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domingo, 19 de junho de 2011


A Idade de Ser Feliz
Mario Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encontrar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Sábias palavras do Mestre!
Ricardo Martins

Oportuno e pertinente o texto do Mestre Quintana, personalíssimo em suas posições diante da Vida e das pessoas. Tem razão! O tempo presente é o melhor tempo para ser feliz, em uma Vida onde a soma destes momentos e oportunidades dá-se o nome “Felicidade”.
Pena, lamentável mesmo é ver tanta gente jogando fora esta maravilhosa Vida, recebida de graça e por pura graça, em busca de poder, dinheiro fácil, admiração fútil e vivendo momentos de pseudo felicidade, vidas vazias, na real, sem conteúdo e consistência.

Antes ser pobre, materialmente, porém muito ricos de espírito, nobreza de caráter, dignidade, amor no coração, compartilhamento, solidariedade e respeito ao próximo. Valores enriquecidos pela sabedoria e humildade, pela capacidade de buscar e realizar condignamente, fundamentado no amor, no prazer e no bem viver, harmonia, amizade, parceria, cumplicidade, enfim, felicidade. Cada dia uma conquista, com entusiasmo, determinação e perseverança. Vitoria que realizam e desencardiam ondas positivas a todos, coragem, desafio, atrevimento, realização.

Estes são os reais e saudáveis ingredientes para ir à busca do novo, do inusitado, de nossos desejos, com paixão e amor no coração.

O passado é referencia,. O futuro é imediatamente a concretização do presente, faça, realize, ame e Viva, intensamente. Esta é à hora!

sexta-feira, 17 de junho de 2011


Tijucas: 151 anos! E daí?
Ricardo Martins

13 de junho! O município de Tijucas, situado na região litorânea sudeste de SC, próximo 40 km da capital Florianópolis, completou 151 anos de emancipação política, a meu ver, com pouquíssimo ou nada a comemorar. Infelizmente!

Registro isso com tristeza e desgosto, porém convictamente e dentro de uma realidade evidente. Trata-se de uma cidade com 30.000 habitantes que tem apenas certa tranquilidade de vida e pouco mais de sossego em alguns bairros residenciais com alguma beleza física e sem nenhuma infra estrutura, seja de comércio, serviços, lazer e entretenimento. Além disso, com exceção de uma eficiente distribuição de água de boa qualidade e o empenho e dedicação da Secretaria de Cultura, não existe nenhuma presença positiva do serviço público. A Iluminação pública é deficiente e precária, ruas calçadas de forma irregular, com pedras ou paralelepípedos e que em sua grande maioria, encontram-se esburacadas e sem qualquer manutenção.

O transito é mal planejado, não conta com nenhum tipo de fiscalização junto a pedestres, condutores de veículos e “bicicleteiros”, pretensiosos, atrevidos, irresponsáveis e mal educados, que se atiram de forma afoita a circular pela cidade.
O serviço público é deficiente, no seu todo e carente de bons profissionais e propósitos, grande parte de seu “efetivo” é composto de cabos eleitorais e de obséquios políticos, conseqüência de “acertos de campanha”.

Em sua grande maioria, seus gestores e líderes, incluindo os “secretários e diretores de empresas municipais” deixam claro que a competência e o interesse coletivo estão em segundo plano, fazem por fazer ou por algum interesse pessoal ou corporativo, e certamente isso se reflete na população, que recebe serviços inadequados às suas reais necessidades.

Um lamentável exemplo? O atendimento à saúde pública, os postos carecem de medicamentos básicos ou direcionados, disponibilidade de horários para consultas médicas, exames e outros procedimentos, além de equipe médica reduzida, porém os veículos automotores, estes sim foram adquiridos as dezenas pela atual equipe gestora. Este é fato real e reclamado diariamente por usuários, pacientes e cidadãos, portanto, estão claros aos olhos daqueles que querem ver e enxergar o óbvio!

Na real, a administração municipal tem base na antiguidade e no retrocesso político, estando bem identificada com o período feudal e os tempos dos “Coronéis”, ou seja, onde se aplicava um sistema político retrógrado, predominando a compra de votos e os pequenos favores em troca dos mesmos. Tudo isso controlado por um pequeno grupo político sob a égide de um líder que se auto beneficia disto e considera quem critica, diverge ou não apóia esta situação como adversário.

Apresentam uma gestão ineficiente e maquiada de pequenos feitos bem vendidos (?) ao povo, por exemplo, calçamentos de ruas, ainda com pedras ou lajotas, alguma reforma de escolas ou creches (novas nem pensar), que quando inauguradas exige-se a presença dos funcionários públicos, para incrementar a festa do Prefeito, extenso foguetório e churrasco.

