescrupulosos, independente da atividade, se vende, negocia a alma, entrega a própria mãe!

A pergunta que fica e que minha querida Vó, que faleceu aos 98 anos e lúcida faria, é a seguinte: “Meu filho, será que esta gente tem coragem de olhar nos olhos dos próprios filhos e ainda os embalar ao sono"?

Não sei dizer, minha querida e saudosa Vovó Minerva, referencia de minha Vida, onde morava a dignidade, o caráter e a retidão, mas, com certeza, para nós meninos, naqueles tempos dourados e utópicos, que sonhávamos com nossos heróis, tudo se tornou um lamentável, deprimente, assustador e sem tamanho pesadelo.

segunda-feira, 21 de março de 2011


Tendenciosa, indecente e imoral!
A “Legislação Brasileira”, em geral!
Ricardo Martins
Recentemente escrevi sobre o número excessivo de leis que existe ou estão publicadas nos municípios, estados e na federação, e que, com toda a certeza, a grande maioria é desconhecida até por quem as aprovou, quanto mais pelo cidadão, além do que são mal aplicadas ou pior ainda, não são aplicadas como deveriam, por omissão ou desinteresse.

Refletindo melhor, considero mais grave, na realidade, o direcionamento destas leis que deveriam proteger o cidadão e a sociedade e pelo contrário os mantêm reféns, na maior parte das vezes, da criminalidade, por exemplo. Já que há legislação disponível a justiça é mal aplicada ou realmente protege o infrator.

Nenhum benefício à vítima ou aos seus familiares, por exemplo: “direito a indenização do Estado, direta e sem apelação, quando a justiça considerar culpado o acusado por um crime de qualquer natureza contra a pessoa”.

NÃO! Isso é impossível, porém o desastroso e inconcebível “Regime Semi – Aberto”, este é concedido a qualquer meliante ou criminoso, independente de sua periculosidade. Permissividades como estas acabam propondo uma indiferente e acomodada reação da maioria dos magistrados, preguiçosamente debruçados apenas pelo que diz a letra fria da Lei, conceda-se e ponto, o cidadão e a sociedade que se lixem!

Um absurdo completo, como outros tantos “benefícios” ou concessões, enfiados goela a abaixo da população cada vez mais apavorada e desprotegida diante da criminalidade que é estimulada através da própria lei e da inanição de austeros e impolutos magistrados e legisladores. Os primeiros por não usar de prerrogativas de seu cargo e avaliar cada caso e situação e os demais por não ter interesse em corrigir estes absurdos da lei penal brasileira.

Outra aberração da lei penal é a não utilização do “Sumário de Culpa” em julgamentos do 
infrator com longa e comprovada trajetória de vida na criminalidade.

Ora, isso eliminaria uma série de privilégios e o manteria em regime fechado por longo tempo, evidente que para isso devem ser alterados os famigerados 30 anos de limite por condenação.

No judiciário estão inúmeros, na real, centenas e até milhares de exemplos e situações onde o cidadão fica à margem, sofre as conseqüências e o beneficiário é o meliante, o bandido, porém existem outros assuntos, temas, enfoques e determinações, pois, na real, muita coisa é imposta à sociedade porque os auto interessados, os legisladores e integrantes de outros poderes da República não vão mudar ou alterar suas posições ou aquilo que de qualquer forma o beneficia. Por exemplo? A obrigatoriedade do voto, as imunidades por carreira ou profissão, as famigeradas coligações partidárias, o voto proporcional, o financiamento público de campanhas eleitorais, a possibilidade de alterar ou reajustar seus próprios salários, vencimentos, bônus e assemelhados, enfim, se fosse citar mais teríamos laudas e laudas de situações injustas, absurdas e incoerentes imposta ao Povo, à pessoa, ao cidadão, ao contribuinte, ao usuário e à sociedade de bem.

As leis em geral, no Brasil, sejam na área ou seara que for, civil, criminal, eleitoral, tributária, fiscal, trabalhista, enfim, protege o poder, o poderoso, o rico, o Estado, o bandido, o infrator, o criminoso em todos os níveis e a delinqüência em geral.

