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sábado, 12 de março de 2011


Tragédias Climáticas “Omissão, irresponsabilidade e falta de 
interesse”(Reedição)

Ricardo Martins

Que a Natureza tem, nos últimos anos, enviado severos e enfáticos recados e rigorosas reclamações à humanidade sobre o desleixo, abandono e falta de interesse quanto a sua preservação, é uma situação clara e óbvia. E que o Homem não tem dado nenhuma atenção a estes recados, também é óbvio.

Estes fatos têm ocorrido há décadas, tanto uma coisa como a outra e a intensidade desta cobrança vem a cada dia se tornando mais dura e contundente, assim como o desinteresse e a falta de atenção do Homem. 

Os governantes de todo o Mundo, via de regra, apenas se pronunciam através de discursos vazios, na real, a chamada conversa fiada, e pouco têm feito em direção à recuperação do meio ambiente, do ecossistema, enfim do Planeta como um todo.

E as tragédias se repetem, aqui e acolá. O desequilíbrio climático é evidente ao mais puro leigo, os fenômenos naturais se sucedem com todos os nomes e identificações possíveis, sepultando milhares de pessoas, devastando cidades e até pequenos países por inteiro.E o que fazem os políticos, os governantes, os administradores públicos? NADA! 
No Brasil, em pleno ano de 2011 são centenas de municípios, até de grande porte, que ainda não tem uma política direcionada para a adequação dos córregos e rios que cruzam e até dividem as cidades, além do tratamento ao lixo e detritos em geral. 

Nas encostas, as regiões de vegetação superficial e passagem natural da água da chuva são ocupadas irresponsavelmente pelo povo, com a permissividade do agente público, que deveria fiscalizar e impedir, com o máximo rigor. 

Não adianta apenas publicar a Lei, é indispensável sua execução sem complacência, porém o que mais ocorre nestes casos é vista grossa e a liberalização remunerada por boas comissões. 
É importante frisar que não é apenas o pobre, aquele que ainda é miserável mesmo, porque assim inclusive deseja, por opção pessoal, que leva o perigo a estas cenas e regiões de risco, o rico e abastado também, e este paga polpudas gratificações ao agente público para construir ali, onde deseja. Isso ocorre por todo o Brasil, quase sem distinção de estados e municípios. 

Evidente que a isso se deve somar o problema do lixo, da má educação da população, mas tudo é conseqüência das concessões ilegais e da permissividade irresponsável das autoridades governamentais.

Procure saber, por exemplo, em sua cidade, quanto e o que foi investido no último ano em contenção de enchentes e prevenção de tragédias climáticas, inundações e outras, depois procure saber nos dois últimos anos, nos últimos 05 anos e nada vais encontrar, pois nada ou pouco foi feito ou investido. 

Agora, “os caras”, os administradores públicos, prefeitos, governadores, deputados, vereadores e fiscais estão cada vez mais ricos, parecem até presidente de confederação esportiva nacional. São terrenos aqui e ali, sítios, fazendas, carros importados, chácaras, casa de praia e nas montanhas, tudo comissão recebida por conta de fechar os olhos e liberar as licenças para construção de mansões, conglomerados turísticos e condomínios particulares de alto luxo, em locais de preservação ambiental, em circuitos naturais e de alto risco, por conta dos fenômenos da Natureza.

E quando estes ultimamente ocorrem com uma fúria e intensidade assustadora, pouco sobra em pé e pessoas, famílias inteiras sucumbem, perdem tudo, inclusive a Vida. 


Você tem alguma dúvida de quem é o responsável ou responsáveis?

quinta-feira, 10 de março de 2011


Leis? O Brasil as tem demais!
O que falta é vontade política e interesse público para aplicá-las decentemente e adequadamente!

Ricardo Martins

Nem o mais preparado dos servidores públicos do Legislativo, em qualquer nível, sabe dizer, citar ou falar sobre a legislação aprovada e que deveria estar sendo aplicada em benefício da população. Por exemplo, sobre seus direitos e deveres ou sobre quaisquer outros temas de interesse da sociedade como um todo.

Não há interesse nem em desmistificar os textos das Leis, popularizando-os e os tornando entendíveis por todos os mortais. Falam dos médicos ao receitarem, mas no legislativo e no 
judiciário é pior, parece um dialeto de outro planeta.


Se não há interesse para isso imagine se haveria para a sua aplicação correta, adequada, esclarecida, interpretada e, sobretudo justa. E no caso de concessão de benefícios, privilégios e imunidades penais por conta das leis, que isso ocorresse após análise caso a caso, o  uso de prerrogativa do magistrado em questionar a situação, a periculosidade dos envolvidos, enfim, permitindo ou não a concessão.


