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sábado, 19 de fevereiro de 2011


Hipocrisia! A pior das máscaras!
Ricardo Martins

Todos nós somos resultado de nossa formação, familiar e educacional, e também “produto do meio”. Não tem como correr ou não admitir isso!

O povo brasileiro historicamente foi “formado”, na real, colonizado, por povos que por aqui não tinham outros interesses que não fosse roubar ou retirar riquezas e transferir para seus próprios bolsos ou para as “Coroas” portuguesa e espanhola, inicialmente, depois a francesa e holandesa. Estas últimas até que vieram por aqui com outros intuitos e lamentavelmente foram expulsas, pois tivessem permanecido por mais tempo, teríamos 
outro tipo de formação de caráter e personalidade de nosso Povo.

Estes fatos, nos primórdios da colonização, somados à falta de investimento e interesse de vários governos pela educação e a formação cultural da população, provocou neste extenso e maravilhoso país um desequilíbrio enorme entre regiões e dentre seus habitantes, isto é notório no Norte e Nordeste, no interior de Minas Gerias, muito por influencia dos chamados “Coronéis”, políticos que detinham o poder e o usavam implacavelmente contra inimigos e contra os pobres, que apadrinhavam, mas mantinham como verdadeiros escravos,  e onde também o peso da Igreja Católica e seu interesse dominador e anacrônico contribuíram por demais com esta situação.

 No decorrer dos últimos anos, pós Getulio Vargas e Juscelino Kubitscheck, o país enfrentou um regime militar dos mais cruéis e que em nada acrescentou ao seu desenvolvimento, no aspecto da educação e formação cultural e moral. Foi um período longo que no somar trouxe inúmeros e grandiosos prejuízos ao povo brasileiro e aos pais institucionalmente.

De novo diante da “democracia”, o país evoluiu certamente, porém ainda, a meu ver, longe, muito longe de resolver suas reais carências, preponderantemente nas áreas da educação, emprego e renda, saúde, transportes, agricultura e segurança pública, ou seja, as necessidades básicas.

 A classe política, por sua vez, se revelou altamente corrupta, corrompida e venal e o ambiente político apodrecido, em geral, por todos os cantos do país, propiciou a formação de inúmeras quadrilhas das mais variadas vertentes, com os mais diversos propósitos, mas um só objetivo: roubar o Povo brasileiro de todas as maneiras possíveis! Lamentavelmente isso se estendeu por todos os poderes da república e grande parte da chamada sociedade organizada e o reflexo é o Brasil que temos aí, infelizmente abandonado, socialmente falando.

Só não vê quem não quer ver, quem está comprometido corporativamente com a hipocrisia e com o interesse próprio, e são muitos, a grande maioria dos segmentos e setores da coletividade.

Óbvio que é necessário investir na educação e formação da criança e do jovem, porém é óbvio também que os menores infratores contumazes e irrecuperáveis devem pagar o preço de seus crimes com qualquer idade e com o máximo rigor.

É óbvio que a justiça e a decisão de um magistrado devem preservar o direito das pessoas, as de bem, não do marginal, porém diante desta legislação que aí está e do desinteresse dos magnânimos juízes, ocorre o contrário, quem se beneficia é o infrator, o bandido, o marginal, o poderoso, o rico, enfim. Então, enquanto não existir interesse, nem do legislativo, do judiciário, nem tão pouco do executivo, em reverter este quadro, que o magistrado aja com o bom senso, protegendo efetivamente a população que é vítima e está completamente desprotegida e refém do crime.

Evidente que nesta linha poderia citar centenas de maus exemplos que necessitam de urgente reforma e adequação, mas não é o caso, para quem escrevo isso fica bem claro, não entende nem entenderá aquele que se trasveste com a máscara da hipocrisia.

Falta educação, formação cultural à grande parte da população? Óbvio que sim! Contudo a falta de caráter, dignidade, decência, personalidade, humanidade, bom senso, compostura e interesse coletivo fazem, com toda a certeza, muito mais falta neste momento.

É hora de se deixar de ditar cátedra e discutir o sexo dos anjos, e sim agir com determinação, exigindo proteção às pessoas, aos cidadãos e a coletividade bem geral.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Tá tudo errado... Como consertar?
Ricardo Martins
Dez  minutos de sessão é o tempo suficiente para que deputados federais aprovem lei que reajusta seus próprios salários em mais de 100% ou qualquer outro benefício em causa própria, e para aprovar um reajuste de um mísero salário mínimo levam dias debatendo nos Plenários do Congresso Nacional.

