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segunda-feira, 23 de maio de 2011


2014    Copa do Mundo de Futebol
Ricardo Martins

Os amantes do futebol enlouqueceram, literalmente, e não seria exagerado afirmar isso, quando, há mais de um ano atrás, foi anunciado pela FIFA que o maior evento futebolístico do Mundo seria realizado no Brasil em 2014.

E não é para menos, seria a oportunidade de milhões de apaixonados torcedores assistirem no seu país as maiores seleções do planeta e a possibilidade real do Brasil tornar-se, uma vez mais, Campeão do Mundo e em casa, depois dos últimos fiascos em 2006 e 2010, este último na África do Sul.

A notícia, depois de divulgada, foi recebida e comemorada com uma grande festa, pois o evento é sem dúvida um dos maiores do Mundo.

Logo surgiram os interessados, as entrevistas bombásticas, os integrantes do governo federal, estadual, entidades desportivas, dentre elas a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), políticos em geral, empreiteiras, construtoras e outras inúmeras empresas que lucrariam e muito com o fato, pois um evento deste porte e magnitude vai movimentar bilhões de reais.

É aí, exatamente aí, que mora o perigo, o grande montante de dinheiro envolvido e a possibilidade das negociatas, dos conchavos, das partilhas e compartilhamentos, do ganho fácil, do superfaturamento, comissões, o chamado “por fora”. E isso o torcedor mais simples ignora, coitado, ele imagina de verdade que todo o dinheiro que circula será revertido em lucro para o país, para os estados e municípios. 

Doce ilusão, vide recentemente os Jogos Panamericanos que foram realizados na cidade do Rio de Janeiro. Que melhoramentos isso trouxe para a população e ao estado? Nenhum! Porém, com certeza aos organizadores e aos diretamente envolvidos, muito lucro, fortunas.

E na Copa do Mundo não será diferente, pelo contrário, o dinheiro será maior ainda, multiplique por 20, como o patrimônio do Palocci, ou a fortuna que o Lula e seus asseclas conseguiram em apenas 08 anos, e vai enriquecer muita gente, desde os dirigentes da FIFA, CBF, governos e governantes, responsáveis pelas licitações, fornecedores de serviços e produtos em geral e todos os afins.

E para o povo, nada! Alguns empregos temporários, tipo me engana que eu gosto, e mais nada.
Querem uma prova? Tudo está atrasado, e para acelerar é necessário o que? DINHEIRO, e muito!

Vide o caso do Maracanã: o valor previsto para o investimento já foi aumentado em mais de 100%, supera hoje um bilhão de reais. Imaginem os demais estádios, aeroportos, obras de infra estrutura, enfim, e isso são obras pré Copa. Agora multiplique isso por 14 estádios. E durante o evento quanto vão custar os serviços, por exemplo, segurança pública e particular das delegações?

Bem, na real, o que é importante deixar claro é que poucos, bem poucos, quase os mesmos, irão se beneficiar de verdade com a COPA, pois infelizmente o futebol como o desporto em geral se tornou um grande negócio, nem sempre limpo, pois alimenta muito bolso sujo.

E para finalizar é bom direcionar nosso olhar para dentro do Brasil, para o serviço público, em geral deficiente, caótico, deprimente, como a educação, que não tem escolas, professores, merenda, nada! O mesmo caso da saúde e da segurança pública além do sistema prisional. Em um país sério o lucro, o resultado de um evento destas proporções certamente seria reaplicado para o bem e conforto de seu povo. Infelizmente, por aqui o destino deste gigantesco movimento financeiro será outro: bolsos inescrupulosos.

Para mim é difícil reprovar e repudiar uma situação desta, pois adoro futebol, dentro do campo, joguei futebol e voleibol e foi assim que iniciei minha carreira de radialista e jornalista, pelos campos de futebol do Rio de Janeiro, onde torço pelo meu querido Fluminense, e por todo o Brasil, no entanto não posso concordar com esta bandalheira estabelecida no Brasil, que é saqueado há anos. E agora já esta circulando o “Trem da Alegria” da Copa do Mundo, com mesmo bando dentro e os condutores de sempre.

E em 2016 teremos Olimpíadas no Brasil, outra gigantesca têta!

domingo, 22 de maio de 2011


“Trabalho Escravo”
Ricardo Martins
Não é de hoje que esta prática nojenta e fora de qualquer propósito é imposta a trabalhadores pouco esclarecidos, ignorantes e analfabetos ou a pessoas simples que necessitam e se dispõem a trabalhar a qualquer custo.
O que ocorre ainda nos dias de hoje contra estes trabalhadores é crime cruel e bárbaro.