Isso é utópico, jamais vai ocorrer, a não ser que seja um tema em autobenefício, institucional ou corporativo. Neste caso a prerrogativa, a avaliação detida e a análise detalhada será concreta, substancial e se fará sempre presente.

Na real, você acha mesmo que alguém tem interesse em trazer ao comum, ao simples, as Leis e aplicá-las? É como no caso da “Reforma Política”, alguém acredita mesmo  que estes “caras de pau” vão alterar ou mexer no que lhes é um “bem” e de onde tiram proveito e dinheiro fácil? Jamais!

Podem esperar sentadinhos em macias plumas!

Observe: Nos 03 poderes da república, em todos os níveis de hierarquia, federal, estadual e municipal, 90% é podre e descartável, já deveriam estar na Cadeia, em regime de Prisão Perpétua há tempos, ajudando a construir estradas e ferrovias como nos EUA no passado. Poucos são os que prestam. E nos níveis superiores é onde ocorrem as maiores barbaridades em roubos, extorsão, estupro ao bolso e aos bens do povo, enfim.

Eles vão querem mudar isso? Nunca! Vão querer decifrar as leis e torná-las públicas,
traduzindo-as ao nível mais primário? Jamais!

É uma vergonha, uma imoralidade, uma indecência? É, e daí? Se nada fizermos nada vamos ter, ou pior, SER!

O Brasil só vai no tranco! Quando o pessoal sério e comprometido com a dignidade, a ética e a decência saírem às ruas organizadamente e ordeiramente e fazer valer seus direitos, isso até será possível.

terça-feira, 8 de março de 2011


“Tudo é negocio e nem sempre limpo”
Ricardo Martins

É triste, mas real! Nada contra a atividade nobre de “negociar”, trocar, vender, comprar, investir, forma também de empreender, porém nem tudo, há muitos anos, tem sido um bom negócio ou um negócio bom e limpo para todos ou para a grande maioria envolvida. Poucos, proporcionalmente, tem tirado proveito positivo destas - vou chamar de “operações comerciais” ou “produção e promoção de eventos diversos”- que variam em seu resultado de acordo com os interesses morais e éticos envolvidos. Por exemplo, ser político no Brasil é um ótimo negócio para muitos, para a grande maioria, assim como servidor público, independente da graduação, do setor ou da instituição, já o povo, reflexo deste “bom negócio”, este que se 
lixe!

Lamentavelmente tudo virou “negócio”, o dito “business”, onde poucos, via de regra, ganham muito em detrimento dos demais envolvidos. Querem um exemplo? O Futebol profissional ou os esportes em geral, 
todos com o tempo se tornaram puro negócio, falou-se tanto em profissionalização e deu no que deu!

Vou focar apenas dois exemplos dentro de nossa realidade: o Futebol e o Carnaval, ambos com grande apelo popular, verdadeiras paixões,  que efetivamente poderiam oportunizar trabalho para muitos e outro tanto, na mesma proporção, de divertimento. Isso que dizer que poucos vivem profissionalmente destas atividades? Não! Um grande número, porém a divisão do bolo é desproporcional, ou seja, poucos auferem muito e um enorme contingente de pessoas, pouco! Fora o dinheiro ilícito que circula neste meio, tipo comissões, participações, por fora, sem recibo, super faturado, enfim, a famosa “bola”, o “envelope em espécie”.

Por que tantos dirigentes de clubes e principalmente de federações e confederações não querem deixar o “filé”?

Exatamente por isso, por ser um “filé”! Você já imaginou o que existe de “Figuras Estranhas ao Futebol” (artigo no BLOG http://vai.la/kzk), dentre empresários, olheiros, indicadores, “recomendadores”, procuradores, agentes, intermediários de toda a natureza. E todos beliscam. Imaginem agora os contratos de marketing vendidos pelas confederações, nacionais e internacionais, pacotes por participação em copas, torneios e olimpíadas, tudo é “vendido”, todos os eventos que envolvem as competições. E o mais grave, resultados são negociados, manipulados e vendidos, isso é público.

No caso do Carnaval a situação é semelhante, existe alguma profissionalização, porém com inúmeros interesses escusos em pauta, acrescente aí que as comunidades, em geral, são as que menos ganham ou recebem, muitos tem que pagar pela própria fantasia. Considerando o montante envolvido, o retorno para as comunidades é mínimo.