 Ah! Nada de modernidade, progresso, desenvolvimento ou evolução.
No aspecto comercial, industrial e do turismo, Tijucas está longe, bem distante mesmo de qualquer ação de implementação de projetos afins.  O comércio até tem inaugurado boas propostas e idéias, porém o ciclo de vida útil tem sido mínimo, as “novas” lojas não ultrapassam 06 meses de atuação e já estão fechando as suas portas, existem casos até de 60/90 dias, por isso denomino o atual e preponderante estágio da atividade comercial local como um “grande cemitério de bons negócios”. E o mais lamentável é que não se vê, a partir das instituições gestoras do setor, privadas ou públicas, nenhuma iniciativa prática, efetiva, suportada por um bom planejamento e direcionada à reestruturação e reaquecimento do setor. O comércio dos demais municípios em torno ou próximos a Tijucas agradecem, pois os tijuquenses vão até lá para realizar suas compras.

Isso é muito triste, são 151 anos longe, distante de uma cidade moderna. Tijucas acumula ainda problemas de base visíveis, não existem calçadas nas ruas, são inúmeros os terrenos baldios abandonados, assim como animais de todos os tamanhos vivem abandonados nas ruas, durante o verão ou período de elevadas temperaturas, moscas, mosquitos, cupim e outros assemelhados assolam os bairros de toda a cidade.

Não existe um sistema de transporte coletivo adequado às necessidades da população e faltam políticas reguladoras para o transito pesado de caminhões, carretas e outros, a insegurança publica é uma dura realidade e o povo está refém de bandidos e criminosos que por aqui se instalam ou buscam refugio, nota-se preocupantemente a presença de mendigos, pedintes, andarilhos e desocupados por toda cidade, enfim, problemas que expõe a sociedade de forma perigosa. É importante não esquecer que a cidade tem um presídio instalado em suas terras.

Então, o que se tem a comemorar? Pouco, muito pouco, diante das carências e necessidades da população e repito isso é de se lamentar, gostaria de estar fazendo registros positivos e que indicassem progresso e desenvolvimento, muito mais que isso, o bem estar da comunidade.

Outro detalhe a esclarecer: o objetivo não é acusar ninguém gratuitamente, nenhuma observação é pessoal e sim institucional, porém que pensem como quiserem principalmente os “pequenos de espírito”. Nada registrado por aqui é “fofoca” ou segredo de estado, ao contrário, é público e do conhecimento de quem quer dos fatos tomar conhecimento.

O momento de Tijucas é de mudar conceitualmente e de forma prática e objetiva desde sua postura política e sua forma de administrar o município, sob o risco de permanecer involuindo, caminhando para trás, a passos de caranguejo, enquanto todos evoluem e progridem, caminhando para frente, a passos largos e seguros. E quem pode fazer isso? O povo, através do voto consciente.

Outra coisa! Vamos falar sério! 151 anos  é mais que hora de encarar a realidade? Não concordam? 

terça-feira, 14 de junho de 2011


40, 50 ou 60 ladrões!
Ricardo Martins

Talvez sejam 100, 614 ou 1000! Com toda a certeza são inúmeros, considerando aqueles que impunemente “atuam” dentro das cúpulas dos denominados Tres Poderes da República.

Transformam-se em milhares quando isso desce em formato de cascata, passando pelos 1º e 2º escalões do staff federal e atinge as estruturas de comando do “aparelho” público estadual e municipal.

Disso não há dúvida alguma, assim como não existe nenhuma imprecisão ao se afirmar que estes quadrilheiros, ladrões, salteadores, verdadeiros bandidos e saqueadores dos cofres públicos, vêm fazendo fortuna nos últimos quase 09 anos liderados ou seguindo o mau exemplo, nesta prática maligna e nojenta de um senhor barbudo, nordestino, de fala rouca, origem simples e humilde, que foi pobre, muito pobre, se tornou rebelde, revoltado e vingativo, exatamente por conta disso, de sua origem. Um ex- torneiro mecânico, que chamava a todos de companheiros, bradava por justiça, fora FMI, não ao capitalismo selvagem,  e, no fim, enganou milhões de pessoas, dizendo-se patriota e, tal como  em sua longínqua profissão, na real, pouco exercida, de mecânico, que iria consertar o Brasil. 

