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sábado, 10 de setembro de 2011


Negligentes e desinteressados!
Ricardo Martins

Poderia ainda acrescentar irresponsáveis, incompetentes, calhordas e outros tantos adjetivos que certamente qualificariam adequadamente cada governante deste país, principalmente Prefeito, Governador e até a atual Presidenta da República que abandonam, depois de empossados, sua missão prioritária que é administrar bem, adequadamente e de forma seria e responsável suas cidades, estados e a Federação. Simplesmente abandonam tudo ao Deus dará! E dedicam-se apenas as causas corporativas, de interesse pessoal, que possam vir a repercutir favoravelmente algum outro interesse, normalmente escuso, trazendo proveito direto para seus bolsos, por meio de seus mandatos, aliam-se a outros incapazes e maus caráter, sujos e corruptos, a fim de depenar e dilapidar o bem comum e o erário público. Suas gestões são maquiadas por feitos mínimos e pouco representativos à comunidade, seus interesses básicos e carências em geral. 

Isso é comum e rotineiro no Brasil, vide as tragédias provocadas pela Natureza que na contra mão, tráz a público o desinteresse dos administradores municipais e estaduais, prefeitos e governadores, que NADA fazem ou fizeram a fim de, por exemplo, prevenir, de forma a minimizar as ações naturais do Tempo e do clima.

Este ano a região Serrana do Rio de Janeiro e agora Santa Catarina, novamente, são exemplos e expressões reais do que aqui afirmo com tranqüilidade: foram dizimadas por tormentas, tempestades, temporais e enchentes por conta principalmente da omissão dos seus governantes que nenhum centavo investiram de forma preventiva nestes setores de risco nos últimos anos.

E isso ocorre também em cidades como Tijucas, situada no litoral de SC a apenas 40 quilômetros da capital Florianópolis, o atual Prefeito está há 07 (sete) anos à frente da administração municipal e nada investiu neste setor de contenção às chuvas e assemelhados, nada fez visando sua prevenção, na real nestes anos todos calçou ruas em parceria com as comunidades interessadas, reformou algumas escolas, deu emprego a muitos correligionários e amigos, soltou muito foguete e por nada.

Na real eles “adoram” quando chegam as verbas por conta chuva e da destruição, onde aplicam? Mistérios!

Este é o retrato vivo do político brasileiro, do gestor público em todos os níveis e atuando nos chamados 03 poderes da República: desinteressado na coisa pública, tirando proveito pessoal de sua administração, na real está tudo podre e deteriorado. São bem raras as exceções, podem conferir. E o povo e as populações sofrendo sempre, pois sempre sobra para todos nós, e o pior, somos aqueles que pagam a conta.

Saúde pública, segurança, educação, estradas, sistemas viários, gestão de águas pluviais e suas conseqüências e tantos outros serviços públicos e direcionados ao cidadão, todos caóticos, abandonados e negligenciados. Hora de cobrar, gente!

Ano que vem tem eleições municipais, votem com consciência, lembrem-se bem de todos, daqueles que realmente se dedicaram às suas cidades e suas populações, que trabalharam de forma positiva e digna, e VOTEM com conhecimento e desprendimento de qualquer “ajuda,” promessa ou interesse escuso. 

Lembre-se desta gestão, dos mandatos anteriores, e avaliem bem suas escolha,  é a hora de mudar de vez, começando por cada cidade deste país. Chega de político vendido, corrupto, negligente, desinteressado e canalha. CHEGA!!!!!

Estes bandidos estão todos ricos e o povo pobre e carente!! CHEGA!!!!

domingo, 4 de setembro de 2011


Por que as coisas perdem o encanto?
Ricardo Martins

Por que será? Observe um lindo jardim recém construído e montado, as pessoas passam por ele a admirá-lo, lindo, colorido, equilibrado, variado, intenso, mágico e os jardineiros à sua volta cuidando dos detalhes de sua manutenção, preservação  do seu desgaste natural, nada lhes escapa, tudo é preciso, ajustado, em detalhes, sempre com prazer, alegria, entusiasmo, abnegação, enfim é a preservação da beleza, da emoção, do prazer e principalmente do amor pela Vida!