Normalmente são homens recrutados em suas cidades natal, no Norte e Nordeste, interior de Minas Gerais e outros recantos longínquos e desprovidos de melhor sorte pelo Brasil afora e trazidos para os canteiros de obra, via de regra, a partir de grandes vantagens, propostas mirabolantes e salários atrativos e na real são colocados em verdadeiras pocilgas, sem conforto e dignidade alguma. Isso ocorre nas grandes cidades e capitais de todo o país, frequentemente, diria até cotidianamente. E isso não acontece apenas em empreendimentos privados, em inúmeros canteiros de obras públicas também existe o trabalho escravo e isso é flagrante crime contra a pessoa.

O mais grave é que como no Brasil “não existe crime”, o que há é delito, para magistrados desinteressados e aos olhos das leis mal aplicadas por estes, os contratantes não tem a devida, justa, rigorosa e merecida punição e continuam a praticar esta atrocidade com trabalhadores humildes, crédulos e interessados em trabalhar.

De vez em quando temos conhecimento de alguma ação da fiscalização do Ministério do Trabalho onde são descobertos acampamentos degradantes e indignos abrigando estes operários, normalmente em situação precaríssima, ocorre algum barulho, porém logo isso é esquecido, ninguém é punido e fica por isso mesmo.

Havendo interesse real em punir alguém basta procurar nos canteiros de obras nos centros das grandes cidades brasileiras. Isso não ocorre e a IMPUNIDADE que permeia o Brasil se estende também a esta questão desagradável e criminosa que é tratada sem nenhum interesse pelas autoridades constituídas, que ao fechar os olhos as incentivam perigosamente.

Em todos os aspectos a situação que permanece é lamentável e certamente desonra e envergonha o cidadão de caráter deste país, que é dependente, vítima e refém deste sistema irracional, deprimente e injusto e das pessoas que o controlam e administram sob a ótica apenas de seu interesse pessoal ou de tirar vantagens deste.

Verdadeiramente deplorável!

domingo, 15 de maio de 2011


Até quando?
Ricardo Martins

O Brasil vive, lamentavelmente, seu momento mais critico nos últimos anos. Isso com certeza. Se bem que no aspecto interno sempre foi assim, exceto quando de uma maquiada e um pseudo controle da inflação e distribuição de algumas “Bolsas” que estimularam desordenadamente um excessivo aumento no consumo em geral, via financiamentos irresponsáveis. No mais, os problemas de sempre apenas agravaram-se, notadamente nos últimos 08 anos de governo daquele ex-operário que virou milionário através do de um mandato presidencial e do dinheiro público.

E isso ocorre por falta de investimento, por desvio de numerário, excesso de despesas públicas, gestão desqualificada e desinteresse político. 

A pergunta é: Até quando vamos conviver com isso?

Com esta deplorável situação em que se encontra a saúde pública pelo Brasil afora, onde as pessoas morrem nas filas e são maltratadas nas recepções e pelos servidores em geral e em todos os níveis?

Continuar refém desta “insegurança pública”, onde nem dentro de casa se está protegido, enquanto as verbas destinadas ao setor são desviadas para trens da alegria e bolso de políticos indecorosos. As pessoas perdem a Vida em qualquer esquina deste país e fica por isso mesmo.

Com um sistema prisional caótico, deficiente, ineficiente, carente de estrutura mínima e desumano, onde milhares estão misturados, como grãos de cereais múltiplos no mesmo saco, muitos já com as penas vencidas, outros merecendo mais tempo detido e afastados do convívio social e outros merecedores de estar perpetuamente dentro de uma cadeia, pelo resto de seus dias. Como separar o joio do trigo e classificar quem tem possibilidade de recuperação ou de permanente prisão?

Até quando compactuar com os olhos fechados da sociedade, dos legisladores e da ”justiça” diante do MENOR INFRATOR contumaz, que acumula crimes cruéis e bárbaros, assumindo, por conta da impunidade muitos que jamais cometeu isso por conta da fragilidade da Lei, que não pune como deveria, com o rigor necessário e exemplar. Este ”menor” deveria pagar por seus crimes independente da idade cronológica, como qualquer outro infrator ”maior”.