Como é possível entender isso, pergunta o cidadão brasileiro, aquele, entre muitos, que ainda na hora de votar para escolher seus representantes, vende seu voto por qualquer merreca.  Complicado!

Tudo começa por aí mesmo, penso eu, na falta de preparo do eleitor brasileiro para exercer seu direito de voto e na seqüência, por conta da “Lei Eleitoral” todas beneficiando os candidatos que postulam cargos eletivos nas câmaras municipais e assembléias estaduais ou no legislativo federal, isso sem considerar os cargos “executivos” que também são eleitos pelo Povo. Estes pontos, a meu ver, fazem a diferença.

A LEI ELEITORAL como um todo é direcionada para a formação de blocos ou grupos onde certamente vai imperar a corrupção e privilegiar ou estimular as decisões de interesse pessoal do político envolvido ou de seu partido. Isso é regra geral e prática comum.

No Brasil podem votar todos aqueles que completarem 16 anos até a véspera da eleição e os semi-analfabetos, para não dizer que a Lei permite que o analfabeto vote. Votam presidiários e outros cidadãos totalmente desinformados, carentes e estimulados por promessas mirabolantes.

Em alguns estados do país, notadamente no Norte, interior de Minas Gerais e no Nordeste, até defunto vota.

Como seletivar o voto, acabando com esta bagunça? Simples! Desobrigando o comparecimento do eleitor para votar. Vai votar apenas quem quer votar! Portanto a Lei compromete o processo, estimulando a maracutáia.

Esta Lei exige reformas, adequações, modernização e atualizações urgentes. E quem vai realizá-las? Os parlamentares atuais? Jamais! Então esqueça, pois tudo vai continuar como dantes. “Os caras” não vão votar em mudanças para acabar com suas vantagens, prerrogativas e possibilidades de negociatas, acordos sujos e conchavos. Não vão trabalhar ou se voltar para os interesses do cidadão. Isso é utópico!

O Brasil só vai mudar quando aparecer na real, uma liderança efetiva, positiva, competente, digna e ética para assumir prá valer este país e com um bloco de decretos e uma caneta nas mãos, administrar os primeiros seis meses num ano, botando ordem na Casa e depois devolvendo ao regime as instituições democráticas totalmente revisadas e saneadas. Instituições estas que hoje estão sujas, podres e deterioradas, de um modo geral, sejam públicas ou privadas (este nome é bom!).

Diante disso, deste quadro, é praticamente impossível  realizar algo digno, limpo e correto, além do necessário em direção às carências, anseios, direitos e desejos do Povo ou de qualquer cidadão.

Para finalizar, pequenos exemplos: No Congresso Nacional “trabalham” milhares de pessoas, imagine as folhas salariais e complementares, considerando os recebimentos totais dos 594 parlamentares, sendo que cada um destes recebem algo em torno de R$ 120/150 mil. (fora as comissões, os chamados “por fora”).

Agora leve este número para quase 6.000 municípios + 27 estados e tente imaginar o exército de funcionários públicos e as respectivas folhas de pagamento. Será necessário tudo isso? E o pior, quantos trabalham, efetivamente, com carga horária completa?
Como consertar isso? Difícil! É lamentável!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Prisão Perpétua para Crimes cruéis e bárbaros!
Ricardo Martins

Temos convivido diariamente e por todo o Brasil, já há algum tempo, com crimes cruéis e bárbaros contra todos os tipos de pessoas: pobres ou ricos, crianças, mulheres, adultos ou velhos, praticados por todos os tipos de meliantes, contumazes, passionais, menores, doentes, saudáveis, enfim, homicidas, latrocidas, estupradores, seqüestradores, assaltantes e ladrões, usuários de drogas e traficantes. Isso ocorre aos olhos do Povo e pouco se houve a respeito de soluções. E o pior, muitas das decisões, do descrito nas Leis, favorecem ao infrator e esquecem-se das vítimas.

Quem paga esta conta, quem indeniza estas famílias, se é que é possível indenizar uma vida perdida, principalmente precocemente?  Complicado!

O Brasil está à deriva e há tempos, a insegurança pública é tão grave quanto a falta de investimentos e adequação na Educação, tão ou mais grave que a caótica situação da saúde pública.