Algumas escolas ou trios elétricos têm algum projeto social, ainda muito incipiente e frágil diante da grande necessidade, e mesmo assim são de iniciativa normalmente do atleta ou do artista envolvido. As Ligas, federações ou confederações nada fazem a respeito
.
Isso sem levar em conta a enorme estrutura pública que deve ser colocada a disposição dos “carnavalescos”, sambistas, adeptos, do folião, enfim, por todos os cantos de uma cidade. Estrutura esta que no dia a dia é carente e insuficiente às necessidades da população. Por exemplo? Atendimento a saúde, segurança, limpeza, transporte e outros. Contra senso? Certamente que sim!

Concluindo, nada contra o entretenimento, divertimento, lazer ou contra as atividades, muito menos contra a paixão popular, mas o dinheiro envolvido é tanto que deveria ser mais bem aplicado, em infra estrutura, em empregos, mais empregos e melhores remunerações, isso sem considerar o investimento no social. Todos deveriam por Lei, (no Brasil apenas assim funciona algo), ser obrigados a investir determinado percentual em ações sociais e outros projetos estimulantes, limpos e lícitos.

Resumindo, são muitos milhões envolvidos e poucos centavos investidos nas bases, na formação, na dignidade e na desportividade, em ambas as atividades. O Futebol e o Carnaval perderam a essência para se tornar, como outros tipos de entretenimento, negócios e não tão limpos. 

quinta-feira, 3 de março de 2011


"O Mau Profissional"
Ética, decoro e responsabilidade! 
Ricardo Martins

Ética, decoro e responsabilidade, são palavras "fora de moda", refletem atitudes e postura em desuso, pouco utilizadas pela grande maioria de profissionais, por exemplo, dos parlamentares que compõe o Congresso Nacional e também por grande parte do Executivo e Judiciário a nível federal, e aqui entre nós, na real, por todo o país e em todos os níveis.

O que leva alguém a estudar, por opção, Direito e se formar Advogado? O estado de JUSTIÇA, com certeza, a preservação dos direitos do indivíduo, enfim. E por que um advogado defende o “bandido contumaz”?  Perguntam cidadãos menos esclarecidos, ou por que um advogado aceita defender um elemento quando tudo demonstra e até comprova, inclusive por imagens, que este elemento é culpado daquele delito e de outros mais? O direito de defesa? Não acredito, para mim, “balela”, conversa fiada! Para isso deveriam existir os defensores públicos, pagos para isso, que não considerariam o aspecto ético nem o decoro, apenas “defenderiam” seus empregos.

Na real, em minha opinião, o que leva a isso é a falta de caráter, de ética e de compostura do profissional envolvido. Acrescente-se a isso, para a maioria o mais importante, o interesse financeiro e a oportunidade de exposição na chamada mídia. Em nosso maravilhoso e pujante país, os olhos de todos e principalmente dos cidadãos de origem mais humilde, quem deveria proteger o bem, trabalha para o mal, para o bandido. Vide episódios diários e cotidianos, sobretudo nos últimos 30/40 anos, a chamada era do consumo e do status exacerbados!

Porém isso, não é privilégio apenas do advogado, se estende a outros postos do judiciário brasileiro, que a partir de decisões e concessões estapafúrdias freqüentes e constantes, tem se mostrado aos olhos da sociedade e do povo em geral como algo pouco confiável, depreciado, deprimente, vendido, enfim, uma instituição corporativa, e que privilegia apenas próximos, assemelhados, os ricos e poderosos, os envolvidos com a criminalidade em geral e as organizações criminosas de todos os tipos e ações, sobretudo as que envolvem e abrigam o chamado “colarinho branco”.

Infelizmente, lamentando mesmo, repito isso não é privilegio de setor, atividade ou instituição, no Brasil está praticamente tudo contaminado e apodrecido, poucos ou quase ninguém é confiável, as atitudes corporativas e “protetoras” denigrem praticamente todas as áreas, pública ou privada, quase não se vê mais um digno e ético, empresário ou médico, um jornalista ou um político, um policial ou um professor, entre outros, existem bons, conscientes e sérios  profissionais, contudo são poucos aqueles que fazem de seu trabalho uma missão e um ideal!

É triste, mas é real!

E o pior é que como regra e prática, isso é muito ruim, pois apenas os maus exemplos são copiados, vide o reflexo no cotidiano do cidadão, por todos os cantos do país.

Violência, corrupção, crueldade, desonestidade, banalidade, irresponsabilidade e tudo isso por conta da IMPUNIDADE!
Leis? No Brasil existem de sobra, falta é coerência, decência e dignidade ao ou para aplicá-las.