E o mais grave, na minha avaliação, estimula o privilégio, a impunidade, que apenas agrava intensamente este estado de coisas deprimente, este dia a dia violento e inconseqüente em que vivemos completamente desprotegidos, desfavorecidos e abandonados por aqueles que deveriam promover o contrário: a ordem, a justiça e a proteção ao cidadão e a população em geral.

segunda-feira, 14 de março de 2011


“Recados Poderosos da Natureza”
Ricardo Martins
Algo muito sério e grave vem acontecendo com a Natureza nos últimos anos propondo todo este desequilíbrio climático que estamos observando e vivenciando de forma assustadora.

Culpados? O superaquecimento, excesso de gás carbônico e de outros poluentes, efeito estufa, desmatamento e assoreamento  irresponsável dos rios, lagos e lagoas, enfim. Outros estudiosos afirmam que esta é uma situação cíclica e portanto, rotineira. É até possível, porém o que temos visto é uma desarmonia, um desarranjo, sob minha ótica preocupante, no clima, exigindo inclusive a revisão das denominadas 04 estações do ano, completamente bagunçadas ultimamente. São invernos e verões completamente insuportáveis, intensos e desajustados e isso tem ocorrido por todo o planeta.

O Brasil até alguns anos atrás era imune e até desconhecia estes fenômenos naturais, por exemplo, ciclones, tornados, ressacas violentas, avanço e aumento de volume do Mar. Enfim, situações altamente desastrosas que raramente aconteciam por aqui. 


Isso preocupa e muito, ou deveria, inclusive as chamadas autoridades governamentais, em todos os níveis, que me parecem dar pouca ou nenhuma importância aos fatos, estando mais e como sempre atentas às vultosas verbas direcionadas pós acontecimentos catastróficos e que, via de regra, acaba tendo outros destinos, indo para outros bolsos, normalmente não chegando às mãos das vítimas.

No caso de outros países a situação tem sido bem mais grave e a repercussão dolorosa por conta de milhares de vítimas. A diferença em relação ao Brasil é que em alguns países existe investimento em prevenção e também em obras de contenção, que visam diminuir os impactos causados por tais fatos e movimentos naturais. 

Terremotos, maremotos, hoje mais conhecidos como tsunamis, vulcões em erupção, geleiras gigantescas em franco degelo e decomposição, tempestades violentas e de grande intensidade e evidentemente as conseqüências destas, enchentes, deslizamentos, avalanches, soterramentos e outras, tem sido, a meu ver, a forma da Natureza cobrar seu uso irresponsável e inconseqüente por parte do Homem, dizendo bem claramente: “abram o olho, seres humanos, pois a coisa vai piorar, cuidem de mim, recuperem-me, preservem-me, em favor da Vida”.
Concordo em gênero, número e grau, a Natureza tem mandado recados cada vez mais fortes e intensos e quase ninguém, em linhas gerais, tem se preocupado em estar, no mínimo, atento a eles.

E os resultados estão por todo o Mundo, vide mais recendente o caso do Japão, que certamente é um dos países mais preocupados em prevenir, investindo e muito em ações que minimizem o impacto destes grandes fenômenos.

Agora veja a situação no Brasil : qualquer grande chuva, mais intensa e freqüente, arrebenta com tudo, pessoas morrem ou perdem tudo que levaram anos para construir, os prejuízos para o cidadão e as comunidades são irreparáveis. Além do que, certamente o país é um dos que menos se importam com a movimentação da natureza. É cortado, na maioria de seus municípios, por córregos e rios poderosos e não possui suporte adequado para rede pluvial nem rede de esgotos que auxilie no escoamento das águas e, sobretudo nada ou muito pouco investe em obras de prevenção ou minimização de impactos destas proporções. Sem deixar de lembrar os quase 9000 km de litoral que o Brasil possui, uma costa invejável, que, contudo, diante destas situações, passa a ser motivo de grande preocupação. Alguém tem que fazer algo ou alguma coisa! Quem?