Com o tempo os jardineiros vão se envolvendo com outras coisas, o tempo fica menor e mais apertado, eles passam por ali de vez em quando, jogam uma aguinha e pensam: deixe que a Natureza cuide, a água da chuva e o Sol!

E o Tempo, na real é implacável, as pessoas deixam naturalmente de cuidar de suas coisas e do seu lindo e viçoso jardim, as flores murcham, morrem, viram NADA!

Uma pena tanta emoção, beleza e envolvimento jogados fora em meses, às vezes de uma só vez!

Aquele cuidar espontâneo e motivador torna-se obrigação, as observações mais duras, as cobranças também, pressão de todos os lados, interferências externas, provocadas por terceiros de todo o tipo e peso de representatividade, enfim isso acaba com a magia do amor e do prazer supremo e assim como aquele lindo jardim as coisas tendem a acabar de forma lamentável, tempo perdido, vidas magoadas e tristes e ninguém, na real, dá atenção a isso, poucos tendem a tentar ajustar isso, a consertar e a corrigir o rumo da situação. E como tudo na Vida uma bela história de amor, parceria e cumplicidade podem vir a se esvair pelas mãos.

Culpados: A vida? A rotina implacável? As situações cotidianas? Certamente que não! As pessoas? Certamente que sim! Somos nós que deixamos o jardim murchar definitivamente e de forma irrecuperável, tão lindo e viçoso que era, parecia de um conto de fadas e no entanto voltou a ser apenas barro, terra. E assim ocorre com os namoros incríveis, as relações, as aproximações fantásticas, mesmo com bom tempo de convivência pré cotidiano, em comum, maravilhosas. Passou a dividir o mesmo teto, isso basta para o encanto ir se quebrando. Muito triste isso!

Óbvio que as rotinas diversas, as pressões de todo o tipo, a busca incessante pelo TER e não pelo SER, acabam contribuindo para isso, entretanto as pessoas são as maiores responsáveis. Na realidade, deixam de regar suas plantas e flores com delicadeza e cuidados todos os dias, a distancia vai aumentando perigosamente e as vezes o afastamento definitivo é inevitável, assim como o jardim que se acaba em nada.

Ao longo da Vida percebi que as pessoas perdem muito tempo impondo regras exageradas de convivência em comum,  interferem nas individualidades e na privacidade pessoal do seu parceiro, como se isso lhe fosse dado como direito. A Vida em comum não recomenda nem determina isso, o respeito é fundamental entre as pessoas, principalmente as que têm algo em comum e precioso: suas Vidas!

Melhorar a si próprio e ao outro é importante e muitas vezes necessário, contudo sem exageros. Cuidar bem, ser atencioso e interessado no bem estar do outro, não quer dizer possessão.  Este cuidado a meu ver, aliado a um diálogo aberto e constante, é de fundamental importância para a convivência feliz e a preservação do lindo jardim em comum. Isto aliado ao amor de verdade,  a demonstração freqüente de carinho, atenção, compreensão, paciência, paixão, entusiasmo, liberdade, confiança, partilhamento e compartilhamento, enfim e amor, muito amor mantém a magia e a chama permanentemente acesa entre as pessoas que se amam, e isto serve também, sob meu ponto de vista, para a convivência em geral e outros ambientes de convívio e inter relacionamento.

Como cuidar da vida em geral, das flores, da comunidade, do Mundo e do Universo, se não cuidamos do que nos é mais valioso, nossas Vidas?
Em minha trajetória de erros e acertos, enganos e alegrias, satisfações e decepções, tento pelo menos manter intensa esta chama. Sou difícil, exigente, formal e informal, mas sincero sempre, procuro ser leal,  agir corretamente, antes de tudo comigo e, sobretudo com minha parceira amada. Reflito muito em mim, auto reflexão é fundamental para a minha proposta de vida. Criticar o outro é fácil!

É importante demais passar a observar e jamais perder de vista, ao longo de um fluxo vital, “os sinais do destino e do Universo”, perceber, sentir, antecipar, estar próximo, isso é vital para a convivência. Evidente que por sermos humanos erramos, deixamos de observar e muito, e isso tende a complicar um pouco mais, com certeza  a vivencia e a maturidade ajudam um pouco neste processo.