Lamentavelmente, por conta do mau profissional e de suas atitudes irresponsáveis ou desinteressadas a frente de situações ou representatividades significativas, o país e seu povo são reféns da insegurança em geral, não confiam em ninguém e sentem-se completamente abandonados, desprotegidos e a mercê do mau caráter e do criminoso.

Falta na real, gente de qualidade, maior contingente aonde predominem a  ética, a responsabilidade, o decoro e a consciência, no sentido da moralidade.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


“Pericia Médica INSS”
Ricardo Martins

Ainda dias destes uma mulher enfurecida quebrou literalmente a agencia do INSS do município de Palhoça em SC. Depois de contida, ao ser perguntado o motivo de tanta fúria, ela respondeu:
“Eles, os peritos, nem olham na nossa cara quando aqui chegamos, somos tratados friamente, como “coisas”, de repente os tais peritos nem especialistas são, mas retiraram meu benefício há 05 meses e não recebo salário de lugar algum”, disse com tranqüilidade à beneficiária que perdeu a cabeça e quebrou tudo.

Nada justifica em regra geral, sua atitude, mas há mais de 05 (cinco) meses sem receber de lado algum, com falta de gêneros alimentícios em casa para alimentar a família, acumulando dívidas e passando vexame de ser cobrada, em sua porta, a pessoa perde mesmo a cabeça, acrescente a isso o péssimo e desinteressado atendimento por conta dos “peritos”, que ocorre exatamente como ela descreveu uma desconsideração e desrespeito ao contribuinte. E o pior é que você entra nas repartições públicas e se depara com um artigo de lei exposto, que diz: proibido molestar o funcionário público, o servidor. E o contribuinte? este pode ser molestado, mal tratado, achincalhado, tratado com desdém, enfim, e isso? Não é uma forma de agressão?

Infelizmente tudo o que está exposto acima é real e ocorre diariamente em todas as agencias do INSS do Brasil, a ordem é suspender os auxílios doença, já ouvi isso dentro de uma agencia e direto de funcionários graduados. Ordem de cima, dizem! Dos graúdos!
Os chamados peritos, que na sua grande maioria são apenas clínicos gerais, que atendem a pacientes com problemas ortopédicos, de coração e psiquiátricos, têm ordem para desconsiderar os laudos técnicos trazidos pelo contribuinte e fornecidos por especialistas e não conceder o benefício ou sua renovação. Isso é fato público. Tem gente com doenças gravíssimas sem receber nada e estão afastadas do emprego, sem direito ao auxílio doença.
Existe picaretagem, gente que se aproveita de uma dorzinha de cabeça para pedir auxílio, claro que sim, então, que se combata, sistematicamente, estas situações, de forma direta, e não extrapolar na decisão de não conceder o benefício, via de regra, a quem precisa.

DÚVIDO! Mudo meu nome se algum destes “experientes e detalhistas peritos” negaria conceder o benefício para algum parente, familiar ou amigo próximo. Duvido!

O grande problema do INSS é o mesmo do Brasil como um todo, no que diz respeito à administração pública: MÁ GESTÃO! Além do desinteresse pela causa do outro, do efetivamente necessitado e carente do atendimento ou do serviço.

Na real o quadro existente é vergonhoso e deprimente, pessoas com vários problemas de saúde, afastadas do trabalho, sem receber o beneficio, pior, sem receber nada há meses.
Existem fraudes? Certamente que sim, então combata a fraude com rigor, já que é freqüente os escândalos que envolvem o INSS em relação a desvio de recursos, agora deixar de atender a quem realmente precisa e não disponibilizar uma equipe especializada e interessada é tão criminoso quanto o destempero de qualquer um.

O serviço público no Brasil, em todos os níveis, desde o atendente mais simples até o mais importante gestor, carece é de VERGONHA NA CARA, e de bom caráter!

Reforma Moral é a prioridade!
Ricardo Martins

Há muitos anos o Brasil necessita de Reformas Institucionais e pontuais indispensáveis ao seu bom e justo desenvolvimento, porém antes de qualquer outra ação nessa direção há que se realizar uma “Reforma Moral”, reformar o caráter, o conceito ético e imprimir um real e digno interesse coletivo em toda a classe política, principalmente nos legisladores responsáveis pela aplicação e adequação destes ajustes que devem ser realizados com profundidade, de forma ampla e nos mínimos detalhes, pois são várias questões fundamentais para o futuro do país e de seu Povo.