Esta quadrilha que se instalou no Brasil, dentro do governo federal, maquiada de partido político identificado ao trabalhador, revelou os caráteres distorcidos, desequilibrados, doentes, marginais e criminosos de seus líderes e principais representatividades: “os” Paloccis, Dirceus, Delúbios, Erenices, Genuinos, e tantos outros! Todos, como seu principal líder, enriqueceram espoliando, dilapidando e roubando descaradamente o patrimônio financeiro do país. E desgraçadamente continuam a fazê-lo diariamente, na maior cara de pau!

Dentro deste insaciável “projeto”, é importante não esquecer que outras figuras e não menos representativos comparsas fazem parte desta colossal, fria e insensível quadrilha. Estão alinhados em outros partidos políticos associados, fazem parte da alta cúpula do judiciário e do legislativo brasileiro e integram segmentos empresariais de expressão significativa no cenário econômico nacional, manipulando, desviando ou se apropriando indecentemente de milhões de reais, enchendo seus próprios bolsos ou se auto beneficiando através de suas representatividades, mandatos políticos ou cargos públicos.

E a sensação do cidadão, que paga e muito caro a conta, (considerando que em cada R$ 10,00 cerca de quase R$ 6,00 são de impostos, tributos ou taxas públicas), é a de abandono, de desamparo, por conta deste estado de IMPUNIDADE que reina absoluta pelo país, diante do comprometimento e conivência marginal de quem deveria estar combatendo com determinação e dignidade este estado de coisas e esta “inquebrável” quadrilha.

E o pior, o mais grave, é que não existe nenhum movimento, expectativa ou esperança de solução em contrário, já que as chamadas autoridades desfrutam do mesmo meio, objetivo e postura imoral, adorando se deliciar com as mesmas frutas e aromas do poder e do dinheiro, dos outros, obviamente.

Solução? Desmascarar, denunciar, freqüentemente, sempre que for possível, esta situação, cobrar uma ação de exposição inquisitiva, sem tréguas, por parte da Imprensa ética, sadia e obstinada e uma postura feroz de insatisfação do povo brasileiro promovendo ações públicas, ordeiras, porém enfáticas e direcionadas a cobrar abertamente soluções e resultados práticos. Não existe alternativa, a não ser esta!

terça-feira, 31 de maio de 2011


“Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa”
Ricardo Martins


Tenho observado que muita gente, alguns até de forma inconsciente, tentam se manter a meu ver, de forma hipócrita, “politicamente corretos”, ou seja, arranjando justificativas e ou explicações diante de situações completamente sem justificativas ou explicações e acabam, como se diz, misturando as coisas.
Por exemplo? O caso do Sistema Prisional, que está caótico há tempos, sem a mínima estrutura, deficiente em relação a demanda por vagas e carecendo de gestão eficiente e interessada, além de ser inteiramente desumano.

Outra situação grave é que boa parte dos apenados, que já cumpriram suas penas, poderiam estar fora do sistema e alguns, possivelmente, até ressocializados, não fosse a falta de interesse, inércia e lentidão do que se chama por aqui, de “justiça”, do poder judiciário.

Este é o ponto crucial deste tema: “Ressocializar”, como fazer isso? De que forma?
É necessário, inicialmente, separar “o joio do trigo”, porque antes de tudo “quem é bandido, bandido é’’, e este deve, a meu ver, ficar eternamente na cadeia, por isso reafirmo: ”uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

E neste momento em que se cobra mais rigor nas leis, na necessidade da eliminação de benefícios e privilégios ao criminoso, que surge o famigerado “politicamente correto”, todos demagogos e hipócritas, com o discurso decorado: “temos que reeducar ou reoportunizar, não punir em demasia”, enfim...

Óbvio que a reeducação ou a nova oportunidade para quem merece e quer de fato, é de vital importância e meritória, agora para os criminosos contumazes, aqueles que fazem tudo friamente e premeditadamente, pelo prazer de delinqüir, para estes é cadeia até o final dos seus dias.

Para isso na indispensável revisão, reestruturação e readequação do sistema prisional e da Lei Penal, seria necessário rever cada caso, separar em unidades prisionais distintas e adequadas, aqueles que podem e querem uma nova oportunidade e rever a Lei de forma a ser mais dura com quem reincide e mais branda com quem merece a reintegração.

Penso que neste caso, este é o caminho seguro, reeducar quem quer e “trancar definitivamente” quem merece.

Outro exemplo bom para ilustrar este artigo é o caso do “menor infrator”, que não se resolve, também por falta principalmente de vontade política e interesse público das autoridades competentes.