Para manter a magia, os mistérios, a convivência feliz e saudável, imagino ser necessário observar e cuidar muito do outro, com certeza, sem contudo tentar anulá-lo, sem a proposta de posse. Claro que possuí-lo sim, porém com muito amor e carinho e nos momentos de entrega à paixão e ao seu fogo que incendeia  íntimos e almas, que pode ser eterno se soubermos alimentá-lo com atenção, habilidade e carinho, quando vale a pena e quase sempre vale, certamente manterá todo o encantamento da convivência tornando-a mais forte para o dia a dia e suas rotinas desgastantes. Vamos em frente cuidando bem de nossos jardins lindos e floridos!

domingo, 28 de agosto de 2011


QUEM MANDA NO BRASIL?

Pergunta difícil de responder

 Ricardo Martins

Freqüentemente me é perguntado e normalmente por pessoas de vida social e formação cultural mais simples, as pessoas mais humildes são as mais  ávidas por uma boa resposta!

Afinal quem manda no Brasil? É o Presidente da República? Não é “ele” a máxima autoridade? Como responder? Pergunto-me e termino dizendo: deveria ser, mas não é! Decepção estampada no rosto de meu interlocutor, que atônito, insiste, então quem é? Tento explicar que apesar de um regime de governo presidencialista não é propriamente o Presidente quem manda no Brasil e sim um sistema democrático composto por 03 poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Executivo é comandado pelo Presidente da República e têm a missão e a responsabilidade de administrar o país, a nível federal, deveria cuidar basicamente da infra-estrutura, economia, segurança, educação, trabalho e saúde, propondo leis, projetos, regras e programas de investimentos para que o país cresça ou se mantenha de forma ideal para todos. Ao Legislativo cabe apreciar as leis e projetos enviados pelo Executivo e também propor e deliberar sobre leis criadas e emanadas dentro do próprio ambiente legislativo e ao poder Judiciário cabe a aplicação das leis, a justiça para todos, independente de condição sócio econômica ou cultural do indivíduo, esta descrição serve para o nível federal, estadual e municipal! Bem! Deveria ser assim, porém, infelizmente não é, e todos sabem disso!

Tudo bem e bonito, continua meu, ainda insatisfeito, interlocutor e por que não funciona assim? E mais, se isso efetivamente não funcionar pra quem devemos reclamar? Não deveria ser para o Presidente?

Cada vez fica mais difícil responder. O que na verdade deveria ser simples e prático, se complica, tento pensar um pouco para responder e tenho que concordar com ele: em um regime presidencialista deveria ser o Presidente da República quem deveria ter a primeira e última palavra, mas não é assim.

Em um regime democrático e moderno, onde tudo funcionasse como deveria, e considerando um universo onde a globalização é ordem do dia e os fatos se sucedem com a velocidade da luz, o Presidente da República que determinasse a primeira e a última palavra seria considerado ditador ou um déspota,  sendo julgado por todos, internacionalmente e escrachado pela opinião pública. Essa é a “ordem internacional das coisas” e assim deve ser.

Tudo bem, e no caso do Brasil, onde o povo é roubado e espoliado diariamente, é pessimamente remunerado pelo seu trabalho, na maioria dos casos, não tem direito a nada, nem a saúde pública de qualidade, nem a educação, não tem segurança, nem estradas, rede de esgotos, água e luz, paga imposto e tributo por tudo e para tudo, convive freqüentemente com uma enorme injustiça social e mais recentemente com a corrupção e a impunidade, e mais recentemente por uma grande quadrilha que dilapida o erário público, atuando como um governo paralelo mal intencionado.
Como fica? A quem recorrer? Quem pode consertar isso?

Apenas o próprio povo brasileiro, que deve escolher bem na hora de votar e faze-lo com responsabilidade, apenas desta forma vamos consertar esse País.

No mais, meu amigo - dirijo-me ao meu perguntador -  é cobrar dignidade e ação de decência dos que, no momento, estão à frente do poder, continuar denunciando os corruptos e corruptores e exigindo da Justiça ações punitivas duras e aplicação inflexível das leis. Ele, o cidadão, até concorda e meio insatisfeito diz: é verdade, temos que votar melhor.