Dentre as inúmeras reformas, prioritáriamente entendo que a do Judiciário seja a mais premente, pois além de rotinas e sistemas deve-se alterar e adequar as Leis Penais em geral, incluindo mais rigor e eliminando privilégios, imunidades, benefícios e até recursos e instancias. Outro aspecto a ser revisto, a meu ver, é o Sistema Penal, incluindo, neste momento, a Prisão Perpétua para os crimes cruéis e hediondos, para os criminosos contumazes e crimes cometidos contra o erário e patrimônio público.

Já no caso da reforma política considero que é algo muito sério para ficar apenas nas mãos dos políticos, as demais instituições nacionais, sérias e responsáveis, deveriam, junto com a sociedade interessada, participar ativamente desta reforma que a meu ver passa pela desobrigação do voto, pela extinção da eleição proporcional e desta “bizarra” normativa para suplentes no Senado, do financiamento público de campanha, da qualificação do candidato de acordo com o cargo postulado, pela ficha limpa, pelo fim de coligações, rever o número de parlamentares e seus ”ganhos”, honorários e outros, desde o município até a esfera federal, enfim, e outras situações hoje inadequadas a eleições decentes.

Outras reformas, como a Tributária, talvez dentro desta readequar a posição intocável dos Bancos e instituições financeiras, e outras tanto o quanto significativas como a que denomino do “Sistema Prisional” que merece tratamento individualizado, se possível for, dentro da Reforma do Judiciário.

Enfim, o Brasil há muitos anos poderia ter realizado estas adequações apenas a partir de um plano de prioridades, planejamento e gestão, evidentemente suportado por vontade de fazer, de realizar, pois o que tem acontecido freqüentemente é o “empurrar com a barriga”, o “deixar prá depois”, ou o “isso pode esperar”.

Por tudo isso é de vital importância o engajamento de todos os cidadãos interessados no bem estar do país e de seus irmãos brasileiros. Participando ativamente destes movimentos ou, no mínimo, cobrando soluções  justas a respeito.

domingo, 20 de fevereiro de 2011


Ronaldo! Um menino conquistou o Mundo!
Ricardo Martins

Simples, humilde, carioca da gema, de Bento Ribeiro, perto de Marechal Hermes, subúrbio do Rio de Janeiro e bom de bola. Um craque!

Estudou o que pode e foi treinar no São Cristovão, a qualquer preço, de trem, de carona, com a ajuda dos amigos para as passagens de ônibus, 08(oito) por dia, ida e volta, enfim, acreditou no seu potencial, no seu sonho e superou todos os seus limites em busca do seu objetivo: jogar futebol. Disse ele que antes, bem menino, gostaria de tocar na Banda do Exército, mas o futebol falou mais alto e o levou longe, além fronteiras, pelo Mundo a fora.

A partir de suas aparições no Cruzeiro, de BH, onde entre outras coisas, deixou com cara de bobo o excepcional goleiro Rodolfo Rodrigues, naquele lance onde toca a bola para o gol, colocada no chão pelo arqueiro, Ronaldo foi comprado pelo PSV da Holanda, e por lá iniciou uma trajetória sem igual. Deslumbrou a Europa com suas arrancadas fantásticas rumo ao gol adversário e construiu uma história de 16 anos nos maiores clubes do Mundo: Barcelona, Real Madrid, Inter e Milan, ambos de Milão, na Itália. Jogou ao lado dos maiores craques do futebol internacional, de pelo menos 03 décadas e desfrutou do convivio e orientação dos maiores técnicos do Planeta. Eleito o melhor jogador dentre todos os do Mundo, por 03 vezes, porém foi na seleção brasileira que conheceu suas maiores vitórias e grandes fracassos.

Esteve em 04 (quatro) Copas do Mundo, venceu duas, 1994 e a sua Copa em 2002. Em 1998 e 2006 não foi tão feliz, problemas de saúde e outros motivos não lhe permitiram comemorar o título junto aos seus companheiros e de sua melhor e maior torcida.

Evidentemente que exposto por toda a grande mídia que alimentou com fatos interessantes e positivos e de outros não tanto assim, passou por alguns casamentos (tem hoje 04 filhos e está muito bem casado com Bia Antony), amantes, badalação, noitadas, enfim, foi o foco de todos os fotógrafos de plantão que evidentemente buscavam o fato e a foto polemica, coisa comum às celebridades comuns, quanto mais a um Fenômeno Universal. Muitos deram preferência aos escândalos (?) e as fofocas que a seus feitos fora dos campos, como, por exemplo, embaixador da ONU, ou mantenedor de projetos sociais no Brasil e em outros países.