E o que fazer? Eis a questão! Vou tentar resumir, apesar de não ter grandes conhecimentos técnicos a respeito, mas acho que posso dar meus “pitacos”.

Entendo que, antes de qualquer coisa, é urgente que o Brasil reveja, modernize, atualize e adéque o Código Penal e principalmente a Lei de Execuções Penais, eliminando uma série de infelizes benefícios, privilégios e imunidades. Neste rumo reduzir recurso e instancias,  isso vem a partir de uma Reforma do Judiciário. Outra medida urgente a meu ver é a implantação da Prisão Perpétua com trabalhos forçados e outros esforços. Isso para qualquer infrator com qualquer idade, profissão, religião e condição financeira, social e política que tenha cometido crimes hediondos, cruéis e bárbaros. Existem locais adequados e apropriados para a instalação destas prisões especiais onde os criminosos cumpririam suas penas, até o fim de seus dias, evidentemente trabalhando para pagar suas estadias. Dentre estes locais, por exemplo, ilhas no Atlântico, adaptações de modelos das plataformas de petróleo em alto mar ou prisões agrícolas. Já as inúmeras e antigas Fortalezas que abundam pelo país afora, estas deveriam ser adaptadas para Prisões para quem cometeu crimes políticos.

 A partir deste momento seria oportuno rever todo o Sistema Prisional, caótico e deprimente, deficiente e inadequado.  Cada estado brasileiro deveria abrigar um Presídio Federal, com no máximo 500 vagas e adequados às necessidades dos dias de hoje, olhando pelo lado da segurança e humanização.

Outro aspecto que salta aos olhos é a ineficiência da Justiça, que tem sido parcial e estimuladora do privilegio, injusta e corrupta, lenta e burocrática. A cada dia que passa fica mais clara a identificação do Sistema Judiciário, com raras e honrosas exceções, com o ilícito, com a falta de interesse público, com o corporativismo, a corrupção, a manipulação das leis de acordo com interesse de privilegiados e a venda de sentenças.

Esta situação marcante e pontual deixa às claras a injustiça imposta à sociedade de bem no Brasil. A impunidade tem estimulado a banalidade, a crueldade e a monstruosidades nos crimes, as pessoas estão sendo mortas por nada.

As agressões são gratuitas e até mesmo o trânsito se tornou uma das mais eficazes ferramentas mortais no país e sem a menor punição. Motoristas embriagados matam e dizimam famílias e ficam livres e a vontade.

As crianças, as maiores vítimas, são choradas por pais, amigos e parentes e tudo fica por isso mesmo, sem que o mínimo de punição aconteça, que deveria ser rigorosa e exemplar.

As unidades prisionais devem ser adequadas a cada situação e com máxima segurança e as Leis rigorosas e com penas integrais e vitalícias. É possível fazer, basta para isso querer!

O Congresso e o governo central gastam bilhões por ano para não trabalhar e o Povo perece, nas filas de hospitais e nas ruas de todas as cidades do Brasil. 

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Pergunte ao LULA!
Ricardo Martins

Um ex - Presidente da República do Brasil! Lembra dele, um baixinho, barbudo, antes magrinho e pobre, depois, barbudo, gordinho e rico, muito rico? Um torneiro mecânico que quando jovem e nada tinha gritava feito um louco, com sua voz rouca: Companheiros! Abaixo o capitalismo selvagem! Baixo o FMI! Viva o trabalhador! Companheiros! Temos que lutar pela social democracia! Depois, já Presidente, aderiu ao $$$ fácil, dos outros, foi o “Rei dos Escândalos Financeiros”. A sua volta, de tudo aconteceu, apesar dele jurar por DEUS e pelo Corinthians que de nada sabia, via ou ouvia. Um santo homem!

Jovem ainda resolveu parar de trabalhar, para “se dedicar à causa”, e qual a solução? Cortou em uma serra industrial o dedo mínimo de forma a ir ao seguro receber uma indenização e se afastar pelo INSS por invalidez.

Trabalhar! Isso sempre renegou! Dê a ele um palanque, um carro de som e um microfone e mais ou menos 50 pessoas que ele é capaz de se fazer novamente Presidente. Melhor não!