Na verdade o que o povo quer é um Chefe, alguém em quem possa confiar, assim como na família e no trabalho, mais que isso, um Líder que pudesse ser seguido sem questionamentos e dúvidas, alguém em que se pudesse confiar cegamente, e que tivesse a missão e o objetivo claro de praticar a ordem, o progresso, a justiça, a paz social e comunitária. Isso é muito mais que um desejo, é uma tábua de salvação, e isso começa na cidade, no município.

Agora tenho que concordar com ele, com o povo, com o cidadão, quem deveria mandar no País de forma enérgica, com dignidade, interesse e responsabilidade social é o Presidente da República, que deveria ser, de verdade, o Líder e o Chefe de todos os brasileiros.

sábado, 20 de agosto de 2011


Ainda é tempo, apesar do Tempo!
Ricardo Martins

Jamais pensei que em tão diminuto espaço de tempo, apenas 45 anos depois  dos meu 13 anos, iria me referir a Vida como meus avós o faziam: “No meu tempo, era assim ou assado”! Ah! Outros tempos aqueles! Como já sou avô então,  e já tenho 45 anos a mais que meus 13 anos.

Na real é mesmo apavorante parar e sentir que o tempo passou e rápido demais, em grande velocidade, deixando uma sensação de tempo perdido ou mal aproveitado. E isso soa meio doloroso, mesmo quando temos a mais absoluta certeza de que aproveitamos o que foi possível, ainda assim a sensação de perda persiste, pois certamente poderíamos ter aproveitado mais e melhor.

O interessante é que como não nos vemos de frente, apenas através de alguém ou de um espelho, não sentimos esta passagem nem registramos muito as marcas do tempo, pois internamente somos os mesmos, os de sempre. Entretanto, na real já não somos os mesmos, estamos mais velhos e as expectativas e perspectivas são outras, enfim. O que equilibra isso, a meu ver, é a maturidade adquirida através da vivência do dia a dia, a experiência acumulada e o aprendizado direto na fonte, através das pessoas, e conseqüentemente a certeza de que o tempo caminha para frente de forma inexorável e dentro de seu próprio ritmo, não tem jeito de combatê-lo, só aproveitá-lo.

O que lamento de forma geral é que as pessoas tenham criado tantas dificuldades e obstáculos para si mesmas e do nada, rotulando situações de forma exagerada, julgando prematuramente ações e atitudes ou ainda condenando posturas precipitadamente,  e neste exato momento perdendo um tempo precioso com questões pequenas, ridículas e irrelevantes ao invés de tirar melhor proveito delas.

Evidente que as convenções sociais são indispensáveis à  Vida em comum, senão viveríamos em uma Torre de Babel, sem códigos, valores e padrões de comportamentos, mas existem muitos exageros e por via de conseqüência, podem crer, vive-se menos, no sentido intenso do que propõe naturalmente a Vida.

Observe quanto tempo perdido por críticas  ou comentários vazios, sobre alguém ou sobre suas escolhas, se as  escolhas são pessoais e ponto, desde que não agridam nem invadam o espaço do outro tudo bem! A Vida segue!

Preocupados com o excesso de moralidade ou com questões de opção individual, a sociedade, as pessoas, o cidadão em geral não se preocupou com a observação, integração e interferência na chamada evolução e com isso a situação no Brasil e conseqüentemente a sua pessoal, chegou onde está: destrambelhada, caótica, perdulária, deprimente em setores vitais, no serviço público, por exemplo, e o POVO deixou a onda ir e vir, se atirou ao Mar e literalmente nadou no sentido da correnteza, mesmo sabendo que esta  estava “desviada” por interesses escusos, sujos e ilícitos. Hoje, de pouco tempo para cá, possivelmente por conta da Internet  e as chamadas Redes Sociais encontre-se mais indignação, cobranças e noção de cidadania, porém ainda a grande maioria continua a prestigiar a perda de tempo, por exemplo, os BBBs e assemelhados da Vida, discutindo as preferências, as posses e status do seu vizinho, indiretamente comparando-se e olhando a Vida por cima, superficialmente. O certo, contudo,  é que para estes o Tempo também vai passar, e???? O que restará?