Há anos discute-se a redução da maioridade penal sem chegar a lugar algum, a solução alguma, a meu ver apenas uma cortina de fumaça, pois a necessidade real é alterar o texto da lei para que o menor infrator, sobretudo aquele contumaz, seja punido com rigor a partir de qualquer idade. Infringiu, punição exemplar como qualquer outro infrator adulto, como na maioria dos países do mundo.

 “Os caras” ficam a discutir o assunto, apenas para inglês ver, empurrando com a barriga, com a intenção clara de nada fazer ou decidir, tratando com desinteresse e de forma inapropriada um tema que contribui sobremaneira com a insegurança pública e vulnerabilidade do cidadão. Enquanto isso, “o menor infrator” sabedor de sua situação de inimputável, continua delinqüindo, cometendo crimes bárbaros, cruéis e hediondos.

Quando a sociedade realmente interessada pressiona e o tema volta à tona, o politicamente correto vem falar em educação, enfim, como se isso não fosse a base de tudo e de fundamental importância, entretanto há que se considerar novamente cada caso, individualmente, pois existem aqueles, mesmo menores, que não tem nenhuma possibilidade de se reintegrar ao convívio coletivo e as comunidades.

No caso do processo de ressocialização também o critério deve ser o mesmo, separar quem se interessa em voltar ao convívio digno com todos e os que não se interessam por uma nova oportunidade, preferindo o mundo do crime.

Estes exemplos sobre casos e situações gravíssimas do nosso cotidiano ilustram visivelmente o que pretendo dizer, evidenciar, objetivar e deixar claro neste artigo. Hipocrisia à parte e com base no bom senso, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

sábado, 28 de maio de 2011


Uma poderosa quadrilha!
Ricardo Martins
Os episódios recentes envolvendo Antonio Palocci, atual chefe da Casa Civil do governo Dilma e o vice-prefeito de Campinas, importante cidade de São Paulo, entre outros, apenas ratificam que o Brasil vem sendo furtado, roubado, surrupiado, saqueado, freqüentemente e porque não dizer diariamente, e há muito tempo.

Fraudes, de todos os tipos possíveis e inimagináveis, desvio de verbas públicas, roubos, negociatas, conchavos e enriquecimento ilícito por todos os cantos dos 03 poderes da república, transformando o país em uma grande embarcação atacada por piratas ladrões e saqueadores da pior espécie.

E isso tem têm sido comum e cotidiano nestes últimos 08 anos, onde claramente uma poderosa, inescrupulosa e vingativa quadrilha se estabeleceu no governo federal e dentro de suas principais ramificações e escalões hierárquicos. Quadrilha essa acobertada por uma gigantesca e blindada bandeira vermelha que protege descaradamente a todos que convence a participar deste plano de saqueamento do Brasil.

É importante deixar claro que, nestas observações, não existe, como jamais existiu, ocorreu ou preponderou, conotação partidária da parte deste profissional, e sim uma constatação de fatos que são irrefutáveis e indefensáveis, se não vejamos.

Desde o primeiro dia do Governo anterior, do ex- operário de origem simples e humilde, hoje super milionário Lula, ocorreram escândalos financeiros diários, em todos os níveis da República, no Legislativo e por que não dizer no judiciário, de onde, por conveniência certamente, demanda os olhos fechados e indiferentes da justiça e por conseqüência o incentivo às imunidades e à impunidade, ocorrendo também ali em todos os níveis e instâncias.

Estes escândalos sempre, segundo divulgado publicamente por quase toda a Imprensa nacional, envolveram partidários, adeptos, dirigentes e militantes significativos do partido do ex- presidente e de seus coligados, sendo que em sua grande maioria, surgiram dentro do próprio gabinete presidencial, ou ao seu lado, na Casa Civil ou na vizinha, “Chefia de Gabinete”, além do Congresso Federal, desta feita envolvendo senadores e deputados do mesmo partido, do ex – presidente e aliados. E isso tudo contando com  parcimônia e conivência do poder que deveria agir para punir, mandar prender, condenar estes meliantes, mas o comprometimento impede qualquer ação digna ou efetiva.

Isso não é calunia ou acusação fortuita e gratuita, é o sentimento geral da população diante da evidencia publica.

Os acontecimentos e situações estão ai, claramente colocadas diante dos olhos de todos, não sendo necessário, imagino, listar ou enumerar todos os escândalos acontecidos e ainda não resolvidos ou julgados, com grande concentração nestes últimos quase 09 anos, e não haveria espaço suficiente para tal.