Como Presidente da República do Brasil, 50 foram apenas os serviçais contratados aos seus serviços particulares no Palácio da Alvorada, que reformado, custou quase 200 milhões aos cofres públicos (consórcio de 20 empresas, em 2006). Depois, em 2009, reformou o Palácio do Planalto, agora os gastos superam os 100 milhões de reais fora a decoração com peças originais e trazidas de todo o Brasil e do Mundo.

Lembrou dele? Claro! Figura fácil! Daquelas carimbadas!

É a este senhor de barba pintada e unhas feitas, por conta do erário público, a quem devemos perguntar pelo $$$$ que deveria, por exemplo, ter sido aplicado no Projeto CLIMA e dos equipamentos tecnológicos que serviriam para equipar os Centros Federais Especiais de Estudos e Prevenção de Tragédias Climáticas e a Defesa Civil de todos os estados brasileiros, exigindo a aplicação por todos os municípios de planos de ações contingenciais a inundações e tragédias climáticas de qualquer natureza, principalmente enchentes causadas por grandes chuvas.

São quase 6.000 municípios no Brasil e em sua grande maioria os Rios e Córregos cortam as cidades perigosamente, além de redes pluviais e fluviais ineficientes e deficientes. Não existe escoamento adequado de esgoto domiciliar e industrial. Estamos em 2011. Em pleno século 21.

Pergunte ao LULA! Quantos países ele conheceu e visitou mais de uma vez, enquanto Presidente da República? Quanto custou o Aero Lula e o Aero Dilma, que deixou licitado. Somam-se a isso os valores gastos com manutenção e melhoramentos e compare com o que foi investido em saneamento básico no Brasil.

Quanto gastou em cartões corporativos e em quanto importou suas despesas pessoais em oito anos de mandato? Apenas isso! Fora a má aplicação das verbas orçamentais em todos os setores, e a realidade está aí à mostra: saúde, segurança pública e estradas, por exemplo, sucateadas e em pleno caos.

Evidente que o Brasil vive a mercê de governos irresponsáveis há tempos, porém, nunca, jamais e há tanto tempo este país e seu Povo foram tão roubados como no período do último governo. Pergunte ao Lula!

Os escândalos foram diários durante seu mandato e as somas de $$$ envolvidas vultosas, sempre, isso foi regra. Externamente venderam um país que internamente estava arrebentado e hoje isso literalmente é uma realidade, infelizmente, com perdas de milhares de vidas, inclusive. Pergunte ao Lula! O homem das idéias mirabolantes, o que fazer?

A quem cobrar isso? Dos governos federais e estaduais, obviamente os atuais e anteriores, acabar com privilégios, imunidades e benefícios para todos os funcionários de todos os níveis do executivo, legislativo e judiciário, principalmente aqueles absurdos, espúrios e canalhas.

Todos aqueles que se sentirem prejudicados tem que recorrer à Justiça, outra mediocridade no Brasil, a fim de se ressarcir de seus prejuízos.

É hora de virar o jogo e a sociedade brasileira assumir as rédeas deste país, de forma decente e dedicada. Todos juntos podemos e vamos fazer!

E para consertar tudo isso? Não pergunte ao LULA, por favor, esqueçam ele!


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

“Mau exemplo”


Ricardo Martins


Não seria demais afirmar e com toda a certeza que 90% da má qualidade que o contribuinte encontra no serviço público, em geral é resultado de má gestão, acrescida de falta de interesse e despreparo técnico do servidor, em todos os níveis.

A escolha pura e simples dos gestores sob a ótica, interesse e cunho político e também por conta de favor pessoal ou de pressão partidária, desde o primeiro escalão e por dai em diante em efeito cascata, é responsável direto pela má gestão no serviço público e por via de conseqüência da péssima qualidade de seu atendimento.


A esta afirmativa soma-se o mau exemplo, ou seja, se o que vem de cima é muito ruim então por que devo fazer corretamente ou interessadamente, a minha parte? Esta é a pergunta que passa freqüentemente pela cabeça do servidor. Isso é regra geral.


Outro aspecto negativo é algo que existe, desde os tempos mais remotos, no serviço público e que rotula o servidor como alguém que nada quer com o trabalho, nada o interessa apenas encher os bolsos com agrados, autobenefício e comissões, em dinheiro de preferência.


“Se o Chefe se defende por que não eu deva-me “defender’ também”? E o “leite das crianças, o “filé de todo o dia”, como fica?


Estas expressões tornaram - se historicamente populares aos olhos de todos e em todas as regiões do país por conta destes servidores públicos que pregavam bravatas, ganhos mirabolantes e pouco trabalho.