Com toda a certeza a mesma sensação de perda de tempo de todos, porém mais intensamente, pois chegará o momento em que o status, o dinheiro e o poder nada poderão  acrescentar ou trazer de solução, e??? O destino é o mesmo para todos!

Penso que temos  que aproveitar o máximo a cada dia, intensamente, sem limites mesmo, profundamente, entretanto preservando o respeito ao próximo, ao outro, e as regras fundamentais do convencionamento social e da convivência em sociedade, sem exageros de moralismo, falsos pudores ou “carolice religiosa”, não obstante e responsavelmente integrando-se as causas justas da cidadania, necessárias ao bem estar do povo e do país. Justiça e oportunidade para todos.

Viver a Vida intensamente, sem, contudo, deixar de ser cidadão ou rasgar seus ideais por conta de coisas pequenas e chulas.

É tempo ainda, mesmo que o Tempo tenha passado rapidamente, de realizar, de construir, e principalmente de viver de forma prazerosa esta Vida maravilhosa e ainda tão desconhecida e misteriosa, que a nós foi oferecida, gratuitamente.

É verdade, também, em “outros tempos” ou no “meu tempo”, as coisas em geral eram ou foram muito melhores, tinham mais qualidade, mas isso é assunto para outra oportunidade.

domingo, 14 de agosto de 2011



“PAI, COMEÇA O COMEÇO!”
Por Márcia Turra
Radialista em Jaboticabal - SP

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente neste  ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Circo dos Horrores


Por Bruna Moraes

A política exercida em nosso país pode muito bem se comparada com um circo. Sim, um circo. Palhaços, malabaristas, platéia, mágicos e ilusionistas.

A platéia chega e senta-se para esperar pelo espetáculo com grande expectativa. O que virá a acontecer durante a próxima hora de espetáculo? As luzes se apagam e o apresentador inicia com um animado “Respeitável público”. E na política, é tudo tão respeitável assim? A primeira apresentação será dos ilusionistas. Como no picadeiro, os políticos tem a missão de subir ao palanque e mostrar ao público uma bela performance. Usam de diversos artifícios para conquistar o público, que os aplaude com orgulho e admiração.

Os malabaristas brincam e equilibram seus malabares, assim como os políticos brincam e usam as pessoas até o fim da campanha. Depois de conquistada a platéia e as eleições ganhas, começa o show de mágicas. Um pouco de dinheiro somem de cofres, magicamente os salários dos políticos aumentam, mansões se materializam.

Enquanto isso, a verba para educação, saúde e segurança some também. A platéia ainda continua a aplaudir e mais mágicas acontecem. E, como grand finale os hilariantes palhaços. Aparecem no picadeiro tentando mostrar-se útil em alguma coisa, mas sempre com cara de “palhaços” e todos os demais rindo deles.

Você não achou que o povo era a platéia, não é?


Bruna Moraes Vicente - 15 anos - Natural de Tijucas SC

Estudante de Saneamento


IFSC - Fpolis

domingo, 7 de agosto de 2011


“Essas Mulheres Maravilhosas”
Ricardo Martins

Diante de um trabalho a fazer, um “Caderno Especial” para o Jornal Notícias do Dia sobre a “Mulher” em homenagem ao dia 08 de março, e pensando no editorial, comecei a procurar informações, textos, enfim, sobre este intrincado e agradável, complicado, estimulador e arrebatador tema.

Para muitos, tarefa das mais fáceis, para outros nem tanto, para os mestres pensadores, certamente “moleza”.

E assim procedi, fui de Vinicius a Chaplin, Vitor Hugo a Quintana, Shakespeare e à Drumond, evidentemente cheguei também a Fernando Pessoa, todos “experts”, craques, quando o assunto é MULHER!!

Percebi que estes artistas íntimos das palavras, mestres em harmonia de letras e versos, retrataram as mulheres de várias formas e maneiras, porém sob suas óticas e sentimentos.

Alguns usaram comparações, entre, por exemplo, homem x mulher, enfim, falaram da Vida, o momento, a razão e a emoção e isso determinava a poesia, o texto ou pensamento.