O pior de tudo isso é que a ação impune e o mau exemplo desta quadrilha poderosa acabam influenciando grande parte dos integrantes do empresariado nacional, que já é mal intencionado, pois visa apenas o lucro, não importa como, além de grandes conglomerados financeiros que prosperaram, via de regra, por conta deste envolvimento e relacionamento criminoso, formando assim um verdadeiro e quase imbatível exército do crime e do “mau caratismo”.

Outro fato grave, conseqüência de tudo isso, é a inércia do governo federal, do Congresso e  principalmente da justiça, esta debilitada, compromissada com este processo e depreciada pela opinião do cidadão de bem, todos abarrotados de investigações, inquéritos longos e desinteressados portanto demorados, e de processos que apenas acumulam papéis e não levam a lugar nenhum, deixam de exercer seus papéis constitucionais em beneficio da população e dos seus direitos.

Como resolver isso, perguntam muitos? A meu ver, a partir da freqüente e constante denuncia pública e pressão da parte boa da sociedade brasileira, incluindo dentre estes a Imprensa e os formadores, decentes e independentes, de opinião.

Concluindo, entendo que passou da hora de continuar aceitando este estado coisas, onde poucos se beneficiam e enriquecem, através de crimes e da corrupção constante, e a grande massa, que paga a conta, continua refém de tudo isso e de muito mais.

Chega! Não é possível mais permitir que bandidos de colarinho branco, protegidos pelo poder, saqueiem este país, despidos de vergonha ou pudor, protegidos pela IMPUNIDADE e o mau caráter de quem deveria impedir esta agressão ao patrimônio nacional. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011


Esperar por mais mortes?
Ricardo Martins
Quantos mais terão que morrer, para que se mudem as leis penais e a postura dos magistrados diante desta verdadeira carnificina da qual o Brasil está acometido? Quantos inocentes, mulheres, crianças, velhos, gente de bem, de caráter, ordeira trabalhadora, terão ainda que se tornar estatística do crime? Quantos?
Será necessário que familiares de políticos, governantes, legisladores, advogados, juristas, serventuários do 
judiciário ou qualquer tipo de “autoridades”, se tornem vítimas fatais?

Bah! Desculpem, mas falar em magistrados e advogados causa-me náuseas, ânsia de vomito, nojo, indignação, pois a grande maioria se comporta como vendido, pior que a prostituta mais rampeira, que vende seu corpo, com muito mais dignidade.

Boa parte dos advogados, não são dignos da profissão, defendem quem lhes paga e de preferência bem, fecham os olhos à culpa evidente, não importa o crime, a infração, o nível de delinqüência e a periculosidade do bandido.

Recentemente, fiquei estarrecido com uma declaração da advogada do assassino confesso Pimenta Neves, que matou covardemente e pelas costas com dois tiros, a ex namorada: tentamos por 11 anos anular o julgamento por considerá-lo injusto, ou algo parecido.(?) (Pimenta Neves foi condenado a 15 anos de reclusão). E se a vítima fosse á irmã da eminente advogada, será que ela pensaria da mesma forma? Eu também achei injusto, Pimenta Neves deveria cumprir 30/40 anos sem nenhum benefício.

Na real todos os envolvidos estão escondidos por trás da Lei Penal, antiga, retrógrada e que privilegia e beneficia sempre o bandido, desprotegendo totalmente a vítima e seus familiares. E isso acontece todos os dias por todo o país, crimes banais, por motivos fúteis, muitas vezes cometidos por menores de idade, inimputáveis, e ninguém se mexe a fim de corrigir este fato. Apontem-me algum movimento jurídico para tal fim, não existe, assim como não existe nenhuma unidade prisional em construção pelo Governo Federal, nenhum plano que vise a reforma do sistema prisional em andamento, quanto mais a indispensável Reforma no Judiciário.

As cadeias estão superlotadas e muitos dos que ainda estão lá já cumpriram suas penas, e por lá continuam amontoados uns sobre outros, em uma mistura desumana, de infratores primários, com os mais violentos e contumazes delinqüentes.

Esta é a realidade penal e do judiciário brasileiro, que, além disso, repito, está infestado de pessoas de mau caráter, que vendem sentenças, vendem a Toga e muitos vendem a própria mãe. E isso não é uma acusação leviana, é público e notório, a opinião pública está ”careca”, como dizem os mineiros popularmente, de saber disso. É a voz do Povo, repercutida diariamente por parte séria e responsável da Imprensa brasileira e também por parte da sociedade em geral.