E o que fazer diante de um setor Judiciário inoperante, comprometido com o desinteresse coletivo e social, que apenas administra seu próprio interesse em detrimento da sociedade estabelecida e organizada? Decidindo sempre contra os direitos do bom cidadão, protegendo o bandido em detrimento das vítimas e de seus familiares e, além disso, vendendo sentenças, negociando fugas, privilégios e benefícios?

E a meu ver, o mais grave, entre todos os problemas internos do Brasil: até quando teremos cargos políticos e não técnicos a frente da Educação, do sistema educacional nacional e por todos os estados e municípios? Com professores e educadores desvalorizados e desanimados, com a falta de estímulo a valores, como ética, moral, disciplina, organização, senso social e de coletividade e responsabilidade, além do Plano Educacional, em todos os níveis, onde haja além da excepcionalidade da informação e do conhecimento o rigor da disciplina, sem radicalismos.

Estes para mim são os mais graves problemas que a boa, séria, decente e contribuitiva sociedade brasileira enfrenta em seu dia a dia e que qualquer parte ou cidade do Brasil a pergunta é:

Até quando vamos agüentar isso, sem interferir e modificar, a nosso favor, este quadro deprimente?

segunda-feira, 9 de maio de 2011


A Educação é o caminho?
Ricardo Martins

Uma querida amiga, professora, educadora e vereadora por Tijucas, em Santa Catarina, onde vivo há 07 anos, minha leitora e estimuladora, sugeriu: ”você escreve tão bem, os temas são todos pertinentes e importantes, escreva sobre a educação, a solução para todos os males cotidianos, das comunidades e das pessoas”
.
Realmente ela tem razão, a educação é a solução ou a melhor alternativa para quase tudo, a meu ver, a médio e longo prazo no Brasil. Isso se houver uma intervenção positiva e com fins de readequação, pelo Governo Federal.

Lamentavelmente, hoje em dia, com gestores desinteressados e oportunistas, o setor educacional não se encontra diferente de outros setores imprescindíveis ao cidadão e seu bem estar. 


Está mal administrado, desprovido de valores disciplinares, éticos e efetivamente educativos. Infelizmente a nossa educação é ineficiente e até mesmo irresponsável, liberal demais, dizem uns, sem critérios, outros, não ensina nem informa, dizem outros tantos. É triste, entretanto todos têm razão.

Vide por exemplo, o caso da ‘merenda escolar’, uma vergonha, um retrato da indiferença e do descaso público, em todos os níveis, inclusive dentro das escolas e unidades educacionais em geral. Tornou-se um meio de ganho indevido através de propina e suborno, e o mais grave, trata-se de um ato criminoso, de nada servir, como alimentação, aos estudantes durante todo o dia, ou de servir algo estragado e destituído de valores nutritivos e saudáveis ao organismo humano.

Evidente que existem alguns servidores interessados e algumas instituições sérias, são pouquíssimos na verdade, em relação ao grande efetivo encontrado por todo o Brasil, no âmbito federal, estadual e municipal, que em sua grande maioria querem apenas o proveito pessoal, corporativo e partidário.

Qual a solução? É possível consertar? Óbvio que sim, basta existir vontade e interesse político, desde o cerne do Governo Federal, inicialmente substituindo servidores viciados e a margem dos interesses do povo por gente de qualidade e preparada para cada função, rever os conceitos e preceitos educacionais em todos os segmentos e setores, administrativos, técnicos e operacionais, adequando-os às necessidades de formação do caráter dos estudantes em desenvolvimento, preservando a ética, o respeito e a moralidade.

Ocorrendo isso, que deve ser utilizado como base de reforma para todo o serviço público, em todos os níveis no Brasil, é possível solucionar e reencaminhar uma educação de qualidade, com satisfação e realização para todos os envolvidos.

O Brasil pode fazer o que quiser, basta haver boa vontade, interesse, gestão apropriada e efetiva e gente de qualidade a frente dos projetos vários e indispensáveis ao bem de todos.



domingo, 8 de maio de 2011


Prisão Perpétua para Crimes cruéis e bárbaros!
Ricardo Martins

Temos convivido diariamente e por todo o Brasil, já há algum tempo, com crimes cruéis e bárbaros contra todos os tipos de pessoas: pobres ou ricos, crianças, mulheres, adultos ou velhos, praticados por meliantes, contumazes, passionais, menores, doentes, saudáveis, enfim, homicidas, latrocidas, estupradores, seqüestradores, assaltantes e ladrões, usuários de drogas e traficantes. Isso ocorre aos olhos do Povo e pouco se houve a respeito de soluções. E o pior, muitas das decisões dos senhores magistrados, a partir do descrito nas Leis favorece apenas ao infrator esquecendo-se as vítimas e seus familiares.