O desanimador para muitos é o estado de podridão que o Brasil se encontra, refém de mãos sujas que apenas se interessam em tirar proveito de qualquer situação, quer sejam governantes, instituições, entidades ou inúmeros setores da sociedade organizada, que vivem apenas do desfrute, de benefícios e privilégios, principalmente financeiros e do poder.

Não podemos, porém, desistir de cobrar e de exigir ações dignas e adequadas a cada situação ou necessidade de nosso povo, notadamente  diante desta movimentação agressiva da Natureza. Cabe às autoridades governamentais em todos os níveis proteger a população, suas vidas, seus bens, suas terras e conquistas.

sábado, 12 de março de 2011


Tragédias Climáticas “Omissão, irresponsabilidade e falta de 
interesse”(Reedição)

Ricardo Martins

Que a Natureza tem, nos últimos anos, enviado severos e enfáticos recados e rigorosas reclamações à humanidade sobre o desleixo, abandono e falta de interesse quanto a sua preservação, é uma situação clara e óbvia. E que o Homem não tem dado nenhuma atenção a estes recados, também é óbvio.

Estes fatos têm ocorrido há décadas, tanto uma coisa como a outra e a intensidade desta cobrança vem a cada dia se tornando mais dura e contundente, assim como o desinteresse e a falta de atenção do Homem. 

Os governantes de todo o Mundo, via de regra, apenas se pronunciam através de discursos vazios, na real, a chamada conversa fiada, e pouco têm feito em direção à recuperação do meio ambiente, do ecossistema, enfim do Planeta como um todo.

E as tragédias se repetem, aqui e acolá. O desequilíbrio climático é evidente ao mais puro leigo, os fenômenos naturais se sucedem com todos os nomes e identificações possíveis, sepultando milhares de pessoas, devastando cidades e até pequenos países por inteiro.E o que fazem os políticos, os governantes, os administradores públicos? NADA! 
No Brasil, em pleno ano de 2011 são centenas de municípios, até de grande porte, que ainda não tem uma política direcionada para a adequação dos córregos e rios que cruzam e até dividem as cidades, além do tratamento ao lixo e detritos em geral. 

Nas encostas, as regiões de vegetação superficial e passagem natural da água da chuva são ocupadas irresponsavelmente pelo povo, com a permissividade do agente público, que deveria fiscalizar e impedir, com o máximo rigor. 

Não adianta apenas publicar a Lei, é indispensável sua execução sem complacência, porém o que mais ocorre nestes casos é vista grossa e a liberalização remunerada por boas comissões. 
É importante frisar que não é apenas o pobre, aquele que ainda é miserável mesmo, porque assim inclusive deseja, por opção pessoal, que leva o perigo a estas cenas e regiões de risco, o rico e abastado também, e este paga polpudas gratificações ao agente público para construir ali, onde deseja. Isso ocorre por todo o Brasil, quase sem distinção de estados e municípios. 

Evidente que a isso se deve somar o problema do lixo, da má educação da população, mas tudo é conseqüência das concessões ilegais e da permissividade irresponsável das autoridades governamentais.

Procure saber, por exemplo, em sua cidade, quanto e o que foi investido no último ano em contenção de enchentes e prevenção de tragédias climáticas, inundações e outras, depois procure saber nos dois últimos anos, nos últimos 05 anos e nada vais encontrar, pois nada ou pouco foi feito ou investido. 

Agora, “os caras”, os administradores públicos, prefeitos, governadores, deputados, vereadores e fiscais estão cada vez mais ricos, parecem até presidente de confederação esportiva nacional. São terrenos aqui e ali, sítios, fazendas, carros importados, chácaras, casa de praia e nas montanhas, tudo comissão recebida por conta de fechar os olhos e liberar as licenças para construção de mansões, conglomerados turísticos e condomínios particulares de alto luxo, em locais de preservação ambiental, em circuitos naturais e de alto risco, por conta dos fenômenos da Natureza.

E quando estes ultimamente ocorrem com uma fúria e intensidade assustadora, pouco sobra em pé e pessoas, famílias inteiras sucumbem, perdem tudo, inclusive a Vida. 


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