Este é o quadro, infelizmente real, de total impunidade e proteção ao bandido, com o que convivemos dia a dia no Brasil, nos estados e em nossas cidades, e a pergunta é: até quando toda a população terá que agüentar este estado de coisas? Esperar que morram mais inocentes ou familiares das chamadas autoridades, para que isso tenha fim?

Chega! Basta! A situação é gravíssima, insustentável e irritantemente incontrolável, é hora de o Brasil reagir a isso!

Basta de IMPUNIDADE, de privilégios, benefícios e de imunidades, de acobertar os infratores em geral.
É hora de fazer a justiça mais rigorosa e ágil, reduzindo instancias e recursos que acabam por favorecer sempre a vida de quem comete a infração, um crime, uma barbaridade contra a pessoa, deixando o cidadão de bem refém de tudo isso. Basta!

segunda-feira, 23 de maio de 2011


2014    Copa do Mundo de Futebol
Ricardo Martins

Os amantes do futebol enlouqueceram, literalmente, e não seria exagerado afirmar isso, quando, há mais de um ano atrás, foi anunciado pela FIFA que o maior evento futebolístico do Mundo seria realizado no Brasil em 2014.

E não é para menos, seria a oportunidade de milhões de apaixonados torcedores assistirem no seu país as maiores seleções do planeta e a possibilidade real do Brasil tornar-se, uma vez mais, Campeão do Mundo e em casa, depois dos últimos fiascos em 2006 e 2010, este último na África do Sul.

A notícia, depois de divulgada, foi recebida e comemorada com uma grande festa, pois o evento é sem dúvida um dos maiores do Mundo.

Logo surgiram os interessados, as entrevistas bombásticas, os integrantes do governo federal, estadual, entidades desportivas, dentre elas a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), políticos em geral, empreiteiras, construtoras e outras inúmeras empresas que lucrariam e muito com o fato, pois um evento deste porte e magnitude vai movimentar bilhões de reais.

É aí, exatamente aí, que mora o perigo, o grande montante de dinheiro envolvido e a possibilidade das negociatas, dos conchavos, das partilhas e compartilhamentos, do ganho fácil, do superfaturamento, comissões, o chamado “por fora”. E isso o torcedor mais simples ignora, coitado, ele imagina de verdade que todo o dinheiro que circula será revertido em lucro para o país, para os estados e municípios. 

Doce ilusão, vide recentemente os Jogos Panamericanos que foram realizados na cidade do Rio de Janeiro. Que melhoramentos isso trouxe para a população e ao estado? Nenhum! Porém, com certeza aos organizadores e aos diretamente envolvidos, muito lucro, fortunas.

E na Copa do Mundo não será diferente, pelo contrário, o dinheiro será maior ainda, multiplique por 20, como o patrimônio do Palocci, ou a fortuna que o Lula e seus asseclas conseguiram em apenas 08 anos, e vai enriquecer muita gente, desde os dirigentes da FIFA, CBF, governos e governantes, responsáveis pelas licitações, fornecedores de serviços e produtos em geral e todos os afins.

E para o povo, nada! Alguns empregos temporários, tipo me engana que eu gosto, e mais nada.
Querem uma prova? Tudo está atrasado, e para acelerar é necessário o que? DINHEIRO, e muito!

Vide o caso do Maracanã: o valor previsto para o investimento já foi aumentado em mais de 100%, supera hoje um bilhão de reais. Imaginem os demais estádios, aeroportos, obras de infra estrutura, enfim, e isso são obras pré Copa. Agora multiplique isso por 14 estádios. E durante o evento quanto vão custar os serviços, por exemplo, segurança pública e particular das delegações?

Bem, na real, o que é importante deixar claro é que poucos, bem poucos, quase os mesmos, irão se beneficiar de verdade com a COPA, pois infelizmente o futebol como o desporto em geral se tornou um grande negócio, nem sempre limpo, pois alimenta muito bolso sujo.

E para finalizar é bom direcionar nosso olhar para dentro do Brasil, para o serviço público, em geral deficiente, caótico, deprimente, como a educação, que não tem escolas, professores, merenda, nada! O mesmo caso da saúde e da segurança pública além do sistema prisional. Em um país sério o lucro, o resultado de um evento destas proporções certamente seria reaplicado para o bem e conforto de seu povo. Infelizmente, por aqui o destino deste gigantesco movimento financeiro será outro: bolsos inescrupulosos.