Nos últimos anos lutou muito contra a balança e seu metabolismo, sofreu oito cirurgias por conta de lesões gravíssimas que certamente teriam afastado qualquer ser humano comum de suas atividades como atleta, mas não Ronaldo Nazário de Lima, um lutador, um guerreiro, e certamente um vencedor, mais que isso um exemplo, que a cada situação ressurgia como uma Fênix, cada vez mais forte, superando tudo e a todas as opiniões não muito favoráveis e, em campo, seus implacáveis marcadores voltavam a derrubá-lo na maioria das vezes, de forma violenta.

Voltou para o Brasil para conviver mais de perto com sua gente, esteve no Flamengo, clube do coração que aparentemente não se interessou em tê-lo por lá, e ai surgiu o Corinthians e um projeto ousado que culminaria com a Taça Libertadores de América. Lutou para voltar à forma, outras contusões o abateram, mas sempre reagia e retornava, e acabou campeão paulista e da Copa do Brasil, em 2010. A perda porém do Campeonato Brasileiro, e a não classificação para a Libertadores, provocou a ira em covardes e vândalos, que se dizem torcedores do Corinthians e o forçaram a precipitar a sua aposentadoria. Ele diz que não foi isso, mas tenho certeza que sim, enfim são 04 filhos para criar e uma família para cuidar.

Ronaldinho, o menino simples de Bento Ribeiro que conquistou platéias pelo Mundo com suas arrancadas arrebatadoras e seus gols admiráveis resolveu parar e o fez, e chorou muito por esta decisão, claro, é um ser humano.

Tenha certeza Ronaldo! És um ser excepcional, um exemplo para este povo tão sofrido quanto você o foi, antes da oportunidade que a Vida lhe ofereceu, e que jamais vai esquecê-lo.

 Para o Brasil orgulhoso de seu filho e irmão e para todo o resto do Mundo você vai continuar encantando gerações com seus dribles, arrancadas e gols maravilhosos, além de seu caráter, seu coração e sua alma.

Vais virar lenda! Meus respeitos! 



Obs: Para publicar este texto (comercialmente) apenas com autorização do escritório do autor

sábado, 19 de fevereiro de 2011


Hipocrisia! A pior das máscaras!
Ricardo Martins

Todos nós somos resultado de nossa formação, familiar e educacional, e também “produto do meio”. Não tem como correr ou não admitir isso!

O povo brasileiro historicamente foi “formado”, na real, colonizado, por povos que por aqui não tinham outros interesses que não fosse roubar ou retirar riquezas e transferir para seus próprios bolsos ou para as “Coroas” portuguesa e espanhola, inicialmente, depois a francesa e holandesa. Estas últimas até que vieram por aqui com outros intuitos e lamentavelmente foram expulsas, pois tivessem permanecido por mais tempo, teríamos 
outro tipo de formação de caráter e personalidade de nosso Povo.

Estes fatos, nos primórdios da colonização, somados à falta de investimento e interesse de vários governos pela educação e a formação cultural da população, provocou neste extenso e maravilhoso país um desequilíbrio enorme entre regiões e dentre seus habitantes, isto é notório no Norte e Nordeste, no interior de Minas Gerias, muito por influencia dos chamados “Coronéis”, políticos que detinham o poder e o usavam implacavelmente contra inimigos e contra os pobres, que apadrinhavam, mas mantinham como verdadeiros escravos,  e onde também o peso da Igreja Católica e seu interesse dominador e anacrônico contribuíram por demais com esta situação.

 No decorrer dos últimos anos, pós Getulio Vargas e Juscelino Kubitscheck, o país enfrentou um regime militar dos mais cruéis e que em nada acrescentou ao seu desenvolvimento, no aspecto da educação e formação cultural e moral. Foi um período longo que no somar trouxe inúmeros e grandiosos prejuízos ao povo brasileiro e aos pais institucionalmente.

De novo diante da “democracia”, o país evoluiu certamente, porém ainda, a meu ver, longe, muito longe de resolver suas reais carências, preponderantemente nas áreas da educação, emprego e renda, saúde, transportes, agricultura e segurança pública, ou seja, as necessidades básicas.

 A classe política, por sua vez, se revelou altamente corrupta, corrompida e venal e o ambiente político apodrecido, em geral, por todos os cantos do país, propiciou a formação de inúmeras quadrilhas das mais variadas vertentes, com os mais diversos propósitos, mas um só objetivo: roubar o Povo brasileiro de todas as maneiras possíveis! Lamentavelmente isso se estendeu por todos os poderes da república e grande parte da chamada sociedade organizada e o reflexo é o Brasil que temos aí, infelizmente abandonado, socialmente falando.