Quem paga esta conta? Quem indeniza estas famílias, se é que é possível indenizar uma vida perdida, principalmente precocemente?  QUEM????

O Brasil está à deriva e há tempos, a insegurança pública é tão grave quanto a falta de investimentos e adequação na Educação e no Sistema Prisional, tão ou mais grave que a caótica situação da saúde pública, da falta de oportunidades e igualdade entre as pessoas, enfim.....

E o que fazer? Eis a questão! Certamente há muito que fazer, basta existir interesse público, boa vontade, gestão de qualidade, decisão e ação!

Antes de qualquer coisa, é urgente que o Brasil reveja, modernize, atualize e reavalie o Código Penal e principalmente a Lei de Execuções Penais, eliminando uma série de infelizes benefícios, privilégios e imunidades. Neste rumo reduzir recurso e instâncias. É necessária uma profunda “Reforma do Judiciário”.

Outra medida urgente a meu ver, é  a implantação da Prisão Perpétua com trabalhos forçados e outros esforços. Isso para qualquer infrator, com qualquer idade, profissão, religião e condição financeira, social e política que tenha cometido crimes hediondos, cruéis e bárbaros ou contra o erário público. Existem locais adequados e apropriados para a instalação destas prisões especiais onde os criminosos cumpririam suas penas, até o fim de seus dias, evidentemente trabalhando para pagar suas estadias. Dentre estes locais, por exemplo, ilhas no Atlântico, adaptações de modelos das plataformas de petróleo em alto mar ou prisões agrícolas. Já as inúmeras e antigas Fortalezas que abundam pelo país afora, estas deveriam ser adaptadas para Prisões para quem cometeu crimes políticos, contra a economia e o Tesouro Nacional.

A partir deste momento seria oportuno rever todo o Sistema Prisional, caótico e deprimente, deficiente e inadequado.  Cada estado brasileiro deveria abrigar um Presídio Federal, com no máximo 500 vagas e adequados às necessidades dos dias de hoje, olhando pelo lado da segurança e humanização.

Outro aspecto que salta aos olhos, reitero, é a ineficiência da Justiça, que tem sido parcial e estimuladora do privilegio, injusta e corrupta, lenta e burocrática. A cada dia que passa fica mais clara a identificação do Sistema Judiciário, com raras e honrosas exceções, com o ilícito, com a falta de interesse público, com o corporativismo, a corrupção, a manipulação das leis de acordo com interesse de privilegiados e a venda de sentenças.

A “REFORMA DE POSTURA E MORAL” é urgente, pois a impunidade tem estimulado a banalidade, a crueldade e a monstruosidades nos crimes cometidos. As pessoas estão sendo mortas por nada.

As agressões são gratuitas e até mesmo o trânsito se tornou uma das mais eficazes ferramentas mortais no país e sem a mínima punição. Motoristas embriagados matam e dizimam famílias e ficam livres e a vontade. O bafômetro não é obrigatório e o flagrante é desconsiderado.

As crianças, as maiores vítimas, são choradas por pais, amigos e parentes e tudo fica por isso mesmo, sem que o mínimo de punição aconteça, que deveria ser rigorosa e exemplar.

O Congresso e o governo central gastam bilhões por ano para não trabalhar e o Povo perece nas filas de hospitais e nas ruas, esquinas, cruzamentos e dentro de suas casas, em todas as cidades do Brasil. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Violência, Covardia e Abandono!
Ricardo Martins

Um quadro conseqüente do desinteresse e da irresponsabilidade do setor  público e de grande parte da chamada sociedade organizada do Brasil.

Tenho escrito freqüentemente sobre a falta de interesse dos governantes e integrantes do serviço e da atividade pública, em geral, pelo cidadão, pelas pessoas e seus familiares.

“Este país”, na realidade, quem o representa, a cada dia banaliza mais e mais a dignidade humana e a vida dos brasileiros e dos que por aqui vivem por opção, escolha e pelo coração.

O desrespeito é amplo, geral e irrestrito, como o slogan da campanha das “diretas”, que um dia foi resgatado por parte deste povo que quando quer luta por seus ideais e os defende a extremos.