Se observarmos, a partir dos 03 Poderes da República e de seus principais gestores, além dos escândalos financeiros e das maracutáias freqüentes e diárias, estampadas no noticiário, fica claro o desinteresse com que tratam da “coisa pública”, por exemplo, veja a situação da saúde publica no Rio de Janeiro e Brasília, da segurança pública e do sistema prisional em SP, SC, Goiás, Espírito Santo e no Maranhão, dentre outros, das estradas federais e mais recentemente das obras públicas, no caso das enchentes por conta de chuvas. Porém, certamente o mais grave ainda é o atendimento direto ao contribuinte, ao cidadão, ou pior o mau atendimento, onde fica evidente o despreparo do servidor público, vide policia militar ou recepcionistas e seguranças de hospitais, isso entre outros péssimos modelos.


Por que isso acontece ainda? Fácil afirmar! Apenas por deficiência de gerenciamento desde a seleção de pessoal, passando pela fase de treinamento e preparação do servidor, até o momento deste desempenhar suas funções. É ai que a coisa se complica. Quem é o responsável? O mau exemplo e má gestão!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Menor Infrator

Um grave e real problema a ser atacado frontalmente e urgentemente!
Ricardo Martins
Como tantos outros problemas brasileiros que refletem no dia a dia do cidadão de bem, o “menor infrator” é um tema tratado, claramente, sem nenhum interesse pelo chamado “serviço público”, ou seja, a partir do Executivo, Legislativo e Judiciário, que nada ou muito pouco fazem a fim de minimizar ou adequar à situação. Evidente que isso é regra geral, existem raríssimas exceções.

Leis, até que existem, apesar de estarem ultrapassadas para muitos e necessitarem de atualizações e ajustamento, com o que concordo, porém a determinante neste caso, uma legislação que incida diretamente sobre a questão que é discutida há anos com o claro objetivo de nada resolver: a malfadada maioridade penal.


A questão não é essa, 16 ou 18 anos, e sim, punir o infrator com qualquer idade. Infringiu? Responde por isso e recebe o rigor da Lei. Antes ou a par disso é importante observar: por que o menor infringe? Por saber que é inimputável e que as sanções hoje previstas são banais, em breve, muito breve, vai estar nas ruas novamente, e o pior, matando, roubando, seqüestrando e estuprando.

Penso que são no mínimo dois caminhos a seguir: além da definição indispensável de uma legislação, que poderia ser até estadual, sobre a responsabilidade criminal independente da idade, pois entendo que o menor infrator tem que saber que será punido com rigor ao infringir, implementar a criação de dois tipos de unidades prisionais, uma com fins de detenção e outra com proposta de ressocialização, ambas porém com instalações decentes, com celas duplas e com espaços para implemento de atividades escolar, cultural, esportiva, social e profissional, naquelas que se propõe a ressocialização. Isso deveria ocorrer por todo o Brasil, em cada estado e algumas unidades federais, tanto de uma quanto da outra.


O que isso motivaria? Inicialmente a necessidade imperiosa de separar o “joio do trigo”, ou seja, quem é recuperável, ressocializável e quem não é, e na seqüência encaminhar caso a caso ao destino apropriado.


Concluindo, objetivamente, os passos seriam estes: definir através de legislação adequada a imputabilidade rigorosa, em qualquer idade, do menor infrator, a instalação de três ou quatro unidades federais, no máximo com 400 vagas, cada uma, para a detenção e mais algumas em cada estado, também para este fim e a implantação de Unidades de Recuperação, também nos estados, para onde os menores efetivamente com chance de ressocialização seriam enviados.

Penso que o adolescente deva ser protegido através de ações comunitárias que estimulem seu interesse por outras atividades que não o crime, isso por conta de ONGs, ações de governo, enfim, porém que o mesmo tenha pleno conhecimento que se ingressar no crime terá o mesmo tratamento do delinqüente adulto, sofrendo o rigor da Lei com o mesmo peso e a mesma severidade.


Como dito na abertura deste artigo, este é um problema como tantos outros no Brasil que ganha dimensões gigantescas por conta de se empurrar com a barriga, sendo que na prática desde que haja vontade e interesse político são de fácil solução. E neste caso a solução deste reduziria consideravelmente a situação caótica da segurança pública no país, tenham absoluta certeza disto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


A Grande e Irresponsável Farra!
Ricardo Martins

No Brasil, desde seu descobrimento, impera o jeitinho, o benefício, o privilegio, a imunidade, o recurso, o excepcional, o interesse pessoal ou corporativo, por tudo isso, via de conseqüência, a corrupção, o corruptor, o corrompido, o conchavo, a negociata, os acordos escusos abandam e proliferam. E como a ética e a moralidade aí não se encaixam, instala-se absoluto o estado de impunidade e o estímulo a continuação de desvios, fraudes e roubos do dinheiro público, do povo, e que deveria ser aplicado em de acordo com suas carências e necessidades.

Isso ocorre a partir do envolvimento do mais simples e nada representativo funcionário público municipal até as mais altas esferas da República e seus mais significativos e importantes representantes, sem esquecer dos setores representativos da sociedade organizada, onde permeia a pura vigarice. Em outras palavras, desde o bagrinho que atende o balcão na repartição do município até os grandes salões e gabinetes estrelados de Brasília, no legislativo judiciário e executivo nacional. Desde um misero atendente até o Presidente da República. Todos, quase sem exceção, praticam ou estimulam a corrupção e o roubo ao bolso do cidadão de bem e decente deste país.

Entre escândalos dos mais indecentes e imorais, a farra com o erário, o dinheiro do Povo, é diário e permanente, ficou mais evidente nestes últimos 08 anos, simples coincidência, em parte sim, mas vem dos tempos, do desrespeito as Leis, que até existem, mas por eles mesmos que a criaram são desrespeitadas na maior cara de pau!

Vide o caso das aposentadorias de ex – governadores e ex- presidentes, que passa inclusive na forma de herança para descendentes destes, e isso certamente, não é privilégio desta classe abandonada pela sorte, tão desprotegida, obviamente acontece no legislativo e no judiciário também, com a mesma intensidade e representativo volume de dinheiro. Uma pouca vergonha!

Na realidade isso não passa de mais um dos conhecidos escândalos financeiros que caracteriza o desvio de dinheiro público para fins de benefícios próprios.

E os ainda desconhecidos?  E os 16 bilhões que foram gastos pelo governo LULA em viagens ao exterior? E os gastos com cartões corporativos? Despesas com diárias, combustível e alimentação? E o excessivo e inchado serviço público, municipal, estadual e federal, que gera uma folha impagável? E os serviçais e atendentes pessoais, nos vários tipos de residências “oficiais”? Veículos, enfim? Ah! Quase me esquecia, os auto - reajustes de salário, ato comum também em todos os Poderes. E por aí vai!

Imagine isso apenas nos últimos 08 anos e multiplique por três, os poderes da república! Quer ir mais longe um pouquinho? Retroaja até o ano de 1500.

Uma vergonha, uma barbárie, uma indecência, uma imoralidade, uma canalhice, uma patifaria, enfim, e o pior a quem recorrer? Se todos ou uma grande maioria, inclusive setores importantes da sociedade, estão envolvidos até o pescoço? Beneficiam-se disto? É o caos! E Povo assistindo, de braços cruzados, sentados em cima da hipocrisia e de uma máscara descomunal, coniventes e cúmplices. Uma pena!

Infelizmente, a farra irresponsável com o $$$$ público é ampla, geral e irrestrita.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tragédias Climáticas
 “Omissão, Concessão, Permissividade”
Ricardo Martins

Que a Natureza tem, nos últimos anos, enviado severos e enfáticos recados e rigorosas reclamações à humanidade sobre o desleixo, abandono e falta de interesse quanto a sua preservação, é uma situação clara e óbvia. E que o Homem não tem dado nenhuma atenção a estes recados, também é óbvio.

Estes fatos têm ocorrido há décadas, tanto uma coisa como a outra e a intensidade desta cobrança vem a cada dia se tornando mais dura e contundente, assim como o desinteresse e a falta de atenção do Homem.

Os governantes de todo o Mundo, via de regra, apenas se pronunciam através de discursos vazios, na real, a chamada conversa fiada, e pouco têm feito em direção à recuperação do meio ambiente, do ecossistema, enfim do Planeta como um todo.

E as tragédias se repetem, aqui e acolá. O desequilíbrio climático é evidente ao mais puro leigo, os fenômenos naturais se sucedem com todos os nomes e identificações possíveis, sepultando milhares de pessoas, devastando cidades e até pequenos países por inteiro.
E o que fazem os políticos, os governantes, os administradores públicos? NADA!

No Brasil, em pleno ano de 2011 são centenas de municípios, até de grande porte, que ainda não tem uma política direcionada para a adequação dos córregos e rios que cruzam e até dividem as cidades, além do tratamento ao lixo e detritos em geral.

Nas encostas, as regiões de vegetação superficial e passagem natural da água da chuva são ocupadas irresponsavelmente pelo povo, com a permissividade do agente público, que deveria fiscalizar e impedir, com o máximo rigor.

Não adianta apenas publicar a Lei, é indispensável sua execução sem complacência, porém o que mais ocorre nestes casos é vista grossa e a liberalização remunerada por boas comissões.

É importante frisar que não é apenas o pobre, aquele que ainda é miserável mesmo, porque assim inclusive deseja, por opção pessoal, que leva o perigo a estas cenas e regiões de risco, o rico e abastado também, e este paga polpudas gratificações ao agente público para construir ali, onde deseja. Isso ocorre por todo o Brasil, quase sem distinção de estados e municípios.

Evidente que a isso se deve somar o problema do lixo, da má educação da população, mas tudo é conseqüência das concessões ilegais e da permissividade irresponsável das autoridades governamentais.

Procure saber, por exemplo, em sua cidade, quanto e o que foi investido no último ano em contenção de enchentes e prevenção de tragédias climáticas, inundações e outras, depois procure saber nos dois últimos anos, nos últimos 05 anos e nada vais encontrar, pois nada ou pouco foi feito ou investido.

Agora, “os caras”, os administradores públicos, prefeitos, governadores, deputados, vereadores e fiscais estão cada vez mais ricos, parecem até presidente de confederação esportiva nacional. São terrenos aqui e ali, sítios, fazendas, carros importados, chácaras, casa de praia e nas montanhas, tudo comissão recebida por conta de fechar os olhos e liberar as licenças para construção de mansões, conglomerados turísticos e condomínios particulares de alto luxo, em locais de preservação ambiental, em circuitos naturais e de alto risco, por conta dos fenômenos da Natureza.

E quando estes ultimamente ocorrem com uma fúria e intensidade assustadora, pouco sobra em pé e pessoas, famílias inteiras sucumbem, perdem tudo, inclusive a Vida.

Você tem alguma dúvida de quem é o responsável ou responsáveis?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mau Caráter!
Ricardo Martins
Um grave e seríssimo problema de formação da estrutura da personalidade de um individuo. É normalmente caracterizado e identificado por desvios de conduta, ausência de valores e de ética pessoal, social e profissional. A deformidade do caráter. O chamado mau caráter é facilmente encontrado nestes tempos !

Esta distorção evidencia uma pessoa inescrupulosa, de ambição descabida e dona de uma cobiça colossal, alguém desequilibrado emocionalmente. Um egoísta, trapaceiro, egocêntrico, interesseiro ardiloso e calculista, ou seja, uma pessoa privada do bem fazer ou bem viver! Alguém que tem ou encerra em si mesmo a marca da indignidade, que se vende por qualquer boa quantia ou por conta de uma oportunidade fortuita e contingencial. Uma pessoa, enfim, que soma atitudes e posturas inadequadas aos bons costumes e valores probos.

Na real, um péssimo elemento, um Ser desprezível. Um elemento inteiramente nocivo à sociedade. Hipócrita, dissimulado, aproveitador, capcioso e venal. Um canalha!

Evidente que este tipo de pessoa é ou pode ser identificada pela magnitude ou representatividade de suas atitudes. Às vezes usa suas artimanhas e artifícios apenas para burlar uma fila de Banco, da Lotérica ou de um Restaurante.

Outras vezes se utiliza de sua posição sócio – política e profissional para se beneficiar de algo ou alguma coisa de expressiva significância. E em momentos “delicados”, se apresenta pretensiosamente e presunçosamente, tipo: Sabe quem sou eu? Sabe com quem estás falando?

Porém, em regra mais genérica, é visto sempre a tirar proveito de negócios ilícitos, de negociatas e conchavos de grande envergadura. Normalmente é alguém próximo ao Poder e convive nas altas esferas. Trabalha na maioria das vezes nos bastidores, neste caso tem nome formoso: Lobista!

Habitualmente se “veste” de empresário bem sucedido ou de político de boa verve, com boa aparência, habilidoso, cordial e sempre disponível.

Este é o mau caráter! Um ser que habita o mundo e especialmente o Brasil, em todos e por todos os cantos, canteiros e rincões. Infelizmente!

Na real “uma doença” que arrebenta com uma sociedade pujante, de grande potencial, promissora e progressista. Um verme que necessita de extinção urgente.

Reconheces ou lembras de alguém? Não vale! Olhaste pro lado!

domingo, 2 de janeiro de 2011

O que esperar de 2011?
Ricardo Martins
Muito mais que um novo ano, 2011 traz em seu bojo possibilidades reais de mudanças, já que é inicio de governo estadual e federal. Apesar da maioria dos nomes já serem do conhecimento de todos, alguns aparecem em novas funções e isso pode propor alterações em atitudes e posturas, e a meu ver, pode ser positivo. O fato mais relevante, sem dúvida, é a posse da nova presidenta Dilma Roussef, agora uma mulher no comando da Nação Brasileira.

No time de Dilma também existe a repetição de nomes, porém alguns em novas funções e responsabilidades, outros em antigas pastas onde seu desempenho foi considerado e destacado.

O que esperar da nova Presidenta? Pelo seu discurso de campanha e de posse será tudo muito positivo. Esperemos que assim seja, mesmo sabendo que há muito que corrigir, ajustar e adequar para então por em prática seus planos e projetos.

Fala-se muito da possível influencia de Lula, não acredito, tenho a impressão que desde o início Dilma vai mostrar a que veio, sob este aspecto a mulher é mais determinada, disciplinada, atrevida, arrojada e responsável, ainda mais no caso dela que participou do antigo governo, sabe o que foi positivo e negativo, vai errar se quiser. No meu entender escolheu uma boa equipe, com bons nomes e competências. É esperar pelo interesse e desempenho de cada um.

O Brasil deve estar atento ao movimento externo, marcando presença e seletivando, principalmente os investimentos estrangeiros, reafirmando parcerias, porém suas maiores prioridades estão localizadas e identificadas internamente. Aqui  estão as maiores necessidades e carências do povo, os setores que precisam de mais atenção e melhor investimento de recursos e trabalho, ajustados e em sintonia, visando um desenvolvimento seguro e equilibrado.

Falo de saúde, segurança pública, incluindo o sistema prisional, e o combate imediato à  IMPUNIDADE, neste caso a Reforma do Judiciário é hiper necessária e urgente, deve ser profunda e focar principalmente em atitudes, posturas e no Código Penal, além da Lei de Execuções Penais e a isso já me referi detalhadamente em artigos recentes, e em primeiríssimo lugar, nada é  mais urgente, sob meu ponto de vista, é vital.

Existem outras reformas de relevância vital, entra governo sai governo e estas chamadas reformas estruturais não acontecem e se tornam a cada dia mais indispensáveis. A reforma tributária que deve propor uma relação de equilíbrio entre os estados da federação e a reforma política, que entendo deve estabelecer critérios adequados quanto às eleições, candidatos, candidaturas e eleitos, revendo tempo de mandatos, coligações e outros quesitos. É prioritário, a meu ver, rever o formato da eleição que hoje se mistura votos do candidato com legenda, enfim, eu já penso que quem recebeu mais votos está eleito e fim.


Além de tudo isso existem outros problemas setoriais como o equilíbrio da economia, o desempenho de portos e aeroportos, do sistema de transporte aéreo, desenvolvimento de outros setores industriais, comerciais, de serviços e tecnológicos, o agro negócio, o pré-sal e tantos outros.

O Brasil pode, tem capacidade e competência para evoluir e muito, porém o foco deve ser interno, pois sem uma estrutura básica nada funciona bem.

Outro aspecto fundamental a destacar é o ético e moral, que deve ser resgatado urgentemente, com o combate incessante à impunidade, instituindo mais rigor, responsabilidade e seriedade a legislação. É plausível erradicar a corrupção e tudo se tornaria mais fácil e mais econômico para a evolução do país e de seu povo.
Para isso basta vontade política, interesse no coletivo, investimento adequado e muito trabalho de todos, governos e população. Juntos tudo podemos e vamos conseguir, basta querer.

Em Santa Catarina não é diferente, apenas acredito e confio mais no governador Raimundo Colombo. E que venha, então 2011.