Eu queria um pouco mais e resolvi me atrever a escrever sobre o que me dizem e transmitem estas criaturas maravilhosas, complicadas, especiais, determinadas, guerreiras, habilidosas, criativas, dedicadas, sensíveis, incorruptíveis, exigentes, maternais, insuperáveis, intensas, amantes, amigas, parceiras, companheiras, mães, esposas, doces, suaves, rigorosas, disciplinadoras, lindas, liberais, intransigentes, generosas, equilibradas, lúcidas, racionais, emocionais, contundentes, leais, delicadas, rígidas, severas, angelicais, inseguras, ansiosas, inquietas, apreensivas, preocupadas, humanas, solidárias, amorosas, carinhosas, empreendedoras, líderes, cuidadosas, organizadas, personalíssimas, detalhistas, críticas, observadoras, recriminadoras, reprimidas, liberadas, aglutinadoras, acolhedoras, afáveis, elegantes, refinadas, simples, trabalhadoras únicas, todas excepcionais, especiais, exclusivas e maravilhosamente femininas.

Puxa! Será que consegui? O certo é que tentei falar das e para as MULHERES que na real dão movimento, cor, luz e emoção à Vida.

E por conseqüência acho que consegui deixar um recadinho para as feministas, aquelas que durante anos, no afã de estimular as mulheres, tentaram que estas renegassem e ignorassem os homens, excluindo-os de suas Vidas e felizmente não conseguiram por que é perfeitamente possível aliar feminilidade, sensibilidade e sensualidade a inteligência, criatividade, competência e dedicação em busca de personalidade atitude e postura diante de todos e da própria Vida e as mulheres assim o provaram.

Concluindo que parafrasear um amigo mineirinho que diz, com sabedoria: “Na minha terra 50% é homem e 50% é mulher e nos entendemos bem demais.”

Portanto aqui está minha singela homenagens as mulheres, seres certamente especiais!

domingo, 31 de julho de 2011


Cidadão! É hora de agir!
Ricardo Martins

Diariamente são noticiados e investigados escândalos financeiros, corporativos, empresariais e políticos, desvios de dinheiro público, enriquecimento ilícito, sonegação em alto nível, contrabando de armas, trafico de drogas, crimes contra a economia popular, empresários desonestos, crime organizado, conivência, comprometimento sujo e desinteresse dos chamados 03 Poderes da República, uma sujeirada só! Verdadeiras e variadas quadrilhas, com “gente importante” por trás, dentro de uma “enorme” quadrilha chefiada por um “Barbudo e seus asseclas!”

IMPUNIDADE, permissidade e cumplicidade, este é o quadro, a fotografia do Brasil, nos últimos 09 (nove anos), é importante destacar que principalmente neste período de tempo a coisa explodiu e se consolidou como normalidade.

Obviamente já existia algo semelhante, principalmente o roubo e a exploração fraudulenta da coisa pública, isso desde Pedro Álvares Cabral, portanto de 1500, porém algo absurdo assim, com o comprometimento e envolvimento amplo do poder público e grande parte da sociedade organizada com o ilícito, não!

Esta situação sedimentou-se nos últimos 09 (nove anos) e ocorre freqüentemente e diuturnamente, por todos os cantos do país, pouco são os municípios que se mantém a margem disso, sem este tipo de influência negativa ou deste mau exemplo. Todos querem tirar proveito da situação ou se beneficiar pessoalmente ou corporativamente, partidariamente. São os oportunistas, mau caráter, desonestos e inescrupulosos, portando o melhor lugar para todos estes estarem seria na CADEIA, porém como este não é um país sério e tem um povo bem acomodado e satisfeito com a própria sorte e ainda, como não existe nada de reação as coisas tendem a perduram por mais tempo.

O que surpreende ainda é a capacidade “deles” reunirem tanta gente de mau caráter em um só objetivo, depenar o Brasil e isso ocorre com a proteção, a meu ver, de quem deveria proteger o Povo, o cidadão, as famílias, no caso os poderes Legislativo no aspecto do direcionamento correto e rigoroso das Leis e o Judiciário com a aplicação sem maiores delongas destas Leis, não permitindo qualquer tipo de benefício, privilegio ou imunidade a ninguém, uma justiça aplicada igualitariamente para todos os infratores, independente de poder financeiro, social, político, étnico ou preferência sexual e religiosa.