O tratamento que o cidadão tem recebido do servidor público, pago por ele, de todos os níveis e representatividade, é o pior possível, pode-se rotular de execrável e desprezível
.
Nada funciona em favor do Povo, nada lhe beneficia e nenhuma decisão lhe é favorável.

No Brasil a extorsão é diária, as agressões idem, a saúde, a segurança pública, o sistema prisional e a educação, é literalmente dígito ZERO ou prá menos que isso.

Por todo o Brasil, o indivíduo e seu próximo estão literalmente nas mãos da criminalidade, sofrendo freqüentemente todo tipo de abuso, brutalidade e violência. A sua Vida e de sua família, além de seu patrimônio, estão a pleno risco e NINGUÉM FAZ NADA!

Onde estão às autoridades, as forças políticas, os paladinos da justiça e da ordem pra lhes defender? Certamente em seus gabinetes, sendo filmados por câmeras ocultas a contar o dinheiro da cueca, da meia, da calcinha, enfim, para depois, na maior cara de pau negar tudo. Como aqui flagrante é para pobre, por assim fica!

Apenas na época de eleições, só neste momento e diante de um rosário de promessas, o ingênuo, incrédulo e desprotegido eleitor acredita e vota neste bando de canalhas que permeiam todas as regiões e recantos deste país. Uma corja da pior espécie, todos corruptos e vendidos.

Não tem polícia, justiça, cadeia, presídio, penitenciária, enfim, faltam leis justas rigorosas e duras, que sejam aplicadas sem benefício algum aos criminosos que se multiplicam diariamente. O menor infrator contumaz assina cada vez mais inquéritos e assume a autoria dos crimes, com a maior tranqüilidade, pois é um IMPUNE ETERNO!

Juízes, advogados e policiais, que deveriam ser os defensores dignos e implacáveis da justiça estão, via de regra, cada vez mais corrompidos e comprometidos com a atividade criminosa, com o crime organizado e “desorganizado”, com empresários e políticos sem escrúpulo algum, decidindo sempre em favor do privilégio, do poder e do dinheiro que chega fácil.

E o povo, o cidadão e seus familiares, abandonados a própria sorte, nem dentro de casa estão protegidos contra a barbaridade criminosa e a crueldade dos bandidos, que transitam livres e a vontade por todas as ruas, avenidas, vielas e servidões deste país, impunes ou gozando de algum benefício legal, assinado por qualquer juiz desinteressado e irresponsável. 

A população é refém total do sistema legal e oficial do Brasil, que na real é pervertido, ilegal, indecoroso, insensato, perverso, desigual, privilegiador, covarde, enfim, o POVO que se dane!

Um país enlameado e apodrecido, literalmente manipulado por mãos sujas, viciadas, contaminadas e corrompidas, este é o Brasil real, em todos os níveis, locais, regiões e instâncias de sua constituição 
federativa.

Uma vergonha, mais que isso, uma covardia! 

sexta-feira, 29 de abril de 2011


"Mãos Sujas"

Ricardo Martins

Isso ocorre no Brasil há tempos, porém certamente nos últimos anos, por uma série de acontecimentos, ficou mais evidenciado. No governo do ex – presidente Lula, durante 08 anos, foram escândalos diários de toda a natureza: financeiros, políticos, contra o erário público, o tesouro nacional e também contra a pessoa, mas isso vem ocorrendo, na real, desde 1500, agravando-se nestes últimos 40 anos.

Muitos são os que estão enriquecendo ilicitamente em detrimento da população que a cada dia acumula mais dificuldades, necessidades e carências. 

Na real o Brasil vem, de tempos em tempos, de “mãos sujas a mãos mais sujas”, concentradas e encontradas fartamente, a meu ver, nos chamados 03 poderes da República e em grande parte da sociedade organizada e esclarecida, fatia que reúne todos aqueles que tiram vantagem da situação através de representatividade, prestígio, privilégio, benefício, amizade, parentesco e favor.

Para mim, entretanto, o mais grave vai além do desvio, do roubo, da corrupção e do corromper, dos crimes em geral e da impunidade, vai da falta de interesse público, da má qualidade na gestão e na irresponsabilidade institucional de funcionários públicos concursados, contratados, graduados, togados ou eleitos.

O descaso com a qualidade e a eficiência do serviço público é o maior crime que alguém pode cometer contra a pessoa. E no Brasil isso ocorre a todo instante, em todos os setores da atividade pública, em todos os municípios do país. ortanto, “os mãos sujas” estão por todos os lugares, cidades, estados e no cerne da federação.