Só não vê quem não quer ver, quem está comprometido corporativamente com a hipocrisia e com o interesse próprio, e são muitos, a grande maioria dos segmentos e setores da coletividade.

Óbvio que é necessário investir na educação e formação da criança e do jovem, porém é óbvio também que os menores infratores contumazes e irrecuperáveis devem pagar o preço de seus crimes com qualquer idade e com o máximo rigor.

É óbvio que a justiça e a decisão de um magistrado devem preservar o direito das pessoas, as de bem, não do marginal, porém diante desta legislação que aí está e do desinteresse dos magnânimos juízes, ocorre o contrário, quem se beneficia é o infrator, o bandido, o marginal, o poderoso, o rico, enfim. Então, enquanto não existir interesse, nem do legislativo, do judiciário, nem tão pouco do executivo, em reverter este quadro, que o magistrado aja com o bom senso, protegendo efetivamente a população que é vítima e está completamente desprotegida e refém do crime.

Evidente que nesta linha poderia citar centenas de maus exemplos que necessitam de urgente reforma e adequação, mas não é o caso, para quem escrevo isso fica bem claro, não entende nem entenderá aquele que se trasveste com a máscara da hipocrisia.

Falta educação, formação cultural à grande parte da população? Óbvio que sim! Contudo a falta de caráter, dignidade, decência, personalidade, humanidade, bom senso, compostura e interesse coletivo fazem, com toda a certeza, muito mais falta neste momento.

É hora de se deixar de ditar cátedra e discutir o sexo dos anjos, e sim agir com determinação, exigindo proteção às pessoas, aos cidadãos e a coletividade bem geral.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Tá tudo errado... Como consertar?
Ricardo Martins
Dez  minutos de sessão é o tempo suficiente para que deputados federais aprovem lei que reajusta seus próprios salários em mais de 100% ou qualquer outro benefício em causa própria, e para aprovar um reajuste de um mísero salário mínimo levam dias debatendo nos Plenários do Congresso Nacional.

Como é possível entender isso, pergunta o cidadão brasileiro, aquele, entre muitos, que ainda na hora de votar para escolher seus representantes, vende seu voto por qualquer merreca.  Complicado!

Tudo começa por aí mesmo, penso eu, na falta de preparo do eleitor brasileiro para exercer seu direito de voto e na seqüência, por conta da “Lei Eleitoral” todas beneficiando os candidatos que postulam cargos eletivos nas câmaras municipais e assembléias estaduais ou no legislativo federal, isso sem considerar os cargos “executivos” que também são eleitos pelo Povo. Estes pontos, a meu ver, fazem a diferença.

A LEI ELEITORAL como um todo é direcionada para a formação de blocos ou grupos onde certamente vai imperar a corrupção e privilegiar ou estimular as decisões de interesse pessoal do político envolvido ou de seu partido. Isso é regra geral e prática comum.

No Brasil podem votar todos aqueles que completarem 16 anos até a véspera da eleição e os semi-analfabetos, para não dizer que a Lei permite que o analfabeto vote. Votam presidiários e outros cidadãos totalmente desinformados, carentes e estimulados por promessas mirabolantes.

Em alguns estados do país, notadamente no Norte, interior de Minas Gerais e no Nordeste, até defunto vota.

Como seletivar o voto, acabando com esta bagunça? Simples! Desobrigando o comparecimento do eleitor para votar. Vai votar apenas quem quer votar! Portanto a Lei compromete o processo, estimulando a maracutáia.

Esta Lei exige reformas, adequações, modernização e atualizações urgentes. E quem vai realizá-las? Os parlamentares atuais? Jamais! Então esqueça, pois tudo vai continuar como dantes. “Os caras” não vão votar em mudanças para acabar com suas vantagens, prerrogativas e possibilidades de negociatas, acordos sujos e conchavos. Não vão trabalhar ou se voltar para os interesses do cidadão. Isso é utópico!

O Brasil só vai mudar quando aparecer na real, uma liderança efetiva, positiva, competente, digna e ética para assumir prá valer este país e com um bloco de decretos e uma caneta nas mãos, administrar os primeiros seis meses num ano, botando ordem na Casa e depois devolvendo ao regime as instituições democráticas totalmente revisadas e saneadas. Instituições estas que hoje estão sujas, podres e deterioradas, de um modo geral, sejam públicas ou privadas (este nome é bom!).

Diante disso, deste quadro, é praticamente impossível  realizar algo digno, limpo e correto, além do necessário em direção às carências, anseios, direitos e desejos do Povo ou de qualquer cidadão.