Na real, nunca se roubou tanto, se matou tanto, se banalizou tanto a Vida das pessoas, sua integridade e de seus familiares, nem em casa se está seguro. Todos, sem exceção sentem- se desconfortáveis diante desta sensação de impunidade, exceto os meliantes, infratores e criminosos, estes estão livres e protegidos pelas leis.

E a Policia, apesar de limitada em tudo, inclusive em dignidade profissional, tem prendido e muito, mas esta “justicinha”, reles, venal e desonesta, existente no Brasil, em todos os seus níveis hierárquicos, tem colocado todos de volta nas ruas, podem comprovar, de 10 meliantes “pelo menos 11” estão nas ruas com a proteção desta justiça medíocre que permeia este país.

É URGENTE reverter este quadro, esta situação!

O complicado é que grande parte das pessoas e igualmente muitos profissionais estão também comprometidos com isso, em uma cômoda situação de tirar proveito e benefícios a respeito, o restante, em sua grande maioria acomodada esperando um milagre de DEUS!

Cabe então aos formadores de opinião responsáveis, sérios e comprometidos com o BEM, a dignidade e a liberdade de todos, continuarem sua luta e também a parte integra da Imprensa por todo o Brasil, só assim poderemos engajar outros em busca de soluções já, definitivas e rigorosas. O que não é possível é continuar convivendo com isso e mais ainda um serviço público completamente abandonado, sucateado, caótico e portando de péssima qualidade, inclusive no seu atendimento. Ação já!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Falta atitude!
Ricardo Martins

Sabe? Não vejo jeito! Sem querer ser pessimista e sim realista, realmente não vejo jeito para o Brasil, pois a meu ver qualquer mudança de roteiro passa pela intervenção popular e por isso podem esperar sentados, o Povo brasileiro é acomodado demais, comprometido demais com o sistema, a grande maioria está dentro do pacote de interesses levando vantagem em tudo que puder, enfim, nada vai acontecer, afirmo e reafirmo, partindo deste prisma de depender da iniciativa da sociedade brasileira partir para cobrar seus direitos constitucionais.

Não vejo iniciativas reais, atitudes positivas na direção de  “botar o bloco na rua” e exigir reformas imediatas, mais rigor na Lei, cadeia para todos os criminosos do colarinho branco, para os políticos e servidores públicos corruptos e corruptores, além de ineficientes e desinteressados.

Com a criação das chamadas Redes Sociais ainda se vê uma boa parte de pessoas e profissionais conscientes e independentes cobrando posições, justificando alterações e propondo alternativas rigorosas para a devida reenquadração do país como uma Nação justa e tranqüila para todos, porém, também neste caso, certamente seriam poucos aqueles que efetivamente iriam comprar a briga, mas já é algo positivo, os seus registros e a cobrança com veemência e ênfase.

Outros setores deveriam realmente se indignar e principalmente se libertar de acordos financeiros partindo efetivamente para a grande briga, para a grande proposta de rever e readequar o Brasil, dignamente e de forma limpa e eficiente, a chamada GRANDE IMPRENSA, onde pouquíssimo se faz com o real interesse do cidadão de bem, apenas jogam no ventilador e discutem por cima. Via de regra é assim, poucos são os profissionais e emissoras de TV, Jornais, BLOGs, Portais, emissoras de Rádio, enfim que se propõe a discutir realmente e profundamente o caos brasileiro, o estado deprimente do serviço público em todos os municípios do país,  a falta de gestão interessada e eficiente junto a atividade pública, onde predominam as gestões políticas e não técnicas, devidamente comprometidas com o coletivo, com as comunidades e com o cidadão em geral.

A ordem de valores está completamente invertida no Brasil, agora recentemente acrescentaram itens ao Código Penal que beneficia ainda mais o bandido, o infrator. Ao invés de construir Unidades Prisionais modernas, seguras e humanizadas, preferem optar por botar nas ruas mais delinqüentes de todo o tipo de periculosidade e nível de brutalidade.