E de forma lamentável a sociedade, em sua pluralidade, não discute os reais problemas dos brasileiros, suas necessidades e carências, o desrespeito e a humilhação que cada cidadão sofre todos os dias e a violência covarde e banalizada, ignorada por uma justiça medíocre, sem critérios, imparcial, abnegativa, vendida e irresponsável, que privilegia e beneficia apenas o poder, o dinheiro e o bandido, em detrimento de milhares de vítimas e de suas famílias.

Esta parte da coletividade prefere discutir sob a luz partidária ou endeusamento de algumas figuras, que também tem as mãos sujas, um pouco mais ou menos, mas as têm, pois a meu ver é tudo ”farinha do mesmo saco”.

Partidarismo que no Brasil inexiste, pois aqui não existem partidos políticos, já que os próprios integrantes os desrespeitam. Na real, o que existe são grupos políticos que se juntam por conta de interesses comuns, quase sempre escusos e que visam seu benefício próprio. E a massa critica discutindo sexo dos anjos e deixando os grandes problemas internos e cotidianos à margem. 

Observe que onde existe maior representação política a nível federal é onde estão concentrados os maiores problemas das populações, o Norte e Nordeste do Brasil. Regiões completamente abandonadas, em pleno ano de 2011, sem nenhuma estrutura básica. Uma vergonha!

A mim pouco interessa esse ou aquele político, desejo um LÍDER para este país, exemplar, competente, confiável. De mãos limpas e coração puro e justo.

Quero ver uma saúde pública decente, segurança pública efetiva, leis rigorosas e uma justiça séria e implacável com os infratores, de qualquer idade e classe social ou institucional. Uma educação ampla e consistente, oportunidades para todos, enfim uma vida digna e confortável para cada um dos brasileiros.

Que o cidadão seja tratado com o respeito merecido e, junto com sua família, seja protegido pela Lei e não refém dela e das forças criminosas. Que os serviços por que paga e muito caro, sejam revertidos em seu benefício e sua segurança.

O que o Brasil necessita e urgente é de pessoas de mãos limpas, alma imaculada e digna, caráter ilibado e vontade pública e coletiva a frente de seu destino.

Gente que leve o Povo a conquistar efetivamente seus direitos, pois deveres são inúmeros e as injustiças maiores ainda.

Há muito a fazer, algumas mãos sujas a lavar e recuperar outras, a maciça maioria, a isolar, extirpar do meio saudável da sociedade, não corrompida e não hipócrita, para que Brasil reflita seu melhor em seu Povo.

Essa deveria ser uma luta freqüente e cotidiana de todos os brasileiros de verdade.

quinta-feira, 14 de abril de 2011


O povo quer saber!
São inúmeras as perguntas sem respostas que o cidadão de bem, a parte boa da sociedade organizada e o povo em geral fazem e continuam sem resposta. Na real existe apenas uma resposta.
 Ricardo Martins

Por exemplo, por que não se combate a Impunidade no Brasil? Para que 513 deputados federais e 81 senadores, além de milhares de funcionários no Congresso Nacional? Por que o político no Brasil é remunerado, se a grande maioria tem outras profissões? Por que o salário mínimo é tão baixo e ainda é referencia de reajuste de tanta coisa por aí? Por que a justiça apenas funciona dentro dos seus interesses e a favor dos privilegiados, do bandido e contra o cidadão de bem? Por que existe tanto político sem vergonha e corrupto? Por que o serviço Público é tão ruim e ainda MATA diariamente nas filas? Por que a educação não é prioridade de governos? Por que se governa através de planejamento e interesses partidários e não a partir de Planos de Governo? Por que um governo não dá continuidade às obras do anterior, as boas obras? Por que se gasta tanto dinheiro com o corporativismo e as instituições públicas nos 03 poderes e se investe tão pouco no serviço público e no bem geral? Por que o sistema prisional e a segurança pública chegaram a este estado caótico por todo o Brasil, nos estados e municípios? Por que nos 03 poderes da República onde os salários são os maiores, existe tanta corrupção, negociatas, conchavos e pouca vergonha com o dinheiro público? Por que as Leis que abundam no Brasil não são aplicadas com o rigor devido? Por que o menor, delinqüente contumaz e sem possibilidade de retornar ao seio da sociedade do bem, é impune neste país? Por que a Polícia tem que trabalhar 24 horas e descansar 72 horas, não existe falta de efetivo? Por que não existe Lei Eleitoral decente, onde o mais votado é eleito? Por que a obrigação do voto e o tal de voto proporcional? Por que um magistrado não tem o poder de corrigir um ato falho da Lei, usando de prerrogativas do seu cargo? Por que tantos benefícios e privilégios ao bandido nas leis penais? Por que tudo que é público não funciona decentemente? Por que o político no Brasil, via de regra, é indigno, mau caráter e imoral? Por que o INSS não funciona? Por que os produtos industrializados mudam de peso, embalagem e preço a cada momento? Por que, se temos petróleo que abunda, o preço da gasolina é tão caro? Por que a polícia prende e a justiça solta? Por que não existem médicos, remédios e exames a disposição dos pacientes nos postos e unidades de saúde pública? Por que as estradas por todo o Brasil estão em péssimo estado, e ainda existem, em pleno ano de 2011, estradas não pavimentadas? Por que a programação da TV brasileira é tão ruim e nivelada por baixo? Por que tantos gostam de ser dirigentes de federações e confederações esportivas?