Para finalizar, pequenos exemplos: No Congresso Nacional “trabalham” milhares de pessoas, imagine as folhas salariais e complementares, considerando os recebimentos totais dos 594 parlamentares, sendo que cada um destes recebem algo em torno de R$ 120/150 mil. (fora as comissões, os chamados “por fora”).

Agora leve este número para quase 6.000 municípios + 27 estados e tente imaginar o exército de funcionários públicos e as respectivas folhas de pagamento. Será necessário tudo isso? E o pior, quantos trabalham, efetivamente, com carga horária completa?
Como consertar isso? Difícil! É lamentável!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Prisão Perpétua para Crimes cruéis e bárbaros!
Ricardo Martins

Temos convivido diariamente e por todo o Brasil, já há algum tempo, com crimes cruéis e bárbaros contra todos os tipos de pessoas: pobres ou ricos, crianças, mulheres, adultos ou velhos, praticados por todos os tipos de meliantes, contumazes, passionais, menores, doentes, saudáveis, enfim, homicidas, latrocidas, estupradores, seqüestradores, assaltantes e ladrões, usuários de drogas e traficantes. Isso ocorre aos olhos do Povo e pouco se houve a respeito de soluções. E o pior, muitas das decisões, do descrito nas Leis, favorecem ao infrator e esquecem-se das vítimas.

Quem paga esta conta, quem indeniza estas famílias, se é que é possível indenizar uma vida perdida, principalmente precocemente?  Complicado!

O Brasil está à deriva e há tempos, a insegurança pública é tão grave quanto a falta de investimentos e adequação na Educação, tão ou mais grave que a caótica situação da saúde pública.

E o que fazer? Eis a questão! Vou tentar resumir, apesar de não ter grandes conhecimentos técnicos a respeito, mas acho que posso dar meus “pitacos”.

Entendo que, antes de qualquer coisa, é urgente que o Brasil reveja, modernize, atualize e adéque o Código Penal e principalmente a Lei de Execuções Penais, eliminando uma série de infelizes benefícios, privilégios e imunidades. Neste rumo reduzir recurso e instancias,  isso vem a partir de uma Reforma do Judiciário. Outra medida urgente a meu ver é a implantação da Prisão Perpétua com trabalhos forçados e outros esforços. Isso para qualquer infrator com qualquer idade, profissão, religião e condição financeira, social e política que tenha cometido crimes hediondos, cruéis e bárbaros. Existem locais adequados e apropriados para a instalação destas prisões especiais onde os criminosos cumpririam suas penas, até o fim de seus dias, evidentemente trabalhando para pagar suas estadias. Dentre estes locais, por exemplo, ilhas no Atlântico, adaptações de modelos das plataformas de petróleo em alto mar ou prisões agrícolas. Já as inúmeras e antigas Fortalezas que abundam pelo país afora, estas deveriam ser adaptadas para Prisões para quem cometeu crimes políticos.

 A partir deste momento seria oportuno rever todo o Sistema Prisional, caótico e deprimente, deficiente e inadequado.  Cada estado brasileiro deveria abrigar um Presídio Federal, com no máximo 500 vagas e adequados às necessidades dos dias de hoje, olhando pelo lado da segurança e humanização.

Outro aspecto que salta aos olhos é a ineficiência da Justiça, que tem sido parcial e estimuladora do privilegio, injusta e corrupta, lenta e burocrática. A cada dia que passa fica mais clara a identificação do Sistema Judiciário, com raras e honrosas exceções, com o ilícito, com a falta de interesse público, com o corporativismo, a corrupção, a manipulação das leis de acordo com interesse de privilegiados e a venda de sentenças.

Esta situação marcante e pontual deixa às claras a injustiça imposta à sociedade de bem no Brasil. A impunidade tem estimulado a banalidade, a crueldade e a monstruosidades nos crimes, as pessoas estão sendo mortas por nada.

As agressões são gratuitas e até mesmo o trânsito se tornou uma das mais eficazes ferramentas mortais no país e sem a menor punição. Motoristas embriagados matam e dizimam famílias e ficam livres e a vontade.

As crianças, as maiores vítimas, são choradas por pais, amigos e parentes e tudo fica por isso mesmo, sem que o mínimo de punição aconteça, que deveria ser rigorosa e exemplar.

As unidades prisionais devem ser adequadas a cada situação e com máxima segurança e as Leis rigorosas e com penas integrais e vitalícias. É possível fazer, basta para isso querer!

O Congresso e o governo central gastam bilhões por ano para não trabalhar e o Povo perece, nas filas de hospitais e nas ruas de todas as cidades do Brasil.