Para mim é difícil reprovar e repudiar uma situação desta, pois adoro futebol, dentro do campo, joguei futebol e voleibol e foi assim que iniciei minha carreira de radialista e jornalista, pelos campos de futebol do Rio de Janeiro, onde torço pelo meu querido Fluminense, e por todo o Brasil, no entanto não posso concordar com esta bandalheira estabelecida no Brasil, que é saqueado há anos. E agora já esta circulando o “Trem da Alegria” da Copa do Mundo, com mesmo bando dentro e os condutores de sempre.

E em 2016 teremos Olimpíadas no Brasil, outra gigantesca têta!

domingo, 22 de maio de 2011


“Trabalho Escravo”
Ricardo Martins
Não é de hoje que esta prática nojenta e fora de qualquer propósito é imposta a trabalhadores pouco esclarecidos, ignorantes e analfabetos ou a pessoas simples que necessitam e se dispõem a trabalhar a qualquer custo.
O que ocorre ainda nos dias de hoje contra estes trabalhadores é crime cruel e bárbaro.

Normalmente são homens recrutados em suas cidades natal, no Norte e Nordeste, interior de Minas Gerais e outros recantos longínquos e desprovidos de melhor sorte pelo Brasil afora e trazidos para os canteiros de obra, via de regra, a partir de grandes vantagens, propostas mirabolantes e salários atrativos e na real são colocados em verdadeiras pocilgas, sem conforto e dignidade alguma. Isso ocorre nas grandes cidades e capitais de todo o país, frequentemente, diria até cotidianamente. E isso não acontece apenas em empreendimentos privados, em inúmeros canteiros de obras públicas também existe o trabalho escravo e isso é flagrante crime contra a pessoa.

O mais grave é que como no Brasil “não existe crime”, o que há é delito, para magistrados desinteressados e aos olhos das leis mal aplicadas por estes, os contratantes não tem a devida, justa, rigorosa e merecida punição e continuam a praticar esta atrocidade com trabalhadores humildes, crédulos e interessados em trabalhar.

De vez em quando temos conhecimento de alguma ação da fiscalização do Ministério do Trabalho onde são descobertos acampamentos degradantes e indignos abrigando estes operários, normalmente em situação precaríssima, ocorre algum barulho, porém logo isso é esquecido, ninguém é punido e fica por isso mesmo.

Havendo interesse real em punir alguém basta procurar nos canteiros de obras nos centros das grandes cidades brasileiras. Isso não ocorre e a IMPUNIDADE que permeia o Brasil se estende também a esta questão desagradável e criminosa que é tratada sem nenhum interesse pelas autoridades constituídas, que ao fechar os olhos as incentivam perigosamente.

Em todos os aspectos a situação que permanece é lamentável e certamente desonra e envergonha o cidadão de caráter deste país, que é dependente, vítima e refém deste sistema irracional, deprimente e injusto e das pessoas que o controlam e administram sob a ótica apenas de seu interesse pessoal ou de tirar vantagens deste.

Verdadeiramente deplorável!

domingo, 15 de maio de 2011


Até quando?
Ricardo Martins

O Brasil vive, lamentavelmente, seu momento mais critico nos últimos anos. Isso com certeza. Se bem que no aspecto interno sempre foi assim, exceto quando de uma maquiada e um pseudo controle da inflação e distribuição de algumas “Bolsas” que estimularam desordenadamente um excessivo aumento no consumo em geral, via financiamentos irresponsáveis. No mais, os problemas de sempre apenas agravaram-se, notadamente nos últimos 08 anos de governo daquele ex-operário que virou milionário através do de um mandato presidencial e do dinheiro público.

E isso ocorre por falta de investimento, por desvio de numerário, excesso de despesas públicas, gestão desqualificada e desinteresse político. 

A pergunta é: Até quando vamos conviver com isso?

Com esta deplorável situação em que se encontra a saúde pública pelo Brasil afora, onde as pessoas morrem nas filas e são maltratadas nas recepções e pelos servidores em geral e em todos os níveis?

Continuar refém desta “insegurança pública”, onde nem dentro de casa se está protegido, enquanto as verbas destinadas ao setor são desviadas para trens da alegria e bolso de políticos indecorosos. As pessoas perdem a Vida em qualquer esquina deste país e fica por isso mesmo.

Com um sistema prisional caótico, deficiente, ineficiente, carente de estrutura mínima e desumano, onde milhares estão misturados, como grãos de cereais múltiplos no mesmo saco, muitos já com as penas vencidas, outros merecendo mais tempo detido e afastados do convívio social e outros merecedores de estar perpetuamente dentro de uma cadeia, pelo resto de seus dias. Como separar o joio do trigo e classificar quem tem possibilidade de recuperação ou de permanente prisão?