E por aí vai, são na verdade, milhares de perguntas, nesta linha sem resposta ou onde cabem as mesmas respostas, em forma de mais perguntas
.
Por que as pessoas mudaram tanto? Por que a família sucumbiu? Por que existem tantos maus exemplos? Por que não existe mais respeito e consideração com o outro? Por que as pessoas são tão arrogantes, atrevidas, pretensiosas e mal educadas? Por que ser alguém de caráter, decente e digna é tão raro nos dias de hoje?

A meu ver, existe apenas uma resposta para todas estas perguntas:

Pessoas, seres humanos, gente de qualidade, onde vocês estão?

segunda-feira, 11 de abril de 2011


“Exageros da Imprensa”!

Excessos “demasiados” podem se tornar perigosos e estimular agressões, atos criminoso, tragédias sociais, enfim, é indispensável cuidados para não exagerar.

Ricardo Martins
É evidente que informar e esclarecer, orientar e propor o real conhecimento dos fatos e acontecimentos que ocorrem no Brasil e no Mundo é missão absoluta da Imprensa em todas as suas formas e formatos, e como integrante desta atividade, é evidente que considero isso inquestionável, porém me dou o direito e os cuidados de discutir e questionar os excessos, exageros e a busca desenfreada pela audiência e venda de publicidade, tudo isso à custa do sofrimento alheio a partir da divulgação excessiva de situações, atos criminosos ou tragédias sociais de qualquer natureza!

Desde muito cedo, apenas como telespectador, leitor ou ouvinte, discordei desta linha maciça e formato de “bater na mesma tecla”, durante dias e a todo o momento, fazer caras tristonhas e perguntas imbecis às vítimas,  parentes ou próximos à situação de alguma forma. E isso, que não é de hoje, evidenciou-se por estímulos de diretores e editores de telejornalismo, no Rádio e até na mídia impressa, que buscam os pontos de audiência ou venda de anúncio a qualquer preço ou custo.

Exageram na exposição do meliante, do assassino ou infrator, dando-lhe mais espaço do que merecem, inclusive nos escândalos financeiros, políticos e assemelhados que refletem no cotidiano das pessoas.  É holofote demais!

Óbvio que é importante a informação, o detalhe, a discussão, porém a meu ver, somente para qualificar, identificar e caracterizar o ato ou o infrator. É fundamental evidenciar um erro, a omissão ou a falta de interesse de alguém. É isso ou destacar o mérito da polícia e da justiça, fato raro nos dias de hoje, exaltar atos positivos da justiça brasileira, mas enfim, isso é importante, o espaço para o bandido deve ser mínimo.

Gostaria de ressaltar outro aspecto que abomino: a excessiva exposição do sofrimento alheio, normalmente recheado de entrevistas e perguntas dispensáveis e sem nenhuma importância, por exemplo, diante desta tragédia em Realengo/RJ, o repórter chega para uma mãe e pergunta: “está muito triste com a perda de seu filho?” Ou então:” a senhora está muito emocionada?” O que ele merecia de reposta se não algo impublicável. Culpa do editor que não treina e nem aprimora o repórter. Fazem por fazer e em busca do resultado comercial ou estatístico.