Nada funciona minimamente no Brasil, quando se trata do setor público, funciona para “eles” que se auto beneficiam, com reajustes de salários, ajudas de custo, roubam indiscriminadamente o erário público, sem nenhum pudor ou vigilância, tem nos poderes que deveriam proteger o cidadão, cúmplices sem caráter e sem nenhum pingo de vergonha na cara, que também se utilizam de meios ilícitos para se auto beneficiar e engordar as contas bancárias, estas também ilícitas e fantasmas. 

E assim segue a República Oficial das Contravenções e do Ilícito”, impregnada por fraudes, roubos, vendas de sentenças, acordos sujos e negociatas fedorentas, de pessoas e profissionais desprovidos do mínimo de dignidade, e o Povo assistindo e pagando o preço, sem reclamar, ir as ruas organizadamente, a fim de cobrar de forma rigorosa mudanças drásticas neste país, que tudo possui para se transformar em uma Nação justa, tranqüila e viável para todos. Basta querer! 

O que falta? Atitude!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

De quem é a culpa?
Ricardo Martins
As pessoas perguntam: Por que o Brasil vive em permanente estado de corrupção? A classe política realmente é venal, está contaminada?

Certamente este é um dos principais motivos. O ser atuante na política, no serviço e na atividade pública em geral, em sua massacrante maioria é corrupto, vende-se por qualquer valor, aceita propina, negocia a alma de sua progenitora e isso com certeza ocorre em todos os níveis hierárquicos dentro dos chamados 03 poderes da República.
Agora com a mesma certeza, este não é o único motivo para que este estado corrupto e corruptível esteja estabelecido no país. Podemos acrescentar, com convicção, a postura e a atitude de grande parte da sociedade brasileira estabelecida e organizada, aqueles que gostam de levar vantagem em tudo e “mamar na teta”.

E, além disso, o sistema eleitoral que permite concessões e práticas nocivas ao bem estar do cidadão e do país, dentre elas as coligações políticas, que por sua vez levam aos acordos, conchavos e negociações de interesses de grupos políticos unidos pelos resultados nas eleições. Juntam-se para se eleger, com a cobertura da Lei e depois instalam gabinetes e equipes gestoras das mais heterogêneas e incompetentes exclusivamente para atender aos fins de seus objetivos e interesses próprios.

Todas estas vertentes unidas levam à gravíssima IMPUNIDADE, pois não existe interesse em mudar nada, o Povo que se lixe, se vire e viva como puder diante de toda esta sacanagem e insegurança pública, pessoal, profissional e constitucional.

O Brasil vive o caos interno por conta da corrupção e do roubo afrontoso ao erário público, e do desinteresse dos governos e das autoridades constituídas. Todas? Certamente, pois “eles” estabelecem as leis, os parâmetros e os mecanismos legislativos para se proteger e para que “possam tudo”, inclusive estar amparados por objetos legais como a imunidade e os privilégios de seus cargos a fim de manter longe de si o rigor, a severidade e a dignidade da Lei.

Não tenho dúvidas do que afirmo, este conjunto de situações, conivências e proximidades determinam este estado de impunidade, de caos social, de ineficiência do serviço público municipal, estadual e federal, de leviandade e de mau caratismo, é uma doença que apodrece e contamina de forma ampla e hoje certamente já está impregnada em todos os organismos da sociedade e das atividades públicas e privadas deste país, e também no cerne do Povo, em todas as camadas sociais. 

Por tudo isso é difícil alguma mudança, as resistências são enormes e poderosas. Ninguém quer perder a “boquinha”!

Esta é a realidade! Como mudar? Através de um movimento firme e radical da banda boa da sociedade brasileira, do povo, dos eleitores, enfim de todos os chamados “do Bem” efetivamente indignados, e aí, a meu ver, entra um componente importantíssimo: a opinião pública, a chamada Grande Mídia, os editores limpos, éticos e dignos da profissão, profissionais de imprensa íntegros que podem fazer a diferença se rebelando contra o sistema estabelecido e tornando-se independentes em suas pautas.
Assim e só assim, sob meu ponto de vista, vai se mudar algo ou alguma coisa, resgatando o Brasil e seu povo!