Até quando compactuar com os olhos fechados da sociedade, dos legisladores e da ”justiça” diante do MENOR INFRATOR contumaz, que acumula crimes cruéis e bárbaros, assumindo, por conta da impunidade muitos que jamais cometeu isso por conta da fragilidade da Lei, que não pune como deveria, com o rigor necessário e exemplar. Este ”menor” deveria pagar por seus crimes independente da idade cronológica, como qualquer outro infrator ”maior”.

E o que fazer diante de um setor Judiciário inoperante, comprometido com o desinteresse coletivo e social, que apenas administra seu próprio interesse em detrimento da sociedade estabelecida e organizada? Decidindo sempre contra os direitos do bom cidadão, protegendo o bandido em detrimento das vítimas e de seus familiares e, além disso, vendendo sentenças, negociando fugas, privilégios e benefícios?

E a meu ver, o mais grave, entre todos os problemas internos do Brasil: até quando teremos cargos políticos e não técnicos a frente da Educação, do sistema educacional nacional e por todos os estados e municípios? Com professores e educadores desvalorizados e desanimados, com a falta de estímulo a valores, como ética, moral, disciplina, organização, senso social e de coletividade e responsabilidade, além do Plano Educacional, em todos os níveis, onde haja além da excepcionalidade da informação e do conhecimento o rigor da disciplina, sem radicalismos.

Estes para mim são os mais graves problemas que a boa, séria, decente e contribuitiva sociedade brasileira enfrenta em seu dia a dia e que qualquer parte ou cidade do Brasil a pergunta é:

Até quando vamos agüentar isso, sem interferir e modificar, a nosso favor, este quadro deprimente?

segunda-feira, 9 de maio de 2011


A Educação é o caminho?
Ricardo Martins

Uma querida amiga, professora, educadora e vereadora por Tijucas, em Santa Catarina, onde vivo há 07 anos, minha leitora e estimuladora, sugeriu: ”você escreve tão bem, os temas são todos pertinentes e importantes, escreva sobre a educação, a solução para todos os males cotidianos, das comunidades e das pessoas”
.
Realmente ela tem razão, a educação é a solução ou a melhor alternativa para quase tudo, a meu ver, a médio e longo prazo no Brasil. Isso se houver uma intervenção positiva e com fins de readequação, pelo Governo Federal.

Lamentavelmente, hoje em dia, com gestores desinteressados e oportunistas, o setor educacional não se encontra diferente de outros setores imprescindíveis ao cidadão e seu bem estar. 


Está mal administrado, desprovido de valores disciplinares, éticos e efetivamente educativos. Infelizmente a nossa educação é ineficiente e até mesmo irresponsável, liberal demais, dizem uns, sem critérios, outros, não ensina nem informa, dizem outros tantos. É triste, entretanto todos têm razão.

Vide por exemplo, o caso da ‘merenda escolar’, uma vergonha, um retrato da indiferença e do descaso público, em todos os níveis, inclusive dentro das escolas e unidades educacionais em geral. Tornou-se um meio de ganho indevido através de propina e suborno, e o mais grave, trata-se de um ato criminoso, de nada servir, como alimentação, aos estudantes durante todo o dia, ou de servir algo estragado e destituído de valores nutritivos e saudáveis ao organismo humano.

Evidente que existem alguns servidores interessados e algumas instituições sérias, são pouquíssimos na verdade, em relação ao grande efetivo encontrado por todo o Brasil, no âmbito federal, estadual e municipal, que em sua grande maioria querem apenas o proveito pessoal, corporativo e partidário.

Qual a solução? É possível consertar? Óbvio que sim, basta existir vontade e interesse político, desde o cerne do Governo Federal, inicialmente substituindo servidores viciados e a margem dos interesses do povo por gente de qualidade e preparada para cada função, rever os conceitos e preceitos educacionais em todos os segmentos e setores, administrativos, técnicos e operacionais, adequando-os às necessidades de formação do caráter dos estudantes em desenvolvimento, preservando a ética, o respeito e a moralidade.

Ocorrendo isso, que deve ser utilizado como base de reforma para todo o serviço público, em todos os níveis no Brasil, é possível solucionar e reencaminhar uma educação de qualidade, com satisfação e realização para todos os envolvidos.

O Brasil pode fazer o que quiser, basta haver boa vontade, interesse, gestão apropriada e efetiva e gente de qualidade a frente dos projetos vários e indispensáveis ao bem de todos.