Outro aspecto a observar, com o devido cuidado, é quando acontecem as análises, os depoimentos de “especialistas” ou estudiosos sobre aquele fato ou situação. Claro que o detalhe é importante e o debate saudável, porém toda cautela é pouca diante das conclusões absolutas e dos donos da verdade, pois o que mais existe hoje por aí é ”técnico em alguma coisa”,  é um tal de personal isso ou aquilo, ou doutor sabichão daquilo e daquilo outro que impressiona. O fundamental sempre é acrescentar, ajudar a elucidar, contribuir positivamente para que em situações semelhantes possa existir a prevenção ou uma solução rápida e imediata.

Concluindo, sob meu ponto de vista, a TV brasileira e os veículos de comunicação em geral, que tem um papel importantíssimo neste contexto,  portanto sua responsabilidade é tão ou mais grandiosa e nobre que sua relevante posição e representatividade, têm exagerado e indiretamente propondo estímulo à infração, ao ato criminoso, ao crime, a fraude, ao ilícito, e repito e reitero,  evidenciado por demais o transgressor, o delinqüente, o infrator, e isto em todos os tipos de crimes contra a pessoa, a família, ao patrimônio ou ao erário público.

Os veículos de comunicação devem, a meu juízo, gritar por justiça com rigor, por segurança pública adequada e um sistema prisional digno, humanizado, que separe o joio do trigo, por opções efetivas e decentes de possível recuperação de quem quer se recuperar, por clínicas e unidades de saúde pública para o tratamento do desequilíbrio mental e emocional porque passa o ser humano, além das drogas e outros malefícios à pessoa.

Este para mim é o real papel da Imprensa e da comunicação social em geral e sua grande responsabilidade. Eu penso assim!

domingo, 10 de abril de 2011


Ei! Pessoas, é por Aqui!

Ricardo Martins

Resolvi reeditar este texto, por considerar oportuno e pertinente. Cada dia fica mais difícil encontrar as coisas comuns e simples de outrora, alguns sinais, pelo menos, de respeito, educação, companheirismo, compartilhamento, amizade, sinceridade, caráter, decência, amor ao próximo, o amor de verdade entre as pessoas.

Que terá acontecido? Onde anda a essência?  As pessoas mudaram ou mudou o Mundo? Pergunto-me freqüentemente.

Sem querer exagerar, isso é assombroso e real, chega a ser assustador. Individualidade, egoísmo, egocentrismo, esperteza exagerada é o que mais se vê, nos últimos 30/40 anos. No Brasil então!

Certamente as pessoas mudaram e mudou o Mundo, ambos, infelizmente e a meu ver, para pior. Isso ocorreu entre todos independente de camada social, etnia, religião, partido político e como conseqüência arrastou outros sentimentos, atitudes e posturas, indispensáveis à Vida, enxurrada abaixo.

Observem! “Ontem” o prazer mesmo mercantilizado, vendido, existia, era uma excitação natural, espontânea, vigorosa, onipresente e onipotente, a imaginação fluía de forma mágica a fantasiar momentos, caricias e abraços. Nestes tempos de hoje, após uma explicitude banalizada, o prazer se tornou artificial, mecanizado e enlatado. Sem viço! Embaçado!

Na realidade o artificial tornou-se “ordem do dia”, inclusive no quesito “beleza”. O natural, que é a expressão mais definitiva do belo, perdeu espaço para as agulhas e bisturis.

“Fabricam” agora mulheres “plastificadas ou emborrachadas”, que quando passam, caminhando, até causam maravilhosa sensação, mas quando se pega ou toca é profunda a decepção. Nada contra quem se cuida ou quem se preserva! Isso é outra coisa. Tem uma agora que quer colocar o 3o. seio. pode?

Que pena! Nem mulheres naturalmente bonitas se fazem como antigamente. Na real, um triste exemplo de que tudo mudou.

Por tudo e por todo o canto, o natural, espontâneo e o artesanal cedeu lugar à industrialização, a mecanização ou ao artificial. Como obter ou manter qualidade, em produtos e serviços, se quem está por trás disso, quem produz ou administra, são pessoas desprovidas de valores e sentimentos voltados ao coletivo. Sem qualidade de caráter, de formação, de conceitos morais é éticos.

Qualidade de vida é viver em paz, junto a Natureza? É verdade, mas é muito mais que isso: é ter amigos sinceros, alimentação saudável e conviver com atitudes, em geral, decentes e éticas, obter facilidades decentes e não juntar problemas ou complicações.

Viver bem é contribuir para ver as pessoas alegres e felizes, cheias de prazer por tudo, principalmente pelo outro e pela Vida. Compartilhando, convivendo, proporcionado e interagindo entres  